Fascina o visitante pela atmosfera mediterrânea, os centros históricos, cidades artísticas, pequenas aldeias de pescadores e pelos sítios arqueológicos[cite: 1]. Ilha formada a partir de vulcões, em uma área de convergência entre as placas tectônicas Eurasiática e Africana, tendo o ETNA o mais ativo da Europa[cite: 1]. Embora as erupções sejam ameaça constante, o vulcão também é a origem de solos ricos em minerais que sustentam a flora e a fauna locais, além de uma agricultura próspera, representada nos aromas dos limões e laranjas[cite: 1].
A ilha foi originalmente habitada pelos povos ciganos e sicilianos, segui colonizada pelos gregos, os quais fundaram Siracusa em 734 a.C. (Magna Grécia: berço do matemático Arquimedes), importante centro cultural e econômico na época[cite: 1]. Nos séculos seguintes, a Sicília foi governada por diferentes potências estrangeiras, incluindo os romanos, os vândalos, os bizantinos, os árabes, os normandos, os espanhóis e os burbons[cite: 1]. Cada uma dessas culturas deixou sua marca na ilha, resultando em uma mistura única de tradições e culturas[cite: 1].
Durante a Idade Média, a Sicília tornou-se um importante centro comercial e marítimo, através dos portos de Palermo, Messina e Catania[cite: 1]. No século XII, a ilha foi conquistada pelos normandos, que fundaram o reino independente da Sicília, que durou até o século seguinte[cite: 1]. Durante a era moderna, a Sicília sofreu muito com as guerras e conflitos, incluindo a luta contra a máfia siciliana, que se tornou uma grande ameaça para a segurança e a estabilidade da região[cite: 1]. No entanto, a ilha se recuperou e se transformou em um importante centro de turismo[cite: 1].
Hoje, a Sicília é uma região autônoma da Itália, com sua própria história, cultura e idioma[cite: 1]. A ilha continua a ser um importante centro de produção agrícola e vinícola, além de destino turístico popular, por suas belas praias, monumentos antigos e deliciosa culinária[cite: 1]. Ela voltou para os holofotes dos turistas graças a segunda temporada da série da HBO “The White Lótus” - além de ter uma trama envolvente, a série apresenta paisagens deslumbrantes da costa siciliana[cite: 1].
As leis italianas exigem que o cidadão proveniente de um país fora da União Europeia apresente a PID acompanhada da habilitação normal[cite: 1].
PALERMO
Uma das cinco maiores cidades da Itália, é rica em história e cultura, ar mediterrâneo e sua famosa culinária[cite: 1]. A capital da Sicília possui relevante patrimônio artístico e arquitetônico que vai dos restos de muros púnicos a vilas de estilo liberty, passando de residências em estilo árabe-normando, às igrejas barrocas e os teatros neoclássicos[cite: 1]. O coração da cidade está entre as avenidas Via Maqueda e o antigo Corso Vittorio Emanuele[cite: 1]. Na região histórica dos ‘Cuatro Canti’ (praça octogonal) concentram-se: Teatro do Sol (séc. XVII) adornado com estátuas das estações do ano; a Capela Palatina, em estilo árabe, localizada no Palácio dos Normando, que hoje é o Parlamento Siciliano; Igreja de São João dos Eremitas – imperdível pela decoração em estilo árabe e majestosos jardins; Igreja de São José Theatine – um grande exemplo do estilo barroco, com uma das mais belas fachadas já construídas na Sicília; Teatro Mássimo – dizem ser um teatro que é assombrado pelo fantasma de uma freira[cite: 1]. A Catedral de Palermo é um complexo arquitetônico caracterizado pelos diferentes estilos, devido a um longo histórico de modificações e restaurações[cite: 1]. Um pequeno furo em uma das cúpulas menores funciona como câmera Pinhole, projetando a imagem do sol no chão ao meio-dia[cite: 1]. Ali próximo estão os Palácios Real Normandos, Montreal e Montepellegrino[cite: 1]. Ao lado, na Praça Bellini estão as igrejas San Cataldo e Martorana (dizem que é a mais bonita da capital)[cite: 1].
Outras atrações que valem a pena visitar estão próximas à Palermo: o belo e famoso Castelo de Zisa, o qual foi inspirado pelas influências dos egípcios e norte africanos, os mercados populares de La Vucciria e Ballarò, as catacumbas dos Capuchinos e o Museu dos ‘Puppets’ (Fantoches), os famosos bonecos da Sicília[cite: 1].
MONREALE
A catedral de Monreale é uma das grandes atracções da Sicília[cite: 1]. Fundada em 1172, pelo rei normando Guilherme II, foi oferecida posteriormente a um mosteiro da Ordem Beneditina[cite: 1]. O interior está decorado com mosaicos de artífices sicilianos e bizantinos[cite: 1]. Originalmente, deveria servir para um sepulcro real... Os claustros da catedral são uma obra-prima de expressão artística normanda, da época de Guilherme II, com colunas lisas, esculpidas ou com azulejos que sustentam capitéis, a partir dos quais partem arcos sarracenos[cite: 1]. Outros motivos de interesse nesta catedral são o exterior da abadia, o túmulo dos reis Guilherme I e II, o mosaico de Cristo Pantocrator, o painel da Porta de Bronze e a entrada da Cappella del Crossifisso e do Tesouro[cite: 1].
TRAPANI
Fundada no séc. 11 a.C. , é mais uma daquelas cidades europeias que respira história, tendo passado pelo domínio de romanos, bizantinos, árabes e normandos[cite: 1]. A cidade tem forma de meia lua[cite: 1]. Reza a lenda que a cidade ‘nasceu’ de uma foice caída das mãos de Saturno, o deus patrono da cidade[cite: 1]. Trapani se desenvolveu pela extração e comercio do sal pelo porto bem localizado, sendo porta de entrada e saída para Eryx[cite: 1]. Hoje a economia da cidade vive (ainda) da extração e o comércio de sal (“ouro branco”, visite o Museu do Sal**), importação de mármores, algumas atividades agrícolas e, claro, o turismo[cite: 1]. No século passado, durante a II Guerra, muitos dos monumentos e templos no centro histórico foram destruídos por bombardeios, restando: o Palazzo Senatorio, com as três estátuas da obra de Giuseppe Nolf, de 1700; a Catedral de San Lorenzo, em estilo normando e algumas influências do séc. XVII; e Torre dell´Orologio, do séc. XIII, tendo quadrantes distintos do sol e da lua, os ponteiros do quadrante do sol não indicam o horário, mas sim os signos do zodíaco, os solstícios, equinócios, estações do ano e pontos cardinais[cite: 1]. O quadrante da lua indica as fases da lua[cite: 1].
O principal ponto visitado pelos turistas é o vilarejo medieval de Erice, construído no topo de uma montanha de quase 800 metros de altura[cite: 1]. Tem casinhas assobradadas e geminadas, construídas em pedra, em tons puxados do marrom e bege[cite: 1]. No entanto, não tem o mesmo charme da terra do Napoleão (Bonifácio), com uns 100 moradores, mesmo com os muitos turistas zanzando pra lá e pra cá quase não se vê os residentes[cite: 1]. Trapani também faz parte das Rotas Do Vinho[cite: 1].
Nesta região encontra-se o Parque Arqueológico de SEGESTA, entre Castellamare del Golfo e Trapani[cite: 1]. Do séc. V a.C., foi fundada pelos elímios (refugiados de Troia)[cite: 1]. Restam o Templo, incrivelmente conservado (não se sabe a qual divindade era dedicado) e o Teatro (com capacidade para 4.000 espectadores)[cite: 1].
Saindo de Trapani, no Vale do Belice, visitam-se as cidades fantasma, Poggioreale e Gibelina, as quais foram devastadas em 15 de janeiro de 1968 por violento terremoto[cite: 1]. Decidiu-se não restaurar as casas, pois acreditava-se que seria um gasto maior do que se a cidade fosse reconstruída em outro lugar[cite: 1]. E exatamente isso que foi feito: uma nova Poggioreale, mais “moderna”, foi construída a alguns quilômetros de distância da cidade atingida pelo terremoto[cite: 1]. O prefeito de Gibelina decidiu chamar inúmeros artistas de fama internacional para contribuírem na reconstrução e criar uma cidade-museu[cite: 1]. Porém, um artista Alberto Burri se recusou e sua ideia era deixar um rastro do passado através de uma obra moderna[cite: 1]. Ele realizou o “Grande Cretto“, uma obra que compacta os 12 hectares de ruínas em uma única peça de cimento branco[cite: 1].
AGRIGENTO
Tesouro da Humanidade certificada pela UNESCO, está em uma área arqueológica da Sicília, caracterizada pelo excepcional estado de conservação e pela existência de uma série de templos dóricos provenientes do período Helênico[cite: 1]. São mais de 50 edifícios, entre igrejas, monastérios e santuários, que enriquecem as estradas da cidade[cite: 1]. Passando pela Porta da Ponte chegamos a Via Atenea, a antiga rua principal, onde os palácios dos nobres e as vitrines das lojas servem de fundo nos longos passeios por Agrigento[cite: 1].
Imerso no verde das oliveiras, das amêndoas, dos pomares cítricos e vinhas que se estendem em direção ao mar, fica o Vale dos Templos[cite: 1]. Além dos restos de nove dos dez templos que existiam no local, há três santuários, uma grande concentração de necrópoles ou catacumbas, obras hidráulicas romanas, parte de um bairro helênico e romano construídos sobre antiga planta grega, dois importantes locais de reuniões públicas da época, a Ágora inferior, próximo aos restos do templo de Zeus e o Ágora superior próximo ao complexo do museu[cite: 1]. Chegando lá, percorre-se uma “via sacra”, onde estão dispostos os principais templos do parque: Templo de Hefesto (conhecido como Templo de Vulcano), Santuário das Divindades Catônicas, Templo de Castor e Pólux, Templo de Zeus do Olimpo, Túmulo de Theron, Templo de Hércules, Templo da Concórdia e Templo de Juno[cite: 1].
A menos de 15 km do Vale dos Templos, encontra-se a magnífica Scala dei Turchi, uma parede rochosa que se ergue no mar, ao longo da costa, em formato ondulado e de cor branco intenso, parecendo estar sobre uma geleira em plena Antártida, no entanto, está em uma das zonas mais quentes da Itália[cite: 1]. O nome, provavelmente, deriva do fato que os piratas sarracenos, definidos turcos pelos sicilianos – mesmo sendo árabes, usaram este lugar como abrigo já que é a área com menos vento[cite: 1].
PIAZZA ARMERINA
No trajeto da autoestrada Catania-Palermo, entre três colinas, conserva edifícios barrocos, destacando-se o Duomo, no topo mais alto, com traçado medieval, tem aos pés ladeiras e escadarias com casas antigas[cite: 1]. Em agosto ocorre o Palio dei Normandi, quando representantes de diversas paróquias disputam um torneio (como na Idade Média)[cite: 1]. Castello Aragonese é do séc. XIV; a Villa del Casale (a 5 km) deve ter pertencido a alguém importante do Império Romano, entre o séc. III ou IV d.C., Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, pelos mosaicos e figuras centrais (cunho meio erótico) de caça e mitologia[cite: 1].
Eternamente fumegante, o Etna, também chamado de Mongibeddu, é o ponto culminante da Sicília com 3.340 metros, quase sempre coberto de neve podendo ser visto de longe[cite: 1]. É mais fácil visitá-lo por teleférico, jipe ou caminhada a pé até o cume[cite: 1].
CALTAGIRONE
No centro da Sicilia, a cidadezinha barroca é famosa pelas suas belíssimas cerâmicas produzidas há mais de mil anos[cite: 1]. O ponto mais fascinante é a Escadaria de Santa Maria del Monte, onde compram-se as cerâmicas mais belas de toda a Sicília[cite: 1]. O panorama do topo da escadaria é de tirar o fôlego[cite: 1]. O centro histórico de Caltagirone foi reconhecido depois do desastroso terremoto de 1693, uma beleza barroca[cite: 1]. A rica arquitetura e a beleza das fachadas são evidentes na Igrejas Santa Maria del Monte, de San Giacomo Apostolo e em palácios como a Corte Capitanale e o Museu Cívico[cite: 1].
SAN VITO LO CAPO
Na costa ocidental, a praia e a Reserva Natural do Cigano é o “caribe siciliano”, por sua areia branca e águas cor de esmeralda, com pequenas lagoas rochosas[cite: 1]. Foi a primeira área protegida da Sicilia em 1981, com 1.600hectares[cite: 1].
RAGUSA
Se você é fã de queijos e vinhos italianos está aí mais um motivo para incluir Ragusa em seu roteiro[cite: 1]. A cidade é dividida em Ragusa Nuova e Ragusa Ibla, cercada por escadarias, subidas e descidas[cite: 1]. É preciso ter fôlego para longas caminhadas[cite: 1]. Na parte antiga, está a Igreja Santa Maria delle Scale[cite: 1]. Descendo os degraus até as ruelas, segue-se à Catedral de San Giorgio - Duomo de Ragusa, construída em 1738, tendo sua cúpula visível de quase toda a cidade[cite: 1]. Recupere-se na Gelati di Vini, famosa pelo sorvete de azeite de oliva, chocolate com pimenta e vinho tinto, finalizando a visita da Enoteca! A partir da Piazza del Duomo parte o trenzinho que percorre Ragusa[cite: 1]. Os jardins do Museu Arqueológico de Ibleo, adentrado pelo Portal di San Giorgio, é o orgulho dos residentes[cite: 1].
O Castelo de Donnafugata inspirou o filme O Leopardo (Il Gattopardo), obra-prima de Tomasi di Lampedusa imortalizada no cinema por Luchino Visconti, narra a história de uma família aristocrática siciliana do século XIX, que se refugia no feudo de Donnafugata (uma mulher em fuga)[cite: 1]. O palácio tem 120 cômodos, mas só 20 são abertos à visitação[cite: 1]. Villa Donnafugata também é citada no romance Um Certo Verão na Sicília, de Marlena de Blasi, a qual se inspirou no nome do castelo para criar o lugar fictício onde se passa a história[cite: 1].
Ragusa também participou da série O Comissário Montalbano, baseada nos livros de Andrea Camilleri, do delegado de polícia que se empenha a desvendar os crimes mais misteriosos, filmado em Vigata – cidade fictícia[cite: 1].
SIRACUSA
Siracusa é a cidade mais antiga e histórica da Sicília, devido ao maior porto natural a leste da ilha de Ortigia – núcleo urbano mais antigo e endereço do jet set internacional[cite: 1]. Foi fundada pelos gregos, muito antes da chegada dos romanos[cite: 1]. Faz parte do Patrimônio da UNESCO[cite: 1]. Destacam-se o Teatro Grego, um dos maiores construído pelos gregos; o Anfiteatro Romano que é da era imperial; a Orelha de Dionísio no Parque da Neópolis, a Fonte de Arethusa, o Templo de Apolo (ou o Templo de Zeus a 3 km da cidade)[cite: 1]. Mais recente da nossa era, a Catedral de Siracusa (séc. VII) foi construída sobre o grande Templo de Atenas na ilha de Ortigia; segue-se ao Castelo Maniace[cite: 1]. A Basílica de Santa Lucia é da era bizantina, a Igreja de San Pablo ou a Igreja do Espírito Santo (séc. XVIII)[cite: 1].
NOTO
Esplêndido fruto do barroco siciliano, sob influência dos espanhóis que dominaram a região[cite: 1]. Depois do terremoto foi reconstruída em um lugar completamente novo[cite: 1]. A simbólica entrada em Noto é a belíssima Porta Ferdinandea, de 1838, quando se recebeu a notícia da chegada de Ferdinando II de Bourbon, Rei das Duas Sicílias[cite: 1]. Na parte mais nova, estão os edifícios e ruas de estilo barroco, palácios da nobreza, complexos religiosos como a Catedral de San Nicolò[cite: 1]. A joia da arquitetura civil de Noto é o Palácio Ducezio, em frente à Catedral, com sinuoso perfil, construído no séc. XVIII e XIX[cite: 1]. Em 1940, recebeu a adição de uma elevação que enriqueceu o edifício[cite: 1].
MODICA
No Val de Noto, faz parte do Patrimônio Mundial da UNESCO na Itália, caracterizada pelo florescimento da arte barroca[cite: 1]. A cidade divide-se em Alta (mais antiga) e Baixa (na encosta do vale)[cite: 1]. Foi devastada por terremotos em 1613 e 1693, e reconstruída em 1693[cite: 1]. Passou por inundações em 1833 e 1902[cite: 1]. Imperdível são as paradas na Catedral de San Giorgio e a igreja de San Pietro (esta tem um campanário na fachada principal[cite: 1]. Modica também foi a cidade natal do escritor Salvatore Quasimodo, que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1959[cite: 1].
TAORMINA
Charmosa e encantadora, é uma das cidades mais visitadas da Itália, na costa oriental da Sicília, é orientada ao divertimento, ao relax e ao saber viver[cite: 1]. Encravada sobre um ponto estratégico das encostas do Monte Tauro, tem vista panorâmica para o Mar Jônico (costa da Calábria) e o Vulcão Etna[cite: 1]. Aos seus pés estão as belas praias de Giardini Naxos, Mazzarò, Spisone, Mazzeo e Letojanni[cite: 1]. A maior atração é o Teatro Grego, na Vila Comunal.
Existem diversos monumentos romanos na cidade, entre eles o Naumachia, que significa batalha naval[cite: 1]. Com 122 metros e elevação de 5 metros, acreditava-se que o monumento fosse uma arena cheia de água para encenar batalhas marítimas[cite: 1]. No entanto, descobriu-se que era apenas um monumental reservatório de água[cite: 1]. Dos antigos monumentos destacam-se as entradas da cidade: Porta Messina, Porta Catânia e a Porta di Mezzo[cite: 1]. Duomo é a principal igreja, construída nos anos 1400, com aparência de fortaleza[cite: 1]. Uma das igrejas mais visitadas é o Santuário della Madonna Rocca, no topo do Monte Tauro, é parcialmente encravado na própria rocha, construído em 1640, aproveitando a estrutura da rocha que forma uma gruta.
O centro da cidade é repleto de lojas de artesanato, onde se compram várias lembrancinhas[cite: 1]. Além das lojas, o centro também conta com uma rua onde ficam as maiores grifes de luxo da Itália[cite: 1].
CATANIA
Localizada na parte oriental da Sicília, entre o Mar Mediterrâneo e Jônico, é a segunda maior cidade da Sicília[cite: 1]. Além disso, a “cidade cinza” como é conhecida, fica bem aos pés do Etna[cite: 1]. Do período bizantino-normando restam o Castelo Ursino e a Catedral de Santa Agata - padroeira da cidade[cite: 1]. Na Via Crociferi estão os monumentos em estilo barroco siciliano, entre eles: a Igreja de San Giuliano e a Igreja de San Benedetto, Palácio Biscari, Villa Cerami, o Palácio do Elefante (“U Liotru”, símbolo de Catânia), a Piazza Teatro Massimo, Piazza Duomo e Piazza Università[cite: 1].
CEFALÙ
Na rota do turista que chega por Messina, a caminho da capital siciliana (a 70 km), Cefalù já foi dominada por gregos, árabes e normandos[cite: 1]. A cidade integra a lista das Aldeias Mais Bonitas da Itália[cite: 1]. Procurada por suas praias com tons azuis, o maior atrativo é o centro histórico medieval, com ruelas estreitas, passagens cobertas e até um riacho de águas cristalinas correndo entre as casas[cite: 1]. Como em toda cidade italiana, o Duomo, do séc. XII, é uma catedral maciça normanda ladeada por duas sólidas torres, com ricos mosaicos bizantinos no interior[cite: 1]. Outra atração é a Rocca, enorme rochedo a 270 metros acima do nível do mar, domina a cidade, onde, no passado, existiu o Templo grego de Diana - um santuário coberto por lajes de pedra que abriga uma antiga cisterna do século IX a.C[cite: 1]. Do alto tem-se uma belíssima vista da cidade[cite: 1]. No verão, é invadida por turistas vindos de toda parte da Europa, por isso há muita animação na orla[cite: 1]. Na rua que margeia a praia há vários restaurantes especializados em peixes e frutos do mar[cite: 1].
A cidade tinha uma estrutura urbana regular, com algumas estradas secundárias em forma de anel, que circundava a cidade[cite: 1]. Quando os bizantinos tomaram o controle, a cidade mudou de lugar e, da época, restaram ruínas de fortificações, igrejas, quartéis, tanques de água e fornos[cite: 1]. Apesar disso a cidade antiga não foi completamente abandonada e foi lá onde encontraram, há pouco tempo, um edifício de culto cristão, com piso de mosaico policromo e que remonta ao século VI[cite: 1]. No Museu Mandralisca e na Biblioteca Malacologia estão reunidos objetos de arte bizantina, pinturas do séc. XVII e o famoso retrato do ‘Desconhecido’, obra atribuída a Antonello[cite: 1].
Cefalu também passou por domínio árabe, em 858, integrada ao Emirado de Palermo[cite: 1]. Deste período, há poucos registros[cite: 1]. Em 1063, foi conquistada pelos normandos e, em 1131, foi reocupada em sua parte antiga utilizando a estrutura abandonada[cite: 1]. É dessa época monumentos importantes como a Igreja de San Giorgio e o lavadouro que fica na via Vittorio Emanuele, além disso, também datam desse período o claustro do Duomo e o Palazzo Maria (que no séc. XIV se tornou o Palazzo Comunale)[cite: 1]. A história subsequente da cidade pode ser assimilada à da Sicília[cite: 1].
Uma visita ao Osterio, o grande monumento do séc. XIII, foi a residência de verão de uma nobre família local; o Ventimiglia; o Teatro Cícero; caminhada ao longo do Corso Ruggero, a Igreja do Purgatório, de 1668, onde ficam os restos mortais do Barão Enrico Piraino de Mandralisca; e Praça Garibaldi e sua torre sineira permanece das antigas muralhas megalíticas da cidade[cite: 1].
Arquipélagos da Sicilia
Ilhas EÓLIAS ao norte:
- Lipari: a maior ilha, com ruínas históricas, praias e o Museu Arqueológico Eólico[cite: 1];
- Vulcano: famosa por suas fontes termais e banhos de lama naturais, além de trilhas até a cratera de um vulcão ativo[cite: 1];
- Stromboli: outra ilha vulcânica com erupções regulares que podem ser vistas à noite, atraindo amantes de aventura e vulcanologia[cite: 1];
- Panarea: Pequena e sofisticada, conhecida por atrair celebridades e oferecer uma vida noturna animada[cite: 1].
Ilhas Egadi estão a oeste da Sicília, próximo a Trapani, com águas cristalinas e natureza preservada[cite: 1]. Favignana é a maior ilha, famosa pelas praias de areia branca e águas azul-turquesa, além de seu passado na pesca de atum[cite: 1]. Levanzo é pequena e tranquila, ideal para mergulho e caminhadas[cite: 1]. Marettimo é conhecida por trilhas e cavernas marinhas, é um destino para quem busca natureza intacta[cite: 1].
Ilhas Pelágias são um arquipélago mais ao sul da Sicília, próximo à Tunísia[cite: 1]. Lampedusa é famosa pela Spiaggia dei Conigli, considerada uma das praias mais belas do mundo[cite: 1]. A ilha também é um santuário de tartarugas marinhas[cite: 1]. Nos últimos anos, tem sido porto de chegada de imigrantes ilegais oriundos do norte da África[cite: 1].
Obras de CARAVAGGIO na Sicilia
Entre 1608 e 1609, ele havia sido condenado por assassinato em Roma, era procurado por credores e maridos traídos em toda a península italiana e, por fim, foi perseguido pelos Cavaleiros de Malta no mar Mediterrâneo[cite: 1]. De algum modo, Caravaggio conseguiu chegar à Sicília, onde graças aos contatos do velho amigo Mario Minniti, uma lista de ricos nobres sicilianos fez fila para pagá-lo generosamente por suas obras.Em suma, tendo traído seus companheiros malteses e usando o último de seus favores políticos em Roma, seu pincel lhe deu uma última chance de salvação na Sicília[cite: 1].
- O mistério do quadro de Palermo: contratado pela Ordem Franciscana para pintar a obra Natividade com São Lourenço e São Francisco, Caravaggio pintou o “Oratório de San Lorenzo”[cite: 1]. Esta magnífica obra embelezou o oratório de Palermo até o dia 17 de outubro de 1969[cite: 1]. Aproveitando a ausência de um sistema eficaz de vigilância, ladrões entraram por uma porta lateral do Oratório, abrindo-a com uma pequena arma e roubaram o quadro de Caravaggio[cite: 1]. A invasão foi muito simples, o roubo rápido[cite: 1]. Tomavam conta do oratório apenas duas senhoras, que dormiam no andar superior[cite: 1]. Sem dúvida, a obra-prima de Caravaggio terá passado por mercados clandestinos ou pelas luxuosas mansões dos chefões da máfia[cite: 1]. Algumas revelações atribuem a alguns mafiosos a venda da obra-prima retirada do Oratório de San Lorenzo[cite: 1]. Posteriormente, a pintura, que tem um valor estimado de 30 milhões de euros, chegaria ao mercado negro de antiguidades suíço[cite: 1]. Em suma, a obra jamais foi encontrada[cite: 1]. O que se vê atualmente é uma cópia[cite: 1]. A reprodução foi realizada em 2015 pela Factum Arte, especialistas em cópias artísticas fiéis, com base em apenas uma fotografia de 1967[cite: 1].
- Em Siracusa: a pintura “Il Seppellimento di Santa Lucia” estava no Museu Palazzo Bellomo, e agora na igreja de Santa Lucia alla Badia, na espetacular Piazza Duomo, em Ortigia[cite: 1].
- Em Messina, no Mu.Me: Caravaggio recebeu seu maior pagamento até então, o triplo do valor que vinha recebendo em Roma, de um rico comerciante chamado Giovan Battista de ‘Lazzari[cite: 1]. Dessa forma, inspirado pelo sobrenome deste cliente tão generoso, ele começou a pintar um retábulo para a capela da família chamado “A Ressurreição de Lázaro“[cite: 1]. No entanto, o produto final foi tão sombrio quanto o humor do artista naquela época[cite: 1]. De fato, 90% da tela é escura, ou seja, a escuridão da morte da qual Lázaro ressuscitaria[cite: 1]. Além disso, considera-se essa pintura uma das mais representativas dos últimos anos de Caravaggio, dedicada a uma maior experimentação com a luz, agora quase tendendo a “apagar” os personagens[cite: 1].
- Encomendado pelo Senado de Messina, Caravaggio fez o retábulo para a igreja de Santa Maria della Concezione, com a obra “Adoração dos Pastores”, uma das obras mais bem pagas da carreira de Caravaggio[cite: 1]. A cena se passa dentro de um estábulo com Maria, exausta da viagem e do parto, deitada no chão segurando o bebê adormecido no colo[cite: 1]. Não há enfeites ou detalhes supérfluos e o único presente é o cesto que vemos em primeiro plano à esquerda, contendo um pão, um pedaço de pano e uma ferramenta de carpinteiro[cite: 1]. Restaurado em 2009, a obra é notável por sua representação humilde da Sagrada Família[cite: 1]. Esta aparece semi-deitada no chão de terra, em uma cabana sombria de um estábulo[cite: 1].
Caravaggio faleceu em 1610, em Porto Ercole, onde tentou resgatar 3 pinturas que deixara no navio que seguia de Nápoles a Roma, onde tinha recebido o perdão por seus crimes[cite: 1].
VINÍCOLAS da Sicilia
- Gambino Vini, próxima ao Monte Etna, com opções de degustação para grupos e casais[cite: 1];
- Marabino, em Siracusa, produz vinhos orgânicos e oferece visitas guiadas com degustação[cite: 1];
- Benanti Winery, a mais tradicional, é possível conhecer o processo de produção e a história dos vinhos[cite: 1].
- Florio, a mais antiga da Sicilia (séc. XIX e XX), em Marsala (ao lado das salinas de Trapani), seu fundador desvendou o segredos dos ingleses (os inventore do vinho)[cite: 1]. Em 1924, foi vendida à família Cinzano[cite: 1]. Em 1998, passou à holding do licor Di Saronno, e em 2002, foi integrada ao grupo Duca di Salaparuta[cite: 1]
O que comer na Sicília
Sua culinária sem igual é rica e variada, influenciada por diferentes culturas que passaram pela ilha ao longo dos séculos[cite: 1]. Experimente as mais típicas:
- Arancini: bolinhos de arroz fritos em formato de bola, geralmente recheados com carne, queijo ou vegetais[cite: 1];
- Panelle: bolinhos fritos de farinha de grão-de-bico, muitas vezes servidos em sanduíches[cite: 1];
- Cannoli: sobremesa em forma de tubo, com massa crocante frita e recheada com ricota doce ou creme de chocolate[cite: 1];
- Caponata: salada fria de berinjela, aipo, cebola, tomate e azeitonas, temperada com vinagre e açúcar[cite: 1].
- Pasta alla Norma: massa com molho de tomate, berinjela, ricota salgada e manjericão[cite: 1].
- Sfincione: pizza siciliana de massa alta, coberta com molho de tomate, queijo, cebola e anchovas[cite: 1].
- Pesce spada alla ghiotta: peixe-espada guisado com tomate, azeitonas, alcaparras e vinho branco[cite: 1].
- Granita: sobremesa refrescante de gelo raspado e suco de frutas, geralmente servida com brioche[cite: 1].
Fontes: experiência em viagem, complementada por organismos de turismo regional.
Romy Daher - São Paulo, dezembro de 2025[cite: 1].