Sikkim e o Norte da Índia

Sikkim e o Norte da Índia

Antigo reino budista, encravado entre o Nepal, Tibete e o Butão, o SIKKIM mal aparece na maioria dos mapas. No entanto, revela-se um retalho de Índia, com templos tibetanos em plena atividade e repletos de monges, colinas atapetadas com plantações do melhor chá que existe, e montanhas. É o Himalaia em seu maior esplendor, pertinho de você, oferecendo o Kanchenjunga, a 3ª maior do mundo. Contudo, o Sikkim tem um vizinho especial: o "país do Dragão Trovejante". Escondido do mundo entre o Tibet e a Índia, o Butão é o protótipo do país “shangri-la”. As montanhas são imponentes, as florestas quase intactas, e o povo deliciosamente ingênuo. Apesar do Sikkim ter parte do seu território em plena cordilheira do Himalaia, as rotas "turísticas" não envolvem altitudes acima de 3.600m acima do nível do mar. Todas as noites são passadas em vales abaixo de 3.000 m, o que propicia uma boa aclimatização. Seguem algumas considerações a respeito:

A massa gasosa que compõe a atmosfera tem peso próprio, resultando numa pressurização do ambiente em que vivemos: é a pressão atmosférica. Em montanhas com altitudes acima de 3500 metros sobre o nível do mar, a pressão atmosférica é menor, como é também menor a quantidade de oxigênio disponível no ar.

Daí a aparição de sintomas tais como dores de cabeça, cansaço e dificuldades respiratórias. São sintomas que tendem a desaparecer com a aclimatização do corpo às novas condições. Nos 2 primeiros dias de altitude, ande lentamente, coma pouco e vá com calma. No caso de uma eventual dificuldade de aclimatização, só há um remédio: descer, e rápido.

Norte da Índia: Darjeeling

O acesso ao norte da Índia é por voo de Calcutá a Bagdogra. Partida imediata para Darjeeling (69,6 km, 3 horas, 2.050 m). A estrada serpenteia e ganha altitude, à medida que a Índia de planícies tórridas cede espaço a uma Índia de Himalaia. Plantações de chá estão por toda parte, transformando as encostas num tapete infinito de árvores-miniatura. A influência tibetana é patente, e o Monte Kanchenjunga (8.598 m) emoldura o horizonte da cidade.

 

Imagem do Roteiro

Plantações de chá e a grandiosidade do Himalaia nos arredores de Darjeeling. O dia de atividades começa muito cedo - e frio - com uma subida para o nascer do sol no Tiger Hill. Num dia claro, o Kanchenjunga assume uma coloração vermelha fascinante. Se for agraciado com um amanhecer limpo, o próprio monte Everest estará no seu campo visual ao longe. Na descida à cidade, visita-se o Monastério Goom. Parte-se em seguida para uma viagem no "Toy Train" - o Trem de Brinquedo. Darjeeling abriga um dos mais célebres clubes alpinos do mundo, o Himalayan Mountaneering Institute, de onde se planejou diversos ataques à cordilheira. O pioneiro no topo do Everest, o nepalês Tenzing Sherpa está enterrado nas imediações. A tarde segue pelo Zoo, passa por um grande centro de confecção de artesanato tibetano e termina no bazar de Chowrasta.

Mirik

Em outro dia, partida para Mirik, a 2 horas de Darjeeling. Mirik destaca-se pelo Lago Samendu, jardins, plantações de chá, laranja e cardamomo. Retorna-se a Darjeeling no fim da tarde.

 

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Jardins e a serenidade da paisagem em Mirik.

Sikkim: O Caminho para Pelling

Pela manhã, partida com rumo ao norte até Pelling (68 km em 5 horas). A estrada mergulha pelas plantações de chá até o rio Titsa e volta a ganhar altitude, já no Sikkim, chegando à tarde a Pelling, a 2.120 m. SIKKIM PERMIT será obtido na divisa das províncias indianas, com apoio do seu guia. Apresente a carta solicitando a permissão, formulário preenchido, visto da Índia, cópia do passaporte, foto e comprovante de endereço. O território do Sikkim permite aproximar-se de uma das maiores montanhas do mundo sem subir excessivamente. Eis alguns dos maciços do Himalaia vistos de Pelling: Koktang, Kumbhakarna, Rathong, Kabru, Dom, Pandim, Zopuno, Shimbho, Narsing, Siniyalchu e o Monte Kanchenjunga, a apenas 30 km de distância.

Pelling

Acorde cedo para ver o Himalaia ao nascer do sol. Em seguida, saia para visita ao Monastério de Pemayangtse, um dos mais importantes e antigos do Sikkim.

 

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A imponente arquitetura do Monastério de Pemayangtse, em Pelling. Nas imediações do monastério está Rabdentse - a antiga capital do Sikkim. Segue-se ao Lago Khecheopalri, sagrado para budistas e hindus; as Cachoeiras de Rimbi; o Monastério Sanga Choeling; e o Skywalk de Pelling, passarela panorâmica a 2.195 m de altitude com vista para o Himalaia e a estátua de Chenrezig.

Gangtok

Pela manhã, visita-se o Monastério Enchey e o Instituto de pesquisa em Tibetologia. A tarde é tomada por uma visita ao Monastério Rumtek - o maior do Sikkim, sede da ordem tibetana Dharma Chakra e residência de Sua Santidade Gyalwa Karmapa. Outro atrativo é a vista para a cidade de Gangtok, pendurada numa encosta íngreme.

 

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Visão da vibrante cidade de Gangtok, pendurada nas encostas íngremes. A única rua plana da cidade, o Mahatma Gandhi Shouk, concentra o comércio e merece atenção no fim de tarde livre.

Fronteira entre o Sikkim (Índia) e Phuntsholing (Butão)

Partida do Sikkim para o Butão, a 218 km (aprox. 6 horas). A rota contorna a fronteira sudoeste do Butão, perdendo altitude e ganhando temperatura. Chá de montanha dá lugar a chá de planície e rostos tibetanos dão lugar à tez escura indiana. Ao final da tarde, cruza-se a fronteira para a cidade butanesa de Phuntsholing, a 510 m de altitude. A cidade indiana de Jaigaon e a cidade butanesa de Phuntsholing ficam lado a lado, separadas apenas pela fronteira. Os postos de imigração ficam entre 300 e 500 metros de distância, fáceis de percorrer a pé. O procedimento é simples: 1. Saída da Índia no posto de imigração de Jaigaon. 2. Caminhada curta até o posto de imigração do Butão, em Phuntsholing, para efetuar a entrada no país. 3. Encontro com o guia butanês após os trâmites migratórios para o traslado ao hotel.

Fonte: HIGHLAND ADVENTURES, turismo de aventura internacional highland.com.br