CHINA PRINCIPAIS ATRAÇÕES

CHINA PRINCIPAIS ATRAÇÕES

República Popular da CHINA - principais atrações, cidade por cidade.

A CIDADE PROIBIDA

Autor: Jerry Camarillo Dunn Jr.

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Não há nenhuma propaganda falsa aqui. A Cidade Proibida em Pequim era exatamente o que se dizia ser. Este labirinto de 800 edifícios era uma zona proibida para pobres mortais, sendo território exclusivo dos imperadores da China e de suas cortes durante 500 anos. Chineses comuns eram proibidos até mesmo de se aproximarem das muralhas. Este complexo era, às vezes, chamado de "local com 9.999 quartos e meio" porque somente o palácio dos céus poderia ter uma perfeição de 10.000 salas, mas, na verdade, ele tem cerca de 8.700 salas e salões.

Com sua construção iniciada no início do século 15, pelo imperador Yongle, o qual colocou 200.000 operários para trabalhar no projeto, a Cidade Proibida foi o lar de 24 imperadores sucessivos Ming e Qing até o final de 1924. Cercada por um fosso defensivo e muralhas de 9 metros de altura, os "Filhos do Céu" ficavam acima das questões terrenas, um fato refletido na arquitetura do palácio. Os salões cerimoniais estão situados sobre uma coluna de pedestal de mármore vários metros acima do pátio que os circunda.

Bem planejada, a arquitetura da Cidade Proibida mantém um senso harmonioso de equilíbrio entre os edifícios e o espaço aberto. O complexo é simetricamente equilibrado ao longo de um eixo norte-sul, mas o design nunca é rígido nem monótono. O vasto pátio externo, também conhecido como "Mar de Ladrilhos", tinha espaço para um público imperial de 100.000 pessoas. Como um oceano, ele avança ao redor de três grandes salões que formam o coração cerimonial da Cidade Proibida. O maior deles, o Salão da Harmonia Suprema, era reservado para ocasiões majestosas como coroações ou a celebração do aniversário do imperador, por exemplo. Apenas o próprio regente poderia utilizar a rampa de entrada de mármore adornada com dragões esculpidos.

No salão, em meio aos sons do gongo e a nuvens de incenso, cortesãos humilhados deveriam bater no chão nove vezes com suas testas. Sem sombra de dúvida, o imperador causou uma impressão maravilhosa. O salão ostenta tesouros como os carrilhões musicais de jade e o Trono do Dragão esplendidamente ornamentado, a partir do qual o imperador emitia suas decisões absolutas. Do lado de fora do salão, uma tartaruga de bronze, simbolizando vida longa, bafeja fumaça de incenso de sua boca. Acredita-se que os dragões ornamentais localizados no teto - estendendo-se cerca de 3,5 metros acima e pesando 4,5 toneladas - protejam o edifício do fogo por atraírem nuvens e chuva.

O regente fazia uso do Salão da Harmonia Preservada como vestiário antes de cerimônias importantes. Ele também saudava importantes convidados e discursava para os descendentes reais, filhos nascidos de suas esposas e de muitas concubinas.
No Salão da Harmonia Preservada, os candidatos realizavam provas para o primeiro serviço civil burocrático do mundo. Dentro desse salão, encontra-se um imenso bloco de mármore entalhado com motivos de dragões e nuvens. Pesando 250 toneladas, era transportado até Pequim em uma trilha de gelo criada pelo fluxo das águas nas estradas, no inverno.
Sete pares de leões protegem sete portões na Cidade Proibida.

Leões são considerados excelentes guardiões e podem ser encontrados com frequência na China, protegendo diversas entradas de espíritos malignos.

Além destes recintos externos encontra-se o pátio interno da Cidade Proibida, cujos três palácios serviram de residências imperiais às Dinastias Ming e Qing. O Palácio da Pureza Celestial, residência do imperador, é guardado por queimadores de incenso em formas de aves e tartarugas. Imperadores e imperatrizes consumavam seus casamentos no Palácio da Tranquilidade Terrestre, cuja pequena câmara de casamento é completamente pintada de vermelho. O aposento foi utilizado pela última vez em 1922, após o casamento de Pu-yi, imperador-criança da Dinastia Manchu, que comparou a decoração pomposa a "uma vela de cera vermelha derretida". Sentindo-se desconfortável, Pu-yi abandonou sua câmara de casamento pelo mais familiar Salão da Cultivação Mental.

Os imperadores passavam a maior parte de seu tempo vivendo e trabalhando em seus aposentos. Durante os anos de 1800, a Imperatriz Dowager Cixi recebia visitantes escondida atrás de um biombo, visto que não era permitido a estrangeiros nem a chineses de castas inferiores colocar os olhos em uma pessoa tão eminente.

Em muitos aspectos, o imperador e sua corte viveram em uma prisão luxuosa. Eles raramente se atreviam a aventurar-se além das muralhas da Cidade Proibida e, quando o faziam, tomavam muitas precauções. O imperador era transportado em uma liteira, espécie de leito reclinado, fechado e coberto, carregado por quatro servos. Guardas militares, o serviço secreto escoltando a rota, além de uma política de nunca revelar qual liteira transportava o imperador, eram apenas alguns dos estratagemas utilizados para proteger o regente fora do Palácio Imperial.

O Jardim Imperial era um dos poucos lugares onde as pessoas enclausuradas no complexo podiam ir para relaxar. Ao vagar pelos pavilhões e lagos, pinheiros, flores e bambu - todos símbolos clássicos da jardinagem chinesa - os habitantes tinham uma experiência totalmente extraordinária da natureza, o tipo de prazer simples desfrutado pelas pessoas comuns todos os dias. Entretanto, isso ocorria no mundo externo, além das altas muralhas da Cidade Proibida.

Praça da Paz Celestial

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A praça Tian'an Men, também conhecida como Praça da Paz, tem significado simbólico para os chineses, sinônimo de poder no país. Ficou mundialmente conhecida após os protestos de 1989, duramente reprimidos pelo governo Chinês, com a famosa cena do homem chinês enfrentando os tanques aconteceu bem ali. Ao redor da Praça da Paz ficam vários outros pontos de interesse, como a Cidade Proibida e o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, estando bem no centro da cidade, tem fácil acesso por metrô.

Parque Jing Shan

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Há um mirante espetacular no topo da colina, e de lá de cima se tem a melhor vista da Cidade Proibida. Tempo do passeio de 45min a 1h30min.

Parque BeiHai

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Localizado no centro de Pequim, está ao lado da Cidade Proibida (combine esses passeios). Além da beleza natural do parque, veem-se os residentes brincando, jogando, dançando, praticando esportes, e até meditando. É uma experiência cultural enriquecedora! Tempo do passeio: de 2h a 4h.

Estádio Olímpico Ninho de Pássaro e o Centro Aquático

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O moderno estádio Bird's Nest e o centro aquático Water Cube foram construídos para as Olimpíadas de 2008, ficando ao lado do outro, em estilo futurista. O tempo do passeio é de 2h a 3h por conta das longas caminhadas. Sugere-se visitar no final da tarde, para ver a iluminação diurna quanto noturna.

Palácio de Verão

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Originalmente foi o palácio da dinastia Chinesa no séc. XVIII e XIX. Hoje é um enorme parque formado por lagos, ilhas, colinas e pavilhões. Passeia-se em barquinhos pelo lago. Muito bonito é frequentado pelos chineses, que aproveitam da natureza em atividades ao ar livre. Tempo do passeio: de 3h a 5h.

Templo do Céu

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Templo Tian Tan, também conhecido como Templo do Céu, foi concluído na Dinastia Ming e é hoje um dos locais mais visitados em Pequim. Originalmente, era onde os imperadores realizavam suas preces em prol de boas colheitas e saúde do povo. Mesmo nos dias em que a poluição torna o dia opaco, o lugar é lindo, valendo a visita! Tempo do passeio: 2h a 4h.

Templo de Confucio e Templo Lama

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Templos dedicados a Confucio e Lama (Yonghe temple), ficam separados pela rua Yonghegong (fácil acesso pela estação de Metrô). Há enormes ambientes dentro dos templos para queima de incenso (vendidos na entrada). Tempo do passeio: de 1h a 2h para ambos os templos.

Qian Men

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Nesta região está o portão que antigamente guardava a entrada sul da Cidade Proibida. A exploração do calçadão de 840 metros de extensão, reservado a pedestres, inclui as ruas Dashilan e Liulichang, com muitas lojinhas de raridades, souvenir e restaurantes (muitos estabelecimentos funcionam até às 22h00). É um lugar bem turístico e fotogênico, uma introdução à cidade. Não se surpreenda se vir pessoas usando máscaras nos dias de forte poluição. Tempo do passeio: 2h.

Hutongs

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Essas construções milenares estão ao longo de vilas e ruelas. Os hutongs surgiram durante a dinastia Ming (séc. XIII) e persistem até hoje. É a China mais original e antiga de Pequim. Estando próximo do Qian Men, combine esses passeios. Passeie num rickshaw para explorar mais tipicamente. Tempo na área: 1h30min.

Compras e Diversão em Pequim

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Sanlitun é a região mais moderna e ocidentalizada de Pequim, ótima para compras e entretenimento noturno. A Xidan Street é uma avenida repleta de grandes lojas de marcas famosas. É nesta área a classe média e alta chinesa batem o cartão. Passeio interessante para quem tem tempo de sobra, pois são passeios rápidos de 1h a 2h, ideais para se encaixar ao final do dia. Aproveite para comer por ali.

Rua Wangfujing

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Pequim possui várias feirinhas de comida de rua e um passeio pela cidade não está completo sem passar por uma delas. Quer ver os insetos bizarros comestíveis em menus exóticos? Siga para a famosa rua Wanfujing. Ali vendem-se de escorpião vivo no espetinho a outros seres que só os chineses conseguem saborear essas iguarias! Se não valem a degustação, nem de um Pato de Pequim, pelo menos garantem boas fotos! Porém, há diversas opções de lanches normais, como rolinhos primavera, arroz frito e noodles. Experimente um "Rou Jia Mo" (hambúrguer chinês). Um apetitoso sanduíche de carne picada e temperada em um pão pita, receita de 221 a.C. e considerado "o primeiro hambúrguer do mundo". Além dos insetos, a região é também um importante centro de compras em Pequim, com lojas como Nike, Gap, Apple e etc. Tempo do passeio: de 1h a 2h.

A GRANDE MURALHA DA CHINA, é o único monumento histórico destacado nos mapas mundiais

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A MURALHA DA CHINA ou Grande Muralha, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987 e eleita em 2007 uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, foi assim considerada pela sua grandiosidade arquitetônica e história. É uma das principais atrações turísticas do país, recebendo mais de 4 milhões de visitas por ano. Com 8.850 km de extensão, começa na província de Gansu e termina no Golfo de Bohai. Changcheng, em mandarim, já foi chamada de "o muro das 10 mil milhas".

A obra descomunal atravessa vales e montanhas ao longo de 11 províncias do país, e das regiões autônomas da Mongólia Interior e da Nacionalidade Hui de Ningxia. A Muralha da China é tão extensa que pode aparecer em imagens de radar tiradas em órbita terrestre baixa. Porém, ao contrário do que já foi divulgado por muitos, ela não pode ser vista da Lua.

Antes de ter ganhado o controle da China, os estados chineses tinham cada qual sua muralha. Para mostrar que a China era uma só, o primeiro imperador, Qin Shihuang, ordenou a construção da Grande Muralha, a qual foi feita ao longo de quatro dinastias: Zhou (1046 a 256 a.C.), Qin (221 a 207 a.C.), Han (206 a.C. até 220 d.C.) e Ming (1368 a 1644). A imagem que temos atualmente é do período dos Ming, sendo sua idade máxima em de cerca de 500 anos. A Grande Muralha atingiu o auge no século 15, mas, a partir de 1664, quando os Manchus expandiram o território da China na direção norte, a obra acabou perdendo sua utilidade prática de um sistema militar integrado. Em 1677, uma ordem do imperador Kangxi (1654-1722) pôs fim à longa saga de construções e reformas de uma das mais impressionantes estruturas militares do mundo.

O imperador Qin Shihuang (259-210 a.C) foi o unificador dos sete reinos, criador do Império Chinês e dono do Exército de Terracota. Apaixonado por grandes projetos, foi o primeiro a tentar criar uma Grande Muralha que protegesse todo o norte da China contra invasores e garantir o comércio de Rota da Seda. Ele planejou as torres de vigilância, fortalezas para postos de comando e logística, torres de baliza para comunicações e etc.

Feita em segmentos, não é um muro único e contínuo. A erosão destruiu boa parte da muralha e, em alguns pontos, ela chegou a ser soterrada por tempestades de areia. Em algumas porções da construção, as pedras na cor marrom foram substituídas por gesso calcário. A medida fez parte da política das províncias de modernizarem a obra. Nos trechos mais antigos, da dinastia Qin (221-207 a.C), foi usada uma argamassa feita com arroz glutinoso e barro. Construídas para resistir ao ataque de armas leves, como espadas e lanças, muitas das paredes eram feitas principalmente por terra batida e cascalho entre as molduras das tábuas. A dinastia Ming (1368-1644), além de ampliar a barreira, criou tijolos resistentes, feitos de barro aquecido a 1.150ºC, em fornos que ficavam até 80 km do muro, sendo levados em carroças.

No início da construção, os trabalhadores enviados para a obra eram os considerados "desordeiros". Mais tarde, os postos de trabalho foram ocupados por quase 300.000 soldados, depois que a formação do Império pôs fim à guerra entre as províncias. Milhares de camponeses também trabalharam em troca de serem liberados do pagamento de impostos. Acredita-se que mais de 2.000.000 de trabalhadores foram necessários para concluir a obra grandiosa. Além de "Dragão de Pedra", a muralha ficou conhecida entre os chineses como o maior cemitério do mundo, devido ao número elevado de pessoas que morreram durante a sua construção. Alguns registros indicam que mais de 1.000.000 sucumbiram por frio e a má alimentação.

As portas e torres da Muralha mais conhecidas

As principais portas da Muralha da China são as de Shanhai, Juyong e Niángzi. As torres foram projetadas para servirem como depósito de alimentos e abrigo para os trabalhadores. A distância entre elas variava. Uma torre tinha que visualizar os sinais emitidos pela torre vizinha. Essa comunicação era feita com sinais de fumaça preta, produzida por esterco misturado com palha. Na falta de esterco, eram utilizadas bandeiras brancas e pretas. A passarela da Muralha tem 8 metros de altura e 6 metros de largura, suficiente para que os soldados pudessem se movimentar em caso de ataque inimigo das tribos nômades. A defesa contra os invasores também era feita a partir desse local privilegiado.

Em muitos lugares, o Muro duplica, triplica e até quadruplica sua altura, em fortalezas, quartéis e torres de vigia que perseguem as linhas principais.

A 70 km de Pequim está Badaling, a porção melhor preservada da Muralha da China, onde os degraus não são tão escorregadios e há corrimão em boa parte, atraindo mais visitantes que se juntam em imensas filas. A maior atração em Mutianyu, outra porção bem preservada, são as mais de 20 torres de vigia em um pequeno trecho (há um terraço na torre nº 6 com excelente vista). Em Juyongguan, a 60 km de Pequim, veem-se prédios e templos ancestrais. Jinshanling, a 130 km de Pequim, também foi restaurada e com teleférico, tem a melhor estrutura de visitação. Em Simatai, o foco de restauração foi apenas em obras essenciais, por isso dizem que é a mais original (pode-se visitar à noite na privamera/verão). Jiankou é a porção mais selvagem, perigosa e fotogênica da Muralha da China. Construída com uma rocha de cor mais clara, Jiankou salta aos olhos de longe, com 12 km de ziguezague a leste de Mutianyu, subindo-se a partir das vilas de Xizhazi ou Wofo.

Depois de uma hora e meia de transporte (seja num carro privativo ou num ônibus em grupo) chega-se à área rural nos arredores de Pequim. Ao pé da muralha para-se num café e para comprar os ingressos de entrada na área e mais o teleférico. Existem caminhos alternativos para subida a pé, para quem tem preparo físico. Há várias empresas no local que oferecem caminhadas guiadas de 3 a 5 horas de duração entre uma seção e outra. Uma das provas de corrida mais difíceis do mundo é a "Maratona da Muralha da China" (Great Wall Marathon), onde os corredores percorrem entre 8,5 km e 42 km, num percurso cheio de sobe-e-desce, em mais de três horas de esforço em todo o trajeto.

DATONG

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É uma das 24 cidades de importância histórica e cultural da China.

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PINGYAO: o lado tradicional e colorido da China, uma pérola!

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Tombada como Patrimônio Mundial da Unesco, desde 1997, é extremamente bem-preservada, um verdadeiro museu a céu aberto, tudo permanece intocável como na China antiga! É uma cidade amuralhada bem ao estilo burgo, com o toque oriental. A muralha tem mais de 6km de extensão, mais de 10m de altura e 6 grandes portões de acesso e dezenas de torres. Dentro da parte murada estão os prédios antigos, com fachadas de madeira cheias de detalhes entalhados e pintados a mão, iluminadas apenas por lanternas vermelhas, e pátios. É um mais lindo que o outro! Além disso, na maioria das ruas o calçamento ainda segue o estilo de construção antiga, o que torna um passeio por Pingyao uma verdadeira viagem no tempo, especialmente se conseguir visitar os 22 locais e atrações mais marcantes: City Tower (o ponto mais alto da Cidade Velha), Igreja Católica, South Gate, assistir um karaokê no Coreto do jardim, encenações das rotinas de outrora pela ruas de pedras, malabaristas, artesãos de antigos ofícios ainda consertando objetos. As motoretas (motos adaptadas) transportam de tudo!

Pingyao floresceu durante o reinado da dinastia Ming, a partir da segunda metade do séc. XIV, quando era um importante entreposto comercial na Rota da Seda. Em Pingyao foram criados o primeiro banco e o primeiro sistema de cheques do país. Por séculos a cidade adormeceu, permanecendo intacta. Parada no tempo, não se desenvolveu até o século 20 e acabou, por sorte, não sendo engolida pelo surto de desenvolvimento que tomou conta da China nas últimas décadas. Atualmente residem 40.000 habitantes.

XI´AN.

O EXÉRCITO DE TERRACOTA

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Autor: Jerry Camarillo Dunn Jr.

Visitar o Mausoléu do Imperador Qin Shi Huang e caminhar por entre os soldados de terracota é uma experiência incrível. Os soldados são impressionantes, os detalhes, as expressões nos rostos, parecem pessoas de verdade. Posicionados em formação de batalha, vários soldados de terracota e seus cavalos protegem o túmulo do Imperador. Apesar de ser de beleza impressionante, o exército não foi criado para ser visto por olhos de meros mortais. As figuras de argila foram enterradas mais de 2 mil anos atrás em catacumbas subterrâneas, prontas para escoltarem o imperador à vida eterna.

O esplêndido tesouro, legado do primeiro imperador da China unificada, foi descoberto em 1974 por camponeses que cavavam um poço. Entre os guerreiros de terracota descobertos até agora nas três catacumbas há arqueiros, cavalaria, cocheiros e soldados armados empunhando lanças e adagas. O escalão militar dos soldados pode ser determinado ao se examinar seus cortes de cabelo e sutis pontos em seus uniformes. Originalmente, suas roupas eram pintadas de verde, vermelho, roxo e azul, mas apenas alguns traços do pigmento permaneceram.

O interessante é que cada figura tem características faciais únicas e pode na verdade ser o retrato de um guarda imperial. Ainda assim, as estátuas eram de certa forma genéricas; as figuras, em sua maioria ocas, eram produzidas em massa, e depois recebiam cabeças e mãos modeladas individualmente.

Como soldados de verdade, os guerreiros de terracota originalmente carregavam arcos, espadas e lanças de verdade. Cerca de 10 mil armas já foram encontradas nas catacumbas. Como as superfícies de metal das espadas tiveram tratamento especial, desafiaram a corrosão com tanta eficácia que as lâminas ainda estão afiadas, mesmo após 2 mil anos enterradas. De certa forma ameaçadoras, as pontas de flechas encontradas ali foram feitas de uma liga venenosa de chumbo - a mesma das flechas que foram usadas como armadilhas no túmulo do próprio imperador.

Em uma catacumba, muitos guerreiros de argila foram encontrados fragmentados e quebrados, resultado dos séculos de vigília sob o solo. Descobertos agora, eles criam a impressão de um campo de batalha de soldados arruinados - uma recordação, talvez, da futilidade da guerra e da vaidade dos imperadores.

SOBRE O AUTOR: Jerry Camarillo Dunn Jr. trabalhou na National Geographic Society durante mais de 20 anos, começando como editor, escritor e colunista na revista Traveler, depois escrevendo guias de viagem. Seu trabalho mais recente foi no "National Geographic Traveler: San Francisco". O "Smithsonian Guide to Historic America: The Rocky Mountain States" de Dunn já vendeu mais de 100 mil cópias. Suas histórias sobre viagem são publicadas em jornais como Chicago Tribune e The Boston Globe. As histórias de Dunn já ganharam três prêmios Lowell Thomas da Sociedade Americana de Escritores de Viagem - o maior prêmio da categoria. Ele também escreveu e apresentou um episódio piloto de um programa de viagem para a WGBH, canal de TV aberta de Boston.

Não deixe de visitar um dos ateliers de terracota que ficam próximos ao museu. Lá você aprende como o exército foi feito e pode sujar suas mãos com argila e criar seu próprio soldado de terracota.

GUILIN: a China rural.

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Guilin significa "floresta de osmanthus", devido à abundância de tais flores na cidade. A dinastia Qin fundou esta cidade, no sul da China, há dois mil e trezentos anos! Guilin acumulou conflitos, virou um ponto estratégico na passagem entre sul e norte do país e atraiu moradores importantes. Com paisagem e relevo impressionantes em montes de calcário, formados pela ação das monções. No centro há dois lagos: Shanhu (Cedro) e Ronghu (Figueira), remanescentes de um fosso da era medieval que cercava a cidade. Os barcos navegam nesses e em outros lagos por meio de rios conectados, em meio aos arrozais.

Após a fundação da República Popular da China, em 1949, Guilin se tornou o primeiro destino do sul do país a ser alçado ao sucesso turístico. Primeiro foram os próprios chineses que descobriram a região, desembarcando por lá aos montes. Depois vieram os estrangeiros que se apaixonaram por uma cidade próxima chamada Yangshuo. Hoje, só o triângulo dourado chinês (Pequim, Xangai e Xian) tem mais importância turística na China. Vários dos canais de Guilin foram construídos no tempo do Império chinês, para facilitar o escoamento de mercadorias. Dá para fazer um passeio de barco apenas por esses canais e lagos de Guilin, em tour que dura 1h30min. Hoje, Guilin tem mais de 1.000.000 habitantes. Perambular pelo calçadão ao redor dos lagos, dos canais e do Rio Li (ecoturismo) é o ponto de partida. Não perca o espetáculo Impression de luzes, danças culturais e músicas locais à noite!

Atrações em Yangshuo:

Festivais de Guilin:

HIDRELÉTRICA 3 GARGANTAS DO RIO YANGTZE

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A Usina de Três Gargantas no Rio Yang-Tze, além de ser a maior hidrelétrica do planeta, tem duas importantes funções: primeiramente, ajuda no controle de enchentes causadas pela dinâmica fluvial da região, e, em segundo lugar, colabora para a facilitação do transporte hidroviário ao longo do Yang-Tze.

O início de suas obras foi em 1993 e a conclusão em 2012, com 19 anos de trabalho, participação de 40.000 trabalhadores, a um custo estimado em US$ 28 bilhões. Possui um reservatório de água de mais de 600 km, mais de 2,2 km de comprimento e o topo da barragem é 185 metros acima do nível do mar. O projeto utilizou 16 milhões/m3 de concreto e aço, suficiente para construir 63 torres Eiffel. É a estrutura de concreto de maior massa da Terra.

Para se ter uma ideia da capacidade de armazenamento desta barragem, se o seu lago artificial for totalmente cheio, aproximadamente 10 trilhões de galões (40 quilômetros cúbicos) de água, a duração de um dia na Terra seria prolongada em 0,06 microssegundos por conta do imenso deslocamento de massa causado. O povo, e principalmente o governo chinês, consideram a barragem um sucesso, pois seus 34 geradores, cada um pesando 6.000 toneladas, produzem uma capacidade total de energia de 22.500 MW, que é energia elétrica suficiente para 60 milhões de chineses, substituindo a queima de 30 milhões de toneladas de carvão por ano.

A visão desta barragem gigante apareceu pela primeira vez na mente de Sun Yat-sen em O Desenvolvimento Internacional da China, em 1919. No entanto, a construção real da barragem teve início em 1992, quando foi aprovada pelo Congresso Nacional do Povo. Em 1932, o governo nacionalista, liderado por Chiang Kai-shek, começou o trabalho preliminar em relação aos planos nas Três Gargantas. Em 1939, as forças militares japonesas ocuparam Yichang e fizeram um levantamento da área. Um projeto, o plano de Otani, foi concluído para uma represa na expectativa de uma vitória japonesa sobre a China. Em 1944, o engenheiro-chefe do Bureau of Reclamation dos Estados Unidos, John L. Savage, examinou a área e elaborou uma proposta de represa para o "Projeto do Rio Yang-tze". Cerca de 54 engenheiros chineses foram para os EUA para treinamento. Os planos originais citados para a barragem consistiam em empregar um método único para movimentar os navios. Alguma exploração, pesquisa, estudo econômico, e trabalho de design foram feitos, mas o governo, em meio à Guerra Civil Chinesa, interrompeu os trabalhos em 1947. Após a Revolução de 1949, durante o governo de Mao Tse-Tung, qualquer trâmite de desenvolvimento da obra foi interrompido. Entretanto, no poema "Tontura" (1956), gravado em 1954, no memorial em Wuhan, Mao Tsé-Tung prevê "paredes de pedra" a serem erguidas a montante.

A construção da Usina de Três Gargantas foi iniciada em 3 de dezembro de 1992. O construtor Wu Chuanlin, com cerca de 50 anos, começou a lidar com a obra em 1996. Segundo o cronograma de construção, em 2003, foi efetuada a segunda represa provisória, e em 2005, o reservatório começou a encher. A eclusa entrou em funcionamento e o primeiro grupo de geradores começou a funcionar, entrando parcialmente em funcionamento.

Ante às críticas de movimentos e personalidades ambientalistas, que supõem que a Hidrelétrica das Três Gargantas possa ter causado um aumento de atividade sísmica, ou que, por conta dessas atividades independentes, a estrutura possa ruir por si, causando impactos físicos no território chinês, ou que ainda a hidrelétrica possa estar matando os peixes da região, a equipe de engenharia responsável pela construção reagiu. Medidas preventivas foram tomadas. Comentando isso, um dos diretores do Projeto das Três Gargantas, Cao Guangjing, disse que a obra é umas das mais difíceis do mundo e da história. Ele explicou: "Temos um complexo controle de qualidade. Primeiro, as construtoras realizam um auto-avaliação; segundo, há empresas que fazem a supervisão; terceiro, a nossa corporação também vai verificar os resultados dos exames; e quarto, funcionam três centros técnicos e uma comissão de controle de qualidade para realizar o macrocontrole em toda a obra. Além disso, a construção está submetida à supervisão de um grupo especial do Conselho de Estado, que inspeciona o projeto duas vezes por ano".

Entre todas as medidas, a mais importante é a instituição de supervisão independente. Xu Chunyun, engenheiro que trabalha na entidade de supervisão disse: "Colocamos até 293 supervisores no canteiro da obra, que trabalham 24 horas por dia, assegurando que há sempre um supervisor acompanhando o processo de construção". Além disso, há quatro auditoras chinesas de prestígio trabalhando no setor, e outras empresas estrangeiras, entre elas a Electricité de France, o Bureau Veritas e a Empresa Spie, também da França e a empresa americana Harza.

A construção desta obra foi tão grandiosa que muitos se deslocaram para trabalhar nela, mudando de residência para lá e alguns trabalhadores até mesmo se sacrificaram durante o processo de desenvolvimento da Hidrelétrica das Três Gargantas. O esforço humano foi muito considerado pela Nação Chinesa, desde que a obra foi concluída e ainda é lembrado.

Fonte: Instituto de Engenharia de S. Paulo.

HANGZHOU

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Esta cidade surpreende os viajantes ocidentais há bastante tempo. Reza a lenda que Marco Polo (1264-1324) chamou Hángzhōu de "a cidade mais charmosa do mundo". De acordo com um tradicional provérbio chinês, Hángzhōu é a representação do céu na Terra. Com uma população de aprox. 9.2 milhões, a maior cidade é capital da província de Zhejiang. A cerca de 200 km ao sudoeste de Xangai, Hángzhōu tem avenidas largas e bem arborizadas. Além disso, há bom sistema de transporte e muitas áreas verdes e jardins impecavelmente bem cuidados. Em 2016, a cidade sediou o encontro do G20, fato que contribuiu bastante para melhorar ainda mais infraestrutura urbana da cidade, que é considerada uma das mais prósperas da China.

SHANGHAI

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Xangai, na costa central da China, é a maior cidade do país e um núcleo financeiro global. Há indícios de surgido no séc. 11 d.C. Até o séc. 19 era apenas uma vila de pescadores. Contudo, sua localização foi visada e era favorável ao comércio exterior. Nos anos 1930, a cidade cresceu se tornando um grande polo do comércio exterior. Foi apenas em 1990 que Xangai começou a se transformar e se tornar o que é hoje: o maior centro financeiro da China. Xangai possui o maior porto do mundo, fazendo a interligação da Ásia Oriental para o restante dos países ocidentais.

A saída do Aeroporto Internacional de Xangai Pudong (PVG) é uma atração à parte. Embarque no moderníssimo Maglev, o trem comercial mais rápido do mundo, em uma viagem que pode chegar até os 431 km/h. O trajeto de 30 km até o centro da cidade dura pouco mais de 7 minutos. Xangai parece muito mais com Nova York, Londres ou qualquer outra cidade global, com edifícios modernos, ruas largas e shoppings luxuosos, dignos da maior e mais rica cidade chinesa.

Toda essa região foi revitalizada para a Exposição Universal de 2010. Para a ocasião, áreas públicas foram criadas, como a praça Chen Yi de frente para o rio, que funciona como mirante do The Bund. Dali é possível entrar num túnel que liga o Puxi (margem oeste) do rio Huangpu e onde o The Bund está, a Pudong (na margem leste). A travessia neste túnel de +-700 metros dura 5 minutos, feita num trenzinho de levitação e tem como ponto alto vários efeitos visuais, nas paredes do túnel.

No distrito Pudong:

Templos:

Fonte: diversos blogs de operadoras de turismo, sites oficiais das regiões.

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