ALEMANHA DE NORTE A SUL

ALEMANHA DE NORTE A SUL

ALEMANHA

Entre o Mar do Norte e o Mar Báltico (pontilhado de ilhas), segue-se uma vasta planície entrecortada por colinas e lagos; em prosseguimento tem-se uma região montanhosa central, coberta por densas florestas e cortada por grandes vales fluviais, para finalmente terminar ao sul com a cadeia montanhosa dos Alpes. Seus onze estados (Alemanha Ocidental) formam a República Federal da Alemanha: Baden-Württemberg, Baviera, Berlim, Bremem, Hamburgo, Hessen, Niedersachsen (Baixa Saxônia), Nordhein-Westtalen (Renânia do Norte-Vestfália), Rheinland-Pfalz (Renânia-Palatinado), Saarland (Sarre), Schleswig-Holstein; que juntaram-se, graças à reunificação, aos cinco novos estados do leste: Bradenburg, Mecklenburg-Vorpommern, Sachsen-Anhalt, Thüringen (Turingia) e Sachsen (Saxónia) - estes últimos ainda se encontram em processo de modernização.

Desde o início foi um país federalista. O desenvolvimento em um estado nacional centralizador - como é o caso de numerosas nações vizinhas - nunca foi totalmente alcançado. No início, há 2.000 anos existiam apenas povos germânicos isolados: saxões, francônios, suábios e bávaros, que até hoje determinam o caráter popular das regiões alemãs. Em seguida vieram os romanos, que incorporaram as partes ocidentais e meridionais da Alemanha ao seu próprio império. Quando o poder de Roma se desintegrou, surgiu há cerca de 1.000 anos, após o período intermediário do império carolíngio, o "Sacro Império Romano da Nação Alemã" -uma coligação flexível de senhores feudais, que elegiam um imperador. Dentro deste império os principados alemães se fracionaram cada vez mais. Por fim, havia cerca de 350 estados isolados, a maioria dos quais constituída de "estados-anões". Como consequência da Revolução Francesa e das guerras napoleônicas, este império teve seu fim em 1806. A nova ordem do séc. XIX levou a uma união nacional: em 1871 os 25 estados alemães remanescentes foram unificados sob a direção da Prússia, formando o Império Alemão.

O fim da I Guerra Mundial ocasionou a divisão do território alemão em leste e oeste. Como consequência, surgiu no lado ocidental a República Federal Alemã, constituída por 11 estados, e a República Democrática Alemã na parte oriental. Em 1990 os dois países foram reunificados, com a anexação dos cinco estados pertencentes à ex República Democrática Alemã à República Federal, que assim totalizou 16 estados federais. A história federalista da Alemanha oferece numerosos núcleos culturais, que tiveram origem nos inúmeros palácios, castelos, belas residências, cidades menores e maiores que nos foram legados pelos condes, príncipes, duques, bispos e reis de eras passadas, podendo-se contemplar este passado através de ruínas romanas, igrejas, mosteiros e catedrais da época imperial, fortalezas da época dos cavaleiros, orgulhosas cidades medievais, castelos principescos e parques da época barroca, além dos inúmeros museus que reúnem desde os fatos mais longínquos da nossa história até a atual realidade europeia.

HAMBURGO

Segunda maior cidade da Alemanha, às margens do Rio Elba, daí tantos canais e 2.500 pontes, e as atrações principais para visitarem são: Warehouse Speicherstadt (distrito dos armazéns, maior complexo contínuo do mundo), Museu Wunderland de Miniatura (o maior do mundo), fotografar o novo Music Hall, Mercado de Peixe St Pauli (entre 4h30 e 9h00 da manhã), igreja St Michael, edifício da Prefeitura (Rathaus), igreja luterana St Catherine, Museu Marítimo, ver o pôr-do-sol no parque Planten um Blomen no lago Alster/Binnenalster, Beatles Tour (às 17h00) pelo Star-Club.

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LUBECK

Listada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, está a 65 km de Hamburgo. É vigiada por torres e cercada de água. O portão medieval de Holstein, na cidade amuralhada do séc.15 é uma das heranças. O centro histórico é dominado por prédios em arquitetura gótica e tijolos vermelhos à vista. Caminhem pelos corredores do Gangbuden, no intacto bairro de Koberg do séc.13, a Prefeitura e as montanhas de sal, saboreie um autêntico marzipan.

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BERLIM

Antiga capital do império é a maior cidade alemã, é o maior símbolo desta nação reunificada. As partes ocidental e oriental fundiram-se em 1989, transformando-a na Metrópole da Europa e capital da Alemanha. A porção ocidental é cosmopolita, com ruas comerciais.

Conheça:

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POTSDAM

A 40 km da capital, Berlim é uma atração imperdível ! Além dos palácios, Potsdam também têm uma grande importância para a história mundial, pois foi aí que houve a Conferência de Potsdam, onde os grandes líderes dos países vitoriosos da II Guerra iriam decidir como administrar a Alemanha e tentar contornar os efeitos da guerra. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, Potsdam foi palco do encontro de Truman, Stalin e Churchill para discussão do famoso "Tratado de Potsdam".

Conheça:

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COLÔNIA (Köln)

Entre a Renânia e Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, o Rio Reno despede-se das montanhas Siebengebirge - onde se encontra a conhecida ruína de Drachenfels; as montanhas do Eifel – do passado vulcânico foram cobertas de florestas ricas em caça; e o Bergisches Land - arquitetura em ardósia e enxaimel. Seguindo a planície, a maioria das cidades às margens do Reno foram fundadas pelos romanos. O exemplo máximo é a cidade de Colônia, com tesouros de mais de 2.000 anos.

Fundada pelos Úbios no séc. I d.C., desde os tempos medievais e renascentistas Colônia foi uma das maiores cidades do norte dos Alpes. Colônia foi uma das cidades mais fortemente bombardeadas na Alemanha durante a II Guerra Mundial, com quase 35 toneladas de bombas jogadas sobre seu território, o que reduziu a população em 95%, tanto pela evacuação quanto pela destruição de quase toda a cidade. A reconstrução pós-guerra foi bem-sucedida tendo-se restaurado o maior número de edifícios históricos, resultando numa paisagem urbana mista e única. Com 1.000.000 habitantes é a quarta maior cidade da Alemanha.

Conheça:

O carnaval de Colônia é um dos maiores festivais de rua na Europa, com quase um milhão de festeiros. Começa oficialmente em 11 de novembro às 11h11 e continua até Quarta-Feira de Cinzas (a mesma celebrada no Brasil lá por fevereiro ou março). A Zülpicher Strasse e seus arredores, Praça Neumarkt, Heumarkt e todos os bares e pubs da cidade ficam lotados com pessoas fantasiadas, dançando e bebendo nas ruas.

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NUREMBERG

O museu histórico mais vivo da Alemanha. Imperadores e príncipes, líderes e seguidores, inventores e eruditos. Protegidas pelo castelo, as atividades de artesãos e artistas floriram na Idade Média. Quem faz esse passeio surpreende-se com a quantidade de construções e monumentos importantes que a cidade tem a oferecer: a vultosa muralha da cidade, igrejas maravilhosas, ricamente decoradas, fontes cheias de fantasia, testemunhos do comércio mundial de épocas passadas.

O que ver e fazer:

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ROTHENBURG OB DER TAUBER

A cidade mais simpática, misteriosa e, sim, romântica da Rota Romântica. Uma verdadeira joia. Na minúscula Weikersheim, onde as grandes atrações são seu castelo e o jardim que o cerca a la Versailles. Atravesse as muralhas de Rothenburg, sob a sensação de adentrar um set de filmagens. Erguida há mais de 1.000 anos, a cidadela preserva o clima medieval em suas torres, nos canteiros floridos e nas imponentes fontes, outrora essenciais para proteger a vila dos incêndios. Sabe aquelas pecinhas de madeira com as quais você brincava para criar vilarejos? Pois Rothenburg é uma cidadezinha de armar. Embaixo da torre do relógio há um portão arcado, dois museus chamam atenção: o do Crime, que expõe objetos utilizados para castigar infratores no passado; e do Natal, com os primeiros cartões e enfeites natalinos, alguns do século 15. Mas é a loja do museu, recheada com tudo o que se imagina para decorar a casa, que causa furor aos compradores.

Se um alemão em Rothenburg mandar você para o inferno ("Fahr zur Hölle!"), não tome como xingamento. O Zur Höll é uma taverna tradicional com boas pedidas de slow food (salsichas, costelinha, kebab) para acompanhar os vinhos locais. Na cidade, não deixe de saborear ainda o Schneeballe, bolota de massa frita coberta com chocolate, nozes ou açúcar.

WURZBURG

Cercada por parreirais, a capital vinícola da Francônia, produz bons vinhos brancos da uva silvaner, envasados nas Bocksbeutel ("saco de bode", referência ao bojo redondo das garrafas). O Rio Main corta a cidade, e é às suas margens que estão os melhores bares e restaurantes para apreciar o far niente alemão.

O que ver na Alemanha Bachiana: igrejas góticas e barrocas, a Fortaleza de Marienberg, o Palácio Residenz, obra-prima de Balthasar Neumann, o Beckenbauer do barroco germânico. Patrimônio Mundial, o palácio impressiona do teto à escadaria, adornado com um monumental afresco de Tiepolo. Não parece, mas quase tudo o que se vê de antigo em Würzburg, inclusive o Residenz, é reconstrução do que sobrou da II Guerra. Para ver quão bom ficou o trabalho, suba o morro ao lado do forte e visite a Käppele, pérola rococó de Neumann, com rica decoração e uma vista poética do casario cingido pelo Main.

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MUNIQUE

Capital da Baviera, se sua estadia aqui for mais longa, prepare-se para se movimentar bastante, entre praças, monumentos, museus de arte, de história e temáticos, teatros, além de uma grande concentração de igrejas.

Conheça:

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GARMISCH e Partenkirchen

Originalmente, eram duas cidades separadas que se uniram para sediar as Olimpíadas de Inverno da Alemanha, dando origem a Garmisch-Partenkirchen, chamadas localmente de GaPa. No entanto, ainda pode-se conhecer o centro histórico de cada uma, pois eles ficam bem separados (vá de carro porque a caminhada é longa).

Conheça:

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FUSSEN

CASTELO NEUSCHWANSTEIN: a última extravagância construída pelo Rei Ludwig II da Bavária, fica situado no topo da colina e cercado pela floresta, podendo-se subir de charrete, a partir da Ponte Marienbrüke, onde há uma vista espetacular para a construção. A decoração com as paredes cobertas de ouro e os belos afrescos produzidos por famosos pintores da época, são impressionantes e de tão maravilhosos que inspirou Walt Disney a construir o Castelo da Cinderela, erguido em 1955 na Califórnia. o Castelo de Neuschwanstein parece um transatlântico ancorado nos Alpes, mas é dentro que se tem a noção de sua preciosidade. Mármore, porcelanas, pedrarias, ouro e pinturas baseadas nas óperas de Wagner decoram as salas.

Ludwig morreu antes de ver o Neuschwanstein pronto. Considerado louco, foi destronado em 1886 e, no mesmo ano, encontrado morto. Também produtos de sua excentricidade, o Castelo de Linderhof e o Palácio de Herrenchiemsee, ambos a leste da Rota Romântica, teriam levado o reino à falência. Ironicamente, o espólio do rei é hoje a principal fonte de renda da Baviera.

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STUTTGART

Capital do estado alemão Baden-Württemberg, sexta cidade mais importante do país, é o berço das Mercedes-Benz e Porsche (para os amantes de veículos as visitas aos museus é imperdível!). Há muitos atrativos além do centro industrial, como: agitado centro cultural pela famosa companhia de ballet e a orquestra da cidade.

Fontes: experiências de viagens, e órgãos de turismo das cidades.

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