O Japão é verdadeiramente um lugar de descobertas que não acabam, como nas cidades peculiares, santuários xintoístas, templos budistas magníficos, trilhas abertas por antigos comerciantes, jardins paisagísticos espetaculares, cafés temáticos ecléticos, diferentes estilos de arte, ícones culturais preservados e delícias gastronômicas. Com tanta multiplicidade é difícil escolher o que visitar. São quase 127.000.000 de habitantes (os mais hospitaleiros que você conhecerá), em 378.000 km2, a terceira maior economia do mundo! Tudo neste país insular descreve-se no superlativo!
TÓQUIO (Tokyo)
É a megalópole mais limpa e organizada do planeta! Andar é algo frequente na cidade, então, prepare-se para longas caminhadas com sapatos muito confortáveis, saindo do hotel o mais cedo possível para aproveitar ao máximo o que a cidade oferece! Como Tokyo é um lugar muito propício para compras, vá a uma das lojas de departamentos (as "depato"), que oferecem uma enorme variedade de produtos. Muitas dessas lojas têm praça de alimentação com bons restaurantes e doces apetitosos. Para os fãs de esportes, uma maneira divertida de passar a manhã é acompanhando um campeonato de sumô no Ryogoku Kukugikan - o maior estádio de sumô do país.
Palácio Imperial
O Palácio Imperial (acesso pelo metrô Tokyo Station), é a residência oficial da família imperial japonesa. Sua construção se deu quando a capital japonesa foi transferida de Quioto para Tóquio, edificado sobre a base do Edo Castle (1457). O ponto alto são as antigas muralhas do castelo com pedras enormes, encaixadas umas sobre as outras. A fundação da torre do antigo castelo permanece de pé. Embora o palácio tenha sido destruído durante a II Guerra Mundial, foi reconstruído de acordo com o modelo original. O Palácio ocupa um grande espaço na região central de Tóquio, estando cercado por um lago e por jardins conhecidos como Imperial Palace East Gardens (Parque Hibiya), que podem ser visitados o ano todo (fechados nas segundas-feiras), sem deixar de admirar a ponte Nijubashi, um dos símbolos do lugar, as grandes muralhas das construções e o lago ao seu redor. A parte inferior do palácio, onde vive a família imperial, não é aberta ao público.
Bairro SHIBUYA
A famosa e confusa faixa de pedestres é uma das visões mais emblemáticas de Tóquio. Em um dia de semana normal, essa esquina movimentada recebe até 2.8 milhões de pessoas. Além da esquina insana de Shibuya, muitas marcas descoladas locais e lojas da última moda podem ser encontradas nessa região, como na Center Gai (rua só para pedestres) e nas ruas ao redor, como a Koen onde tem as lojas Uniqlo, Tokyu Hands e Loft (esta é ótima para conhecer algumas invenções japonesas que facilitam nossa vida). O shopping Shibuya190 é famoso entre os mais consumistas e fica a alguns minutos da estação Shibuya.
Bairro SHINJUKU
Sua estação de metrô tem mais de 200 saídas. Suba no observatório do Metropolitan Government Building.
Bairro HARAJUKU
Visite o santuário Meiji Jingu Shrine (onde múltiplos casamentos realizam-se por ali) dedicado ao imperador Jingu e sua esposa. Sua construção foi concluída em 1920, tendo sido destruído na II Guerra e reconstruído após. Estima-se que mais de 3 milhões de pessoas passem pelo santuário na virada do ano para fazer suas preces. O santuário é marcado pela presença de um torii gigante, com 12 metros de altura, feito com cipreste de mais de 1.500 anos. Logo na entrada, barris de sakê, uma das bebidas mais populares do país, enfeitam o caminho até o santuário. O contraste está no movimento da rua Takeshita Dori, cheia de jovens vestidos de estilos diferentes, com roupas como personagens de animes, cabelos ou lentes coloridas, em performance cosplay, e pelas lojas refinadas no shopping Omotesando Hills (outra opção é o Roppongi Hills).
Bem cedo, a atração é ver os leilões no mercado TSUKIJI - o maior mercado atacadista de peixes do mundo. Estima-se a venda superior a 2.000 toneladas de animais marinhos todos os dias, alguns deles são tão frescos que se mantém vivos. O ambiente é fechado e com número de visitantes controlados (senhas começam a serem distribuídas às 3:00), afinal é um local de trabalho. Os enormes atuns começam a ser leiloados às 5:00 da madrugada!
Bairro GINZA
Fala-se "guinza": depois do café-da-manhã de sushi no Mercado Tsukiji segue-se para onde estão as várias lojas de grifes famosas, como na rua Chuo-Dori (fechada para tráfego de veículos nos fins de semana). Indo à noite, na área de Yarakucho tem vários restaurantes e izakayas ("barzinho" japonês). No edifício Ginza Wako está o relógio símbolo daqui, e próximo o Teatro Kabukiza.
Bairro ASAKUSA
Centro cultural de Tokyo, também é lar do majestoso e mais antigo Templo Senso-ji (ou Asakusa Kannon Temple, concluído em 645) com sua entrada imponente pela rua Nakamise (no final está o próprio templo em um pagode de 5 andares). Além dos tesouros históricos, Asakusa fica a uma curta distância da Tokyo Skytree, com 634m de altura ainda é a maior do mundo. Foi construída com tecnologia japonesa para resistir a abalos sísmicos e o elevador tem capacidade para transportar 40 passageiros, atingindo velocidade de 600m/min. O mirante Tembo Deck está a 350m e o Tembo Gallerria a 450m. A Skytree superou a Tokyo Tower com 300m, inaugurada em 1958, que por décadas foi a maior torre de metal do mundo. Por ali, também, fica o Asahi Beer Hall (um dos melhores lugares do Japão para os amantes dos programas alcoólicos), quase tudo às margens do Rio Sumida.
Bairro AKIHABARA
Os locais o chamam Akiba: ganhou fama como a "capital geek" do mundo. É a meca dos eletrônicos. Do anime e mangá a videogames e computadores, vai ser difícil encontrar maior concentração de cultura nerd no planeta. A loja Mandarake é a mais famosa, tem até umas relíquias de décadas passadas, ou na Laox, Sofmap e a enorme Yodobashi Camera (as lojas que têm muitos andares podendo ser difícil encontrar o que você procura, então saiba que cada andar é dedicado a um tipo de produto). Há por ali um dos famosos "maid cafes". Fique atento nas lojas, pois muitas delas vão além do que seria considerado próprio para menores de 18 anos... Os fliperamas ainda fazem sucesso, assim como os pachinkos (máquinas de jogo de azar).
Bairro ODAIBA
É uma ilha construída pelo homem na Baía de Tokyo, logo depois da Rainbow Bridge. Ali estão alguns shoppings bem extravagantes, com roda gigante e outras atrações muito divertidas. Durante os Jogos Olímpicos de 2020, Odaiba vai receber muitos eventos esportivos (imaginem a multidão)! A ilha é popular entre os turistas graças à uma estátua de Gundam, em tamanho natural, instalada em frente ao shopping Diver City. O popular parque aquático natural Oedo Onsen Monogatari também fica por lá.
Bairro KABUKICHO
A região ganhou seu nome de um teatro Kabuki, erguido na vizinhança após os acontecimentos devastadores da II Guerra Mundial. Desde então, Kabukicho se tornou um dos maiores distritos da luz vermelha do Japão, e tem uma enorme quantidade de bares, clubes e outros tipos de diversão adulta. Porém, Kabukicho oferece mais do que isso, como o estranho Robot Café, que fica no coração da área. Kabukicho também abriga uma das mais recentes atrações de Tóquio: o sensacional VR Zone Shinjuku. Se você já sonhou em jogar games como Mario Card em realidade virtual, essa dica é imperdível! A vista da cidade no Metropolitan Government Office (um mirante grátis) é marcante, assim como procurar a cabeça do Godzilla no Shinjuku Toho Building. Finalize no Museu Samurai.
YANAKA
Na parte leste da cidade, a área foi uma das poucas remanescentes dos estragos destrutivos da II Guerra Mundial e, por isso, é uma volta ao passado histórico e cultural de Tóquio. O Parque UENO é uma demonstração de inúmeras atrações que se pode experimentar dos muitos encantos do país em um único passeio. Além disso, há um animado bazar chamado Ameya Yokocho, herança de um antigo mercado negro.
Bairro SHIMOKITAZAWA
Os locais o chamam de Shimokita: o vintage de Tóquio, ao lado de Shibuya é antagônico a este. Notará gente com estilos muito estranhos de cabelos, maquilhagem e roupas, incluindo boa parte dos vendedores das lojas vintage, no distrito em Setagaya. É o lugar para comprar artigos de segunda mão, principalmente vestuário. São dezenas de lojas de comércio tradicional de artigos usados espalhadas em área bastante reduzida. Shimokitazawa não tem apenas a ver com antiguidades ou roupa usada, pois não há grandes prédios, as ruas são estreitas e vêem-se muitas bicicletas a circular. É um bairro pequeno e tradicional, cheio de charme, onde o ritmo de vida quotidiana corre lento, as pessoas cuidam das suas plantas e deslocam-se a pé para a mercearia para comprar as suas frutas e legumes.
Ueno Park
Criado em 1973, foi um dos primeiros parques públicos do Japão. Ali ficava o templo Toeizan Kaneiji, desconstruído com batalhas entre os japoneses e convertido no belo parque que é hoje, onde estão: um zoológico, o Tokyo National Museum, o National Science Museum e o Tokyo Metropolitan Art Museum. Além disso, o parque é um dos endereços mais populares do Japão durante a primavera no Cherry Blossom Festival, quando as cerejeiras ficam floridas atraindo milhares de visitantes. Nos meses mais quentes do ano, pode-se alugar um pedalinho para passear pelo lago do Ueno Park ou então fazer um piquenique sob suas árvores.
Tokyo DISNEYland
O parque temático baseado nas histórias de Walt Disney foi o primeiro da rede a ser aberto fora dos Estados Unidos, em 1983.
Tokyo DISNEY SEA: único parque temático cujo tema gira em torno de histórias e mitos do mar. As atrações do parque atraem muitas famílias com crianças, mas o local também tem sua vertente direcionada aos adultos e é capaz de agradar a pessoas de todas as idades!
Monte FUJI
Símbolo do Japão, declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, nos últimos anos, o maior vulcão ativo do Japão atraiu aventureiros de todo o mundo, cercado por cinco lagos que compõem um grande parque. Todo verão, a temporada de escalada do monte Fuji tem início oficial em julho e vai até meados de setembro. Durante essa breve janela sazonal, a queda de neve é relativamente baixa na montanha e o tempo tende a permanecer ameno. Apesar de sua beleza, o Monte Fuji é uma besta desafiadora. Se você planeja tentar a escalada, pesquise bastante e faça uma avaliação honesta sobre o seu bem-estar físico, condições e capacidades.
Aokigahara
Aokigahara é conhecida como Mar de Árvores, porque como o vento não bate abaixo das copas, de tão densa que é a floresta, poucos animais vivem por lá, criando um silêncio sinistro. A floresta tem 38 km² situada na base noroeste do Monte Fuji, com grande número de rochas e cavernas (como a "do gelo" e a "do vento"), alguns dos quais são pontos turísticos bem populares.
A antiga e afamada "Floresta dos Suicidas", segundo a cultura japonesa, é um local maldito e assombrado por vários demônios. Antigamente, durante grandes guerras e épocas de muita fome, os mais fracos eram soltos lá para morrerem de fome ou frio. As pessoas perdiam-se e não conseguiam sair dali. Dizem que a floresta faz os viajantes ficarem confusos e nunca mais serem encontrados. Bússolas e celulares não funcionam corretamente naquele local. Em várias entradas há placas pedindo para as pessoas não cometerem suicídio. Atualmente, ocupa o segundo lugar no ranking mundial de suicídios, perdendo apenas para a ponte Golden Gate, nos Estados Unidos.
HAKONE
A atividade vulcânica da região ao redor do Parque Nacional Fuji-Hakone-Izu é bem conhecida pelas fontes termais e pela incrível vista do Monte Fuji (se o clima estiver favorável). Pode-se fazer como uma viagem de um dia ou um ótimo destino para passar a noite, porque Hakone tem muito mais para oferecer: suba o teleférico para ver os poços de enxofre em ebulição, atravessar o Lago Ashi em um navio pirata ou ver a montanha a bordo de um bonde!
Naoshima e Okuhida Onsen
NAOSHIMA: ilha pertencente à prefeitura de Kagawa, a partir de Tokyo, é conhecida por seus vários museus de arte moderna, arquitetura e esculturas, com muitas obras de autoria do famoso arquiteto Ando Tadao. Alguns pontos imperdíveis são o Museu de Arte de Chichu, o Museu Lee Ufan e o Benesse House ... difícil é chegar e partir de lá!
OKUHIDA Onsen = pernoite em ryokan com onsen e jantar em estilo kaiseki.
YOKOHAMA
Na área metropolitana (a segunda mais populosa), ao sul de Tóquio, muitos não chegam a visitá-la e perdem parte da história. Seja caminhando pelas ruas de uma das maiores Chinatown do mundo ou explorando a orla Minato Mirai, onde está o edifício Landmark Tower, a cidade deslumbra qualquer um, sem enormes multidões. O Estádio Nissan foi palco do final da Copa do Mundo de 2002. Vá ao Ramen Museu. Tendo mais um dia caminhe pelo Akarenga Park e veja o Cosmo World.
KAMAKURA
Essa cidade costeira já foi a capital militar do país e uma das principais cidades do Japão. A região contribuiu com o aumento da cultura dos samurais como conhecemos. Além disso, também foi um dos berços do Zen Budismo Japonês, e muitos dos templos que criaram seus princípios espirituais ainda estão praticando a essência dos ensamentos até hoje, como na casa do Grande Buda de Bronze. Normalmente, Kamakura é visitada em passeios de um dia, mas a região tem atividades que podem ocupar o turista por mais tempo, pois há bosques de bambu e templos antigos (como em Kyoto), praias animadas, as ruas cheias de lojinhas e excelente culinária local. Não perca Enoshima, uma experiência excepcional e deslumbrante!
NIKKO
Aninhado nas montanhas de Tochigi, Nikko é um dos pontos culturais mais importantes do leste do Japão. Sua principal atração é o Santuário de Toshogu, onde o Tokugaea Ieyasu, lendário fundador do shogunato Tokugawa, está consagrado. Por lá estão também o Santuário de Futarasan e o Abismo Kanmangafuchi. O complexo de 5 templos está classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial no Japão. Além da cultura, pode-se conhecer o Edo Wonderland, parque temático criado para levar os visitantes à Era Medieval do Japão. Valerá o investimento no ingresso.
KYOTO
Classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial no Japão, por conta de suas centenas de templos budistas e xintoístas, poupados dos bombardeios da II Guerra Mundial. Quioto fica cada vez mais cheia, mas continua como o melhor lugar para ter uma visão cultural do país, mantendo-se como uma cidade conservadora, um lugar onde as tradições antigas, o respeito aos mais velhos e a predileção pelo "Made in Japan" ainda prosperam. Antiguidade e modernidade (Kyoto e Kobe são altamente industrializadas) exigem uma visita de dois dias.
Muitas das principais atrações estão espalhadas ao longo da muralha oriental (leste) do vale. Conheça o bairro Gion, para uma rara visão das gueixas e as maiko - aprendiz de gueisha. Curiosidade: elas costumam orar no Templo Yasaka Jinga no parque Maruyama, onde ocorre o festival Gyon Matsuri em julho. E logo ali, no Templo Chio-In foram filmadas cenas do filme "O Último Samurai". Ao lado, está o Templo Shoren-in (com um dos ais belos jardins de Kyoto), faz parte do budismo Tendai, um dos poucos monzekis de Kyoto - cujo celebrante principal é membro da família real (a dinastia mais antiga do mundo, perpetuando gerações há 2.600 anos).
Caminhe pelo distrito Pontocho (também das gueixas), chegando pela ponte Sanjo (Templo Yanaka x Teatro Kabuki), numa das mais típicas ruas de Kyoto, na região de Higashiyama. Saiba que a a prostituição é regulamentada no Japão. À noite, no Red Light District os em Pontocho, os homens são abordados e convidados a entrar nos "bares" de forma pouco delicada, observe. Visite o Mercado Nishiki (atravessando o rio Kamokawa e a ponte Shijo) onde há várias bancas de vegetais, peixes e até comida pronta (como sushi). Por ali, há uma série de ruas cobertas (shopping street) que vendem produtos diversos típicos e lembrancinhas.
No templo xintoísta Heian (antigo nome de Kyoto, ex-palácio imperial) Jingu está o maior torii de Kyoto. Dali reinaram o imperador Kammu (737-806) até o imperador Komei (1831-1867). O Palácio Imperial de Kyoto - Gosho, tem visitas (com guia em inglês, de 2ª-f a sábado, não abre no domingo, por 1 hora) controladas pela agência da casa imperial do Japão, exigindo que se inscreva com até três meses de antecedência. A parte interna do Palácio é aberta ao público apenas 5 dias por ano e nesses dias não precisa de reserva, basta chegar cedo, tomar lugar na fila e torcer pra entrar (há limite de visitantes). A estrutura externa é bem cuidada.
Nanzenji foi construído pelo imperador Kameyama para ser uma vila de aposentadoria, e anos depois foi convertido em escola de budismo e um dos templos Zen mais importantes do Japão (faça um passeio pelos jardins em richshaw), entre pelo Sanmon Gate e vá ao Hojo (principal edifício do complexo). Caminho do Filósofo: reza a lenda que o caminho recebeu este nome por inspirar um grupo de pensadores que ganhou um prêmio Nobel. São cerca de 2 Km de caminhada pelo canal até a entrada o Gikaku-ji, também conhecido como pavilhão de prata, passando por alguns templos como o Eikando.
O Templo Kinkaku-ji (ou "Pavilhão Dourado" pelas paredes externas superiores serem revestidas com ouro), no extremo noroeste de Kyoto, serviu de vila para a aposentadoria do Shogun Ashikaga Yoshimitsu até 1408. Depois disso, tornou-se um templo zen do tipo de Budismo Rinzai - para nós turistas é um dos principais pontos de Kyoto! Os locais não o apreciam tanto porque é cheio demais, mas assim que a primeira neve do ano caí, muitos correm para tirar fotos caprichados do templo dourado coberto de neve!
Templo Ryoan-ji é famoso por ter um dos jardins de pedra mais lindos do Japão. Foi uma vila particular de um cidadão rico, e desde 1450 passou a ser um templo do Budismo Rinzai. Não se sabe ao certo quem e nem quando o jardim foi construído, e tampouco o que significam as pedras, como se representam pequenas ilhas no oceano, ou um conceito abstrato ou o tradicional tigre carregando o filhote (algo bem comum no Japão). Enfim, observe as 13 pedras do jardim, e a cada ângulo as pedras se escondem ou ganham um novo formato.
Visite também o Ginkaku-Ji, o Pavilhão de Prata, ganhou esse nome pelas tonalidades prateadas nas noites de lua cheia.
Outra visita é ao Templo de Kiyomizu-dera, com mais de 400 anos, foi construído sem usar nenhum prego! Seu nome foi homenagem à cachoeira no local, Otowa que tem três tipos de água, cada qual com um benefício diferente: vida longa, sucesso na escola ou trabalho e uma vida amorosa de sucesso (atenção: não vale beber das três águas porque o efeito pode ser reverso). O acesso é pela rua principal (com muitas transeuntes entre as lojinhas). Terminada a subida, repare nos dois leões sorridentes na entrada do templo, eles estão rindo do seu cansaço ... Ainda nessa área, vá ao Jishu Shrine (o Templo do Amor), com duas pedras no chão. A graça é percorrer o caminho entre as duas de olhos vendados, pois dizem que quem consegue realizar essa façanha encontrará o amor da sua vida em breve! Desça pela rua principal e adentre uma viela até o pequeno Templo Sannenzaka.
Depois, pode-se ir ao Ryōzen Kannon, um memorial de guerra que tem o formato de um grande Buda sentado. Dê uma parada no Templo Kodai-ji para ver os desenhos em pedrinhas impressionantes e um pequeno bosque de Bamboo muito fotogênico.
Outro cartão postal da cidade é o lendário Fushimi Inari Taisha, em Kioto do Sul, na Rota do Sakê. Esse santuário xintoísta dedicado ao "Deus do arroz" (as raposas são mensageiras desse Deus) tem 2.000 portões torii (vermelhos). Para evitar as multidões, faça a visita de manhã bem cedo, pois a volta completa no templo leva cerca de duas horas!). Inari é zona repleta de casas de madeira muito bonitas, de arquitetura tradicional. Tendo um pouco mais de pouco, participe de uma Cerimônia do Chá em uma das casas em Uji (região produtadora de chá) e o Templo Byodoin – o da Moeda (estampado no verso da moeda de 10 yens).
Arashiyama: na parte oeste do vale, vale caminhar na típica rua Saga-Toriimoto, e experimentar a quintessência de uma floresta de bambu (passeio de meia dia). Essa região incrível tem sido um popular retiro natural japonês, que data da Era Heian. Além da impressionante floresta, na região está o Templo Tenryu-ji, Patrimônio Mundial no Japão pela Unesco, e o Parque dos Macacos de Iwayatama.
OSAKA
Outra grande cidade é porta de chegada e partida do Japão. Comece a visita pelo Castelo de Osaka. Dotonbori e as lojas próximas de Shinsaibashi são duas das principais áreas comerciais do sul de Osaka, com muitas opções de ótima comida de rua e pra ficar de olho na placa Glico com vista para a ponte, um marco importante e símbolo da área de Dotonbori. No Kuromon Ichiba Market saboreiam comidas locais. Em Tennoji está o Templo Shitenno-ji (que significa Templo dos Quatro Reis Celestiais). Além dessa atração popular, a área também abriga o arranha-céu Abeno Hakuras, de 300 metros de altura. Se você é fã de ver grandes cidades do alto, não tem melhor lugar no Japão! É no distrito de Namba que fica o Umeda Sky Building. Tem um aquário bacana, um Universal Studios e balada na região de Kansai.
AKAME
AKAME: em Mie (pertinho de Osaka) é um rio com 48 cascatas ao longo de seu curso (o número 48 é simbólico na história japonesa, da mesma forma que o 40 o é nos textos bíblicos, significando apenas "muito".). As principais são: Fudo (com 15m), Senjyu (também com 15m), Nunobiki (com 30m), Ninai (cascata dupla com 8m) e Biwa (15m). Akame significa: olhos vermelhos de um homem santo.
KOBE (aeroporto Kansai)
Entre o mar e o Monte Rokko, passagem do trem bala entre Osaka e Hiroshima, a cidade de Kobe ficou famosa nos últimos anos por causa de sua carne, fornecida por um gado criado em confinamento, alimentado com grãos, que bebe cerveja, recebe massagem e ouve música clássica. Como é uma cidade portuária, Kobe também tem ótimas opções de entretenimento à beira-mar e uma movimentada Chinatown. Em Meriken Park está a área comercial bem movimentada. Em Kitano, ao norte junto às montanhas, veem-se belas mansões em estilo ocidental, hoje transformadas em elegantes casas de chá, lojas de artigos para o lar, restaurantes e pousadas. Além das vistas para a montanha e a baía, Kobe é o lar de Arima Onsen, uma coleção de fontes termais que aparece entre as tops três do Japão.
HIROSHIMA
Tragicamente, a cidade de Hiroshima é mundialmente famosa como a primeira vítima a receber uma das terríveis bombas atômicas. Como era de esperar, a atração mais famosa dessa importante cidade do Japão é o monumento dedicado a esta horrível parte da história: o MEMORIAL DA PAZ DE HIROSHIMA. Apesar de seu triste legado, Hiroshima também abriga outra atração incrível: o Santuário de Itsukushima, na ilha de Miyajima, é um dos mais incríveis do país, na beira da água e cercado por um gigantesco portão torii vermelho. Na maré alta, parece que toda a estrutura está flutuando. HIMEJI = o Castelo Himeji está classificado pela UNESCO como Patrimônio Mundial no Japão, o mais lindo de todo o Japão! Está sendo reformado.
ISE
É uma cidade sagrada para a cultura dos japonesa, local de peregrinação que se deve visitar pelos menos três vezes na vida o templo xintoísta, bonito e importante. Outra marca da cidade são as lojas especializadas que comercializam pérolas.
Onomichi
A pequena cidade da província de Hiroshima é o ponto de partida para os cruzeiros a bordo do incrível Guntû, mas, além da equipada marina, Onomichi reserva atrações que surpreendeem qualquer gaijin (como os japoneses chamam a nós, estrangeiros). O templo Shinshoji, construído na década de 60, pode não ter a mesma história que os templos seculares de Quioto, Miyajima ou Kanazawa, mas propõe algo único: a conexão do zen-budismo com a arte. Ao lado do templo, com formas à la Tadao Ando, um singelo museu aguarda os visitantes com uma coleção de artistas zen-budistas. Os amplos jardins, repletos de árvores red maple formam uma das paisagens mais belas do Japão no outono, quando o azul do céu contrasta com o vermelho das folhas das árvores. Fica claro porque os japoneses já o adotaram como um dos spots preferidos para piqueniques na meia-estação.
FUKUOKA
É uma das maiores cidades de Kyushu. A cidade fica relativamente perto do continente e é um importante porto há centenas de anos. Essa cidade do Japão e a região ao redor são o lar de uma série de atrações, como um castelo e o primeiro Templo Zen criado. Outra característica exclusiva está nas barraquinhas yatai na beira do rio (fora daqui, essas barracas normalmente só são vistas em festivais). Fukuoka tem ritmo muito mais relaxado, uma ótima opção para mochileiros que gostam de explorar tranquilamente os lugares. Em julho acontece o festival Hakata Gion Yamakasa, com suas flutuações gigantes, é imperdível!
NAGASAKI
É outro porto importante da ilha principal mais ao sul do Japão. Assim como Hiroshima, Nagasaki também tem um Memorial à Paz, além de vários templos e santuários, inclusive um dos poucos santuários conectados ao lendário Confúcio, da China. Os fãs de exploração urbana devem conhecer Gunkanjima, Ilha da Batalha Naval (ou Battleship Island) para ver algumas ruínas estruturais incríveis.
OKINAWA
Chega-se ao arquipélago de Okinawa por voo de umas duas horas a partir de Tóquio. Embora as 65 ilhas sejam parte do Japão, historicamente, Okinawa foi um reino independente conhecido como Ryukyu. Por causa desse legado, Okinawa tem uma história bem diferente das outras cidades do Japão, imediatamente percebida nos marcos culturais locais. Hoje, Okinawa é um conhecido retiro tropical dos japoneses. Além de relaxar preguiçosamente na praia na Costa-del-Okinawa!
Com paisagem de Sudeste Asiático, quente, com selvas subtropicais e praias de coral verde-esmeralda que contrastam, logo adiante no horizonte, com o azulão gélido do Pacífico. Foi nesse cenário de paraíso que os japoneses tentaram, em 1945, deter o único e decisivo combate no país em terra, entre civis, sofrendo pesados bombardeios de couraçados americanos. O lugar ainda abriga inúmeras bases dos Estados Unidos.
Na capital Naha, o velho conhecido mix "luzes-compras-gastronomia" se repete na Kokusai-dori, onde se veem nas vitrines as muitas variações de doce de batata-roxa, de víboras venenosas exibindo suas presas dentro de garrafões de aguardente, estátuas dos leões Shisa – um de boca aberta, outro de boca fechada (usados para proteger as casas). Ali próxima, está a rua coberta Heiwa-dori, mais antiga, leva ao Mercado Makishi, que vende peixes e cabeças de porco agu, in natura ou embaladas a vácuo.
Ao norte, fica o Ocean Expo Park, que abriga o Aquário de Churaumi, um dos maiores do mundo. Os quatro pisos correspondem a diferentes profundidades do Pacífico, exibindo desde peixes que prosperam nos corais, até criaturas mergulhadas na escuridão que mais parecem Pokémons. No tanque principal, as estrelas são as arraias-manta e os colossais tubarões-baleia, criados em cativeiro. Do lado de fora, em frente ao mar, um anfiteatro exibe periodicamente shows de golfinhos adestrados.
No arquipélago tropical, sobram outras 64 ilhas, unidas por uma cultura que é anualmente celebrada no Festival Mori no Nigiwai, que relembra com espetáculos de música e dança as histórias e escaramuças do reino de Ryuky. Não é uma realidade tão distante dos brasileiros: no Kasato Maru, primeiro navio com imigrantes japoneses a ancorar no porto de Santos, em junho de 1908, quase metade dos passageiros vinha de Okinawa!
SHIKOKU
O Japão é composto por quatro ilhas principais mais as ilhas Okinawan. Entre essas, a ilha de Shikoku é a menor do grupo e a menos visitada, no entanto, é famosa por sua peregrinação de 88 templos, que implica em uma árdua caminhada de templo em templo ao longo da circunferência da ilha, que pode levar alguns dias. Você também pode ver o Vale Iya com suas lindas pontes de videira. Merecendo seu posto entre os lugares interessantes para conhecer no Japão, esta área é tão remota que muitas vezes é chamada de "Tibete do Japão".
TOHOKU
É o termo usado para descrever a parte norte da ilha principal do Japão. Toda a região de Tohoku é cheia de joias escondidas como Yama-dera e Ginzan Onsen. Viajando para lá no início de agosto, você conhecerá o Festival de Mebuta de Aomori, sendo preciso fazer as reservas com bastante antecedência para se antecipar aos turistas domésticos.
SAITAMA
Algumas cidades do Japão são conhecidas pela floração de cerejeira, por isso deve-se planejar para a época certa. No Parque HITSUJIYAMA, a 120 km de Tokyo, vê-se o pitoresco shibazakura, que pode ser traduzido como "gramado de flores de cerejeira". Do fim de abril ao início de maio, no parque Hitsujiyama, no Monte Shibazakura, são vistas mais de 400.000 árvores de nove variedades diferentes. É uma pintura perfeita em rosa, vermelho, branco e violeta, com o pano de fundo fascinante do gigantesco Monte Buko. O ponto alto é o Festival Chichibu Shibazakura, onde as pétalas são arrumadas em uma extravagância de formatos e redemoinhos.
KAWAGOE
A 45 minutos a noroeste de Tóquio (passeio bate-e-volta), Kawagoe é uma máquina do tempo moderna. Este lugar pouco conhecido ganhou o apelido de "Pequena Edo" – antigo nome de Tóquio, devido aos seus inúmeros armazéns históricos. Interessante é que o Templo Kita-in foi construído com peças sobreviventes do Castelo de Edo. Depois de um grande incêndio, o shogunato determinou que pedaços do castelo fossem carregados a pé por todo o caminho do centro de Tóquio até Kawagoe para a construção do templo.
NAGOYA
É a maior cidade do Japão Central, muitos viajantes acham que a cidade é só uma escala entre Tóquio e Kioto, ofuscada por suas vizinhas mais famosas quando se trata de destinos urbanos e históricos. Aos que se arriscarem fora do trem vão descobrir que Nagoya é cheia de tesouros escondidos como o Castelo de Nagoya, que, atualmente, está sendo restaurado com métodos tradicionais. O castelo é conhecido por seus adornos de golfinhos dourados, os kinshachi. Não bastasse, Atsuta Jingu também fica em Nagoya. Supostamente, esse santuário é o lugar de descanso da Kusanagi-no-Tsurugi, uma espada conhecida como a "Excalibur do Oriente".
KANAZAWA
Ao tornar-se um dos destinos mais populares do mundo, Kyoto (poupada dos bombardeios da II Guerra) trouxe hordas de turistas. Por sorte, existe uma alternativa para quem quer ver uma cidade do Japão mais tradicional: Kanazawa, capital da Província de Ishiwaka, a 300 km de Tóquio. É tão histórica quanto Kyoto, mas sem as multidões, aninhada contra o Mar do Japão, por isso é conhecida como o paraíso dos frutos do mar.
- Templo Ninja-dera: construído para servir como uma fortaleza disfarçada, por isso é cheia de passagens secretas e armadilhas para impedir os ataques. É preciso reservar o passeio com antecedência porque vale à pena!
- Em Higashi Chaya Machi estão as casas de chá onde as gueixas costumavam se apresentar no período Edo (na casa Kaikaro tem performance em inglês).
- Kazuemachi é outro distrito com antigas casas de chá. As ruelas internas, paralelas ao rio Asano, formam um labirinto de casinhas tornadas restaurantes, bares, cafés e galerias.
- 21st Century Museum é uma construção em formato circular, sem frente ou fundo, podendo ser explorada por todas as direções, projetado pelo escritório de arquitetura Sanaa (ganhador do prêmio Pritzker 2010). Uma das maiores atrações do museu é a piscina falsa (do artista argentino Leandro Erlich, que adora brincar com ilusões).
- D.T. Suzuki Museum: construído em homenagem ao filósofo zen, o espelho d´água o convidará à meditação.
- O Castelo de Kanazawa pertencia ao clã Maeda - um dos mais poderosos do Japão no Período Edo, o qual passou por diversos incêndios e processos de reconstrução. O castelo é cercado por um parque, que dá acesso a um belo jardim, o Kenrokuen um dos mais belos do Japão. Na rua que dá acesso a Katsurazaka Gate, uma das entradas do jardim, há muitas opções de restaurantes e lojas em construções de madeira.
- Omicho Market é bem antigo, com mais de 200 estandes de comida frescas, bastante movimentado pela manhã e na hora do almoço, quando os visitantes formam filas para comer um peixe fresquinho nos restaurantes.
- Finalize a tarde na Oriental Brewing (cervejaria).
SHIRAKAWA-go
Esta pequena aldeia, em Ogimachi, é mais conhecida por seus impressionantes casarios "gassho-zukuri" construídos artesanalmente, com técnica projetada para segurar as fortes nevascas nos vales de Gifu no inverno. Shirakawago é uma pequena amostra do que era a vida no Japão tradicional. Ali próximo fica Wakayama, aos pés do Monte Koya, onde se pode pernoitar num templo.
Monte Koya
Um dos lugares mais sagrados do Japão, o "Koyasan", como é chamado pelos japoneses, propõe uma das experiências mais fascinantes a serem vividas no país. Considerado o santuário do budismo esotérico, a corrente trazida por Kōbō-Daishi no século 8 à ilha, a pequena cidade formada basicamente por templos budistas e santuários xintoístas, que podem ser visitados a curtas distâncias a pé, não conta com nenhum hotel. Para vivenciar o Monte Koya, é preciso passar a noite em um dos muitos templos que contam com hospedagem, em estilo ryokan, onde as refeições e serviços são preparados por monges da região. Ao amanhecer, é possível participar da primeira meditação dos monges de cada templo. Quem reserva somente uma noite sai de lá planejando a data de voltar.
HIDA TAKAYAMA
Se deseja conhecer o Japão antigo, esta cidadezinha ainda mantém suas estruturas tradicionais maravilhosamente preservadas, no alto das montanhas de Gifu, bem longe da movimentação intensa de Tóquio e Osaka. O Hida Folk Village é um museu ao ar livre, com mais de 30 edifícios tradicionais japoneses.
Vale KISO
Fica fora do roteiro tradicional, mas, ironicamente, ele já foi um dos caminhos mais importantes do Japão, atravessando esses vales transportando inúmeros comerciantes por centenas de anos. Boa parte dessa estrada antiga está bem preservada e é uma ótima trilha para aventuras. Hoje, é uma das principais rodovias, a Nakasendo, entre Tóquio e Kioto. Além disso, as antigas aldeias-postais de Magome e Tsumago têm se esforçado para criar um ambiente que permita experimentar a vida durante os tempos medievais do Japão a céu aberto.
TAKAYAMA = mercado matinal e zona histórica repleta de casas tradicionais de madeira. Siga para Kamikochi, nos Alpes Japoneses. Kurobe tem uma das mais lindas trilhas do Japão.
NARA
A pouco mais de uma hora de Osaka (ou 45 min de trem de Kyoto), o Parque Nara sedia o templo xintoísta Kasuga Taisha, famoso por seus adoráveis cervos. Este templo data de 768, ainda com pintura exterior em vermelho e decorado por lanternas (acesas à noite em 14 e 15 de agosto – Dia dos Mortos), além de uma árvore de Cedro milenar. Na saída verá centenas de corações com pedidos de um amor. Você ganhará na "loteria" se tiver a oportunidade assistir a um casamento em cerimônia xintoísta! Outra curiosidade é oferecer biscoito sembei aos bambis ...
Imperdível é o Templo Todai-ji (a maior estrutura de madeira do planeta), onde está o Buda Gigante - Vairocana (feito de bronze e sentado sobre uma flor de lótus, tem 15m e os olhos 1m de largura). Observe os detalhes das colunas (tente passar pelo buraco numa coluna, dizem que dá muita sorte).
Veja a torre (pagode) de madeira no Kofuku-ji. Museu de Nara expõe objetos antigos. No colorido templo Yakushi-ji os japoneses buscam cura de doenças e cura espiritual.
Outro primor é o telhado do Yajushi-ji. Este tem dois grandes pavilhões e duas torres de madeira. A mais antiga das torres (a que não é colorida) foi a única parte que restou de um incêndio que devastou o templo do ano 698. O restante foi todo reconstruído e é relativamente novo para os padrões orientais. A torre está sendo restaurada, o que deve levar mais 7 anos. A tradição é comprar a sorte no templo e amarrar numa espécie de varal. Recomenda-se chegar bem cedo em Nara já que a maioria das atrações fecha antes das 17h00.
NAGANO
Desde as instalações construídas para os Jogos de Inverno de 1998 até uma Vila Ninja para as crianças, o lugar tem alguma coisa para todo mundo. Nos arredores da cidade encontra-se o resort de ski Shiga Kogen. A fama mesmo deve-se aos macacos das neves que, todas as manhãs, se banham no lago de águas quentes do Parque Jigokudani. Siga para uma visita à cidade de Matsumoto, que também é um ótimo ponto de partida para quem vai percorrer a Rota Alpina Tateyama Kurobe e suas maciças paredes de neve (mesmo no início do verão)! Veja também seu castelo.
KYUSHU
Das quatro ilhas principais do Japão, Kyushu é a mais ao sul, dividida em sete prefeituras, cada uma com um apelo único. Desde a vibrante e enérgica cidade de Fukuoka ao norte, passando pelas tradicionais hospedarias japonesas ryoan e fontes de Oita, pelo passado histórico de Kumamoto, até o paraíso natural de Kagoshima, no sul, a ilha vulcânica tem um lugar para todo mundo. Essas cidades do Japão são facilmente atravessadas pela Shinkansen (trem-bala). Kyushu tem uma riqueza natural, histórica, culinária e cultural tão diferente da ilha principal Honshu, que parece que você está em outro país. Também vale a pena visitar os jardins de Sengan-en de Kagoshima.
HOKKAIDO
A ilha mostra outras paisagens. Boa parte das pessoas daqui são filhos e netos de pessoas de outras partes do país, e suas ruas são planejadas e espaçosas.
SAPPORO
Localizada na ilha mais ao norte do Japão, é o destino dos entusiastas de atividades ao ar livre, sendo ótima base e escapatória da umidade opressiva do verão no país. Quinta maior cidade do país, a capital Sapporo atiça os cervejeiros, que visitam o Museu e Jardim de Cerveja Sapporo na Av. Odori Koen. Porém, nada se compara, é no inverno que ganha o mundo com o famoso Festival Anual de Neve, em fevereiro. Todos os anos, os artistas criam grandes esculturas de gelo e neve, que podem chegar a mais de 25 metros de largura e 15 metros de altura!
CURIOSIDADES E DICAS
À chegada ao aeroporto internacional de Narita (a 60 km da capital), os oficiais conferem o passaporte de cidadãos de países que precisam de visto um pouco mais demorado que para os portadores de passaporte da União Europeia, por exemplo.
O Japão é um destino dispendioso, embora possa ser mais barato do que a maioria das pessoas pensa. Pode-se fazer refeições entre os 8€ a 10€, da mesma forma que, se não tiver cuidado, 100€ podem não chegar para jantar. Poupa-se muito dinheiro se comer em pequenos restaurantes simples ou as refeições pre-cozidas dos supermercados. Não perca a experiência num kaiten-sushi, aquele restaurante que tem esteira automática, da qual se retira o que gostar e paga-se tudo no final!
Os transportes são igualmente caros, pelo que vale a pena comprar no Brasil o Japan Rail Pass. É um bilhete de trem exclusivo para estrangeiros e turistas com direito de usar livremente de trem, ônibus, balsa e quase todos os transportes públicos do Japão, desde que sejam da companhia JR, por 7, 14 ou 21 dias consecutivos. Adquira o passe que cobre o Shinkansen, ou que tenha desconto no trem bala (que a chega a 450 km/por hora!). Alerta: ao viajar de trem, as malas têm que ser pequenas e com rodízio pra facilitar o transporte por você mesmo. Na maioria dos trechos tem o serviço "Ta-Q-Bin (ou Takyubin) que é o despacho de uma cidade para outra (é cobrado).
Entre o fim e março e o início de abril, logo após o equinócio da primavera, o Japão inteiro se mobiliza para a floração da cerejeira por todo o país: a sakura-zen. No meio da pressa da vida japonesa, o noticiário transmite os primeiros botões, as empresas param e as famílias se reúnem em animados piqueniques nos parques com as copas das árvores tingidas de rosa e branco. É a milenar hanami - a "visão das flores", tão espetacular quanto efêmera, pois duram de uma a duas semanas apenas nos galhos.
Prepare-se se for no Golden Week é uma semana de feriadões, de 29 de abril a 6 de maio.
Karaokê continua sendo uma das atividades mais populares e divertidas para pequenos grupos.
O povo japonês é o ponto alto da experiência desta viagem. Mesmo que a maioria não fale inglês, isso não os impede de ajudar turistas e de fazerem tudo possível para nos encantar. Mesmo sem conseguir se comunicar, eles fazem mímicas, te pegam pelo braço e o levam aos lugares, apontam, escrevem em papéis e sorriem o tempo todo. São pessoas simpáticas, prestativas e muito fofas!
Saiba que as placas nas estações de trem e metrô estão em japonês e inglês. Porém, nos rótulos e menus de restaurantes só no alfabeto japonês, que tem três sistemas de escrita: hiragana, katakana e kanji, os quais são usados ao mesmo tempo, cada um em sua situação específica. Algumas placas estão em romaji (a versão ocidentalizada do alfabeto japonês). Para ajudar, baixe um "app" de tradução visual. Internet no celular é indispensável para acessar sites de mapas e etc.
O dinheiro em espécie ainda é a prioridade nos negócios, atrações, transportes ... e etc. Há máquinas automáticas que trocam dinheiro nos aeroportos e estações de trem. É possível sacar dinheiro nos caixas eletrônicos com cartão de débito.
Notará que é raro alguém falar em voz alta com celular em ambientes públicos. A maioria tem seu próprio saquinho de lixo, por isso pouco se vê de lixeiras nas ruas. Ninguém come andando. Não há demonstração de carinho em público (o que também não é aceito de estrangeiros). Ao pagar algo a um atendente, deixe o dinheiro numa bandeja ou entregue com as duas mãos. Nunca se espera gorjeta. Há muitos banheiros orientais (tenha sempre papel descartável ou lenços higiênicos). Os japoneses usam máscaras quando estão com resfriado, é normal a proteção de si e dos outros. Respeitar as filas e prioridades são atitudes básicas de boa educação. Siga o fluxo de pessoas, sem empurrões. Palavras recorrentes: "arigato gozaimasu" (obrigado) e "sumimasen" (com licença ou desculpe-me), abuse do uso!
Festivais de rua: Cada estação do ano traz alguns festivais característicos – alguns religiosos, outros engraçados ou apenas divertidos. O mais diferente e curioso talvez seja o chamado Kanamara Matsuri ou Festival do Falo de Aço, que acontece há mais de 40 anos na cidade de Kawasaki, com enormes órgãos sexuais masculinos e femininos que dançam pelas ruas da cidade e aparecem em doces, chocolates e lembrancinhas.
RYOKAN: são os hotéis típicos japoneses, com poucos quartos, tatame no quarto, onsen, serviço excelente e banquete no jantar. Chegando por volta das 16h00 aproveita-se todo o ritual. Ao chegar, você será recebido por um funcionário com uma xícara de chá, o qual explicará os horários, como é feita a cama, onde fica o onsen e tudo o mais. Escolha o horário do jantar e quando faltar cinco minutos do horário marcado, eles vêm te chamar. Tome seu banho, relaxe no onsen, vista seu yukata, e vá saborear um banquete kaiseki, com vários pratos, todos representando a cozinha japonesa tradicional da região. Após uma noite de descanso sobre um tatame, tomará o café-da-manhã no estilo oriental, com arroz, sopa, salada e peixe. Saiba que em alguns hotéis convencionais há alguns quartos com tatame (sob consulta e preço mais elevado que a diária do quarto normal).
ONSEN: são banhos coletivos (separados para homens e mulheres) em ofurô em com águas termais. No passado, nas vilas e nas pequenas cidades, nem todas as casas contavam com chuveiros, ou um lugar apropriado para tomar banho, criaram as casas de banho coletivas, onde as pessoas se lavavam e aproveitavam uma grande banheira de águas naturais. Como hoje a maioria das casas tem chuveiro e banheira, ir no onsen é o passatempo preferido da maioria dos japoneses. Com águas naturais, e muitas vezes com propriedades medicinais, os onsen têm diferentes tipos de água com enxofre ou com outros tipos de elementos, cada um deles com uma função terapêutica (dores nas costas, problemas respiratórios...). Essas águas são quentes (por volta de 40ºC) e também naturalmente contém esses elementos. Nada é aditivado. Se o turista não busca feito medicinal, apenas relaxe! Ao chegar, recebe-se um yukata (espécie de quimono), despe-se no vestiário e guarda-as em pequeno armário (no Japão não há preocupação com roubo). Toma-se um banho antes de entrar no onsen. Existem dois tipos: o onsen (deeeer) e o rotenburo. O primeiro, fica em um ambiente fechado, como uma piscina coberta; e o segundo, fica ao ar livre.
RITUAIS NOS TEMPLOS: Os templos budistas e xintoístas do Japão costumam ter vários rituais que podem ser praticados pelos turistas. Um deles é tirar a sorte. Você tira um papelzinho e a sua sorte estará escrita lá. Se for boa, você leva com você. Se for ruim, você a amarra bem forte, para ela não sair dali. Outra prática bem comum é escrever os seus desejos em uma plaquinha e colocar em um local específico, perto do templo. Cada templo tem uma finalidade: estudos, amor, saúde. É só escrever o que está no seu coração, colocar lá e torcer para acontecer. Você pode também se aproximar de uma tina com incensos para buscar mais inteligência, jogar moeda para buscar felicidade ou tocar o sino para buscar sorte ... Seja de que religião for, é experiência cultural. Nos templos entende-se um pouco como os japoneses sentem, pensam e agem, além de ser também uma forma de demonstrar respeito com a crença nacional. Saiba que é necessário tirar os calçados antes da entrada no interior do templo (leve pro-pé descartável).
IZAKAYA: é um "bilhete de valor fixo para 2 horas" pra quem aprecia bebidas (cerveja, chopp, vinho, shochu, saquê, whisky, coquetéis e bebidas não alcóolicos - só não tem cachaça!), tudo à vontade no período. A comida é pedida e paga à parte.
JIDOU-HANBAIKIS: são máquinas que vendem bebidas (quentes e frias) e estão por toda a parte. Saiba que nas estações de trem e metrô do Japão há mini shoppings, com as mais variadas opções de lojas, restaurantes e serviços.
DELICIA Toto: na maioria dos banheiros japoneses em locais públicos, como estações de trem e shoppings, os vasos sanitários são tecnológicos, com vários botões. O mais interessante para um estrangeiro é o botão "barulho de descarga"! Para evitar o desagradável constrangimento, esse botão emite sons de descarga (até com regulagem de volume), para disfarçar os seus sons naturais.
Alimentos e pratos típicos: ramen de afuri, yakitoris, okonomiyaki, ramen no ipuddo, dango, unagi, furikake, shabu-shabu, takoyaki (bolinhos de polvo), wagyu beef e okonomiyaki, matchá (chá) e wagashi (doce com ingredientes de cada estação) ... e os nossos conhecidos: tofu, sushi-ya (sushi = você sabe! E ya = casa), wasabi,...
Fontes: blogs Donny (americano residente em Tokyo), "ideias na mala", "magaliviajante", "viajenaviagem", "melhores destinos", "almadeviajante" ... entre outros.