República Popular da CHINA - principais atrações, cidade por cidade.
A CIDADE PROIBIDA
Autor: Jerry Camarillo Dunn Jr.
Não há nenhuma propaganda falsa aqui. A Cidade Proibida em Pequim era exatamente o que se dizia ser. Este labirinto de 800 edifícios era uma zona proibida para pobres mortais, sendo território exclusivo dos imperadores da China e de suas cortes durante 500 anos. Chineses comuns eram proibidos até mesmo de se aproximarem das muralhas. Este complexo era, às vezes, chamado de "local com 9.999 quartos e meio" porque somente o palácio dos céus poderia ter uma perfeição de 10.000 salas, mas, na verdade, ele tem cerca de 8.700 salas e salões.
Com sua construção iniciada no início do século 15, pelo imperador Yongle, o qual colocou 200.000 operários para trabalhar no projeto, a Cidade Proibida foi o lar de 24 imperadores sucessivos Ming e Qing até o final de 1924. Cercada por um fosso defensivo e muralhas de 9 metros de altura, os "Filhos do Céu" ficavam acima das questões terrenas, um fato refletido na arquitetura do palácio. Os salões cerimoniais estão situados sobre uma coluna de pedestal de mármore vários metros acima do pátio que os circunda.
Bem planejada, a arquitetura da Cidade Proibida mantém um senso harmonioso de equilíbrio entre os edifícios e o espaço aberto. O complexo é simetricamente equilibrado ao longo de um eixo norte-sul, mas o design nunca é rígido nem monótono. O vasto pátio externo, também conhecido como "Mar de Ladrilhos", tinha espaço para um público imperial de 100.000 pessoas. Como um oceano, ele avança ao redor de três grandes salões que formam o coração cerimonial da Cidade Proibida. O maior deles, o Salão da Harmonia Suprema, era reservado para ocasiões majestosas como coroações ou a celebração do aniversário do imperador, por exemplo. Apenas o próprio regente poderia utilizar a rampa de entrada de mármore adornada com dragões esculpidos.
No salão, em meio aos sons do gongo e a nuvens de incenso, cortesãos humilhados deveriam bater no chão nove vezes com suas testas. Sem sombra de dúvida, o imperador causou uma impressão maravilhosa. O salão ostenta tesouros como os carrilhões musicais de jade e o Trono do Dragão esplendidamente ornamentado, a partir do qual o imperador emitia suas decisões absolutas. Do lado de fora do salão, uma tartaruga de bronze, simbolizando vida longa, bafeja fumaça de incenso de sua boca. Acredita-se que os dragões ornamentais localizados no teto - estendendo-se cerca de 3,5 metros acima e pesando 4,5 toneladas - protejam o edifício do fogo por atraírem nuvens e chuva.
O regente fazia uso do Salão da Harmonia Preservada como vestiário antes de cerimônias importantes. Ele também saudava importantes convidados e discursava para os descendentes reais, filhos nascidos de suas esposas e de muitas concubinas.
No Salão da Harmonia Preservada, os candidatos realizavam provas para o primeiro serviço civil burocrático do mundo. Dentro desse salão, encontra-se um imenso bloco de mármore entalhado com motivos de dragões e nuvens. Pesando 250 toneladas, era transportado até Pequim em uma trilha de gelo criada pelo fluxo das águas nas estradas, no inverno.
Sete pares de leões protegem sete portões na Cidade Proibida.
Além destes recintos externos encontra-se o pátio interno da Cidade Proibida, cujos três palácios serviram de residências imperiais às Dinastias Ming e Qing. O Palácio da Pureza Celestial, residência do imperador, é guardado por queimadores de incenso em formas de aves e tartarugas. Imperadores e imperatrizes consumavam seus casamentos no Palácio da Tranquilidade Terrestre, cuja pequena câmara de casamento é completamente pintada de vermelho. O aposento foi utilizado pela última vez em 1922, após o casamento de Pu-yi, imperador-criança da Dinastia Manchu, que comparou a decoração pomposa a "uma vela de cera vermelha derretida". Sentindo-se desconfortável, Pu-yi abandonou sua câmara de casamento pelo mais familiar Salão da Cultivação Mental.
Os imperadores passavam a maior parte de seu tempo vivendo e trabalhando em seus aposentos. Durante os anos de 1800, a Imperatriz Dowager Cixi recebia visitantes escondida atrás de um biombo, visto que não era permitido a estrangeiros nem a chineses de castas inferiores colocar os olhos em uma pessoa tão eminente.
Em muitos aspectos, o imperador e sua corte viveram em uma prisão luxuosa. Eles raramente se atreviam a aventurar-se além das muralhas da Cidade Proibida e, quando o faziam, tomavam muitas precauções. O imperador era transportado em uma liteira, espécie de leito reclinado, fechado e coberto, carregado por quatro servos. Guardas militares, o serviço secreto escoltando a rota, além de uma política de nunca revelar qual liteira transportava o imperador, eram apenas alguns dos estratagemas utilizados para proteger o regente fora do Palácio Imperial.
O Jardim Imperial era um dos poucos lugares onde as pessoas enclausuradas no complexo podiam ir para relaxar. Ao vagar pelos pavilhões e lagos, pinheiros, flores e bambu - todos símbolos clássicos da jardinagem chinesa - os habitantes tinham uma experiência totalmente extraordinária da natureza, o tipo de prazer simples desfrutado pelas pessoas comuns todos os dias. Entretanto, isso ocorria no mundo externo, além das altas muralhas da Cidade Proibida.
Praça da Paz Celestial
A praça Tian'an Men, também conhecida como Praça da Paz, tem significado simbólico para os chineses, sinônimo de poder no país. Ficou mundialmente conhecida após os protestos de 1989, duramente reprimidos pelo governo Chinês, com a famosa cena do homem chinês enfrentando os tanques aconteceu bem ali. Ao redor da Praça da Paz ficam vários outros pontos de interesse, como a Cidade Proibida e o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, estando bem no centro da cidade, tem fácil acesso por metrô.
Parque Jing Shan
Há um mirante espetacular no topo da colina, e de lá de cima se tem a melhor vista da Cidade Proibida. Tempo do passeio de 45min a 1h30min.
Parque BeiHai
Localizado no centro de Pequim, está ao lado da Cidade Proibida (combine esses passeios). Além da beleza natural do parque, veem-se os residentes brincando, jogando, dançando, praticando esportes, e até meditando. É uma experiência cultural enriquecedora! Tempo do passeio: de 2h a 4h.
Estádio Olímpico Ninho de Pássaro e o Centro Aquático
O moderno estádio Bird's Nest e o centro aquático Water Cube foram construídos para as Olimpíadas de 2008, ficando ao lado do outro, em estilo futurista. O tempo do passeio é de 2h a 3h por conta das longas caminhadas. Sugere-se visitar no final da tarde, para ver a iluminação diurna quanto noturna.
Palácio de Verão
Originalmente foi o palácio da dinastia Chinesa no séc. XVIII e XIX. Hoje é um enorme parque formado por lagos, ilhas, colinas e pavilhões. Passeia-se em barquinhos pelo lago. Muito bonito é frequentado pelos chineses, que aproveitam da natureza em atividades ao ar livre. Tempo do passeio: de 3h a 5h.
Templo do Céu
Templo Tian Tan, também conhecido como Templo do Céu, foi concluído na Dinastia Ming e é hoje um dos locais mais visitados em Pequim. Originalmente, era onde os imperadores realizavam suas preces em prol de boas colheitas e saúde do povo. Mesmo nos dias em que a poluição torna o dia opaco, o lugar é lindo, valendo a visita! Tempo do passeio: 2h a 4h.
Templo de Confucio e Templo Lama
Templos dedicados a Confucio e Lama (Yonghe temple), ficam separados pela rua Yonghegong (fácil acesso pela estação de Metrô). Há enormes ambientes dentro dos templos para queima de incenso (vendidos na entrada). Tempo do passeio: de 1h a 2h para ambos os templos.
Qian Men
Nesta região está o portão que antigamente guardava a entrada sul da Cidade Proibida. A exploração do calçadão de 840 metros de extensão, reservado a pedestres, inclui as ruas Dashilan e Liulichang, com muitas lojinhas de raridades, souvenir e restaurantes (muitos estabelecimentos funcionam até às 22h00). É um lugar bem turístico e fotogênico, uma introdução à cidade. Não se surpreenda se vir pessoas usando máscaras nos dias de forte poluição. Tempo do passeio: 2h.
Hutongs
Essas construções milenares estão ao longo de vilas e ruelas. Os hutongs surgiram durante a dinastia Ming (séc. XIII) e persistem até hoje. É a China mais original e antiga de Pequim. Estando próximo do Qian Men, combine esses passeios. Passeie num rickshaw para explorar mais tipicamente. Tempo na área: 1h30min.
Compras e Diversão em Pequim
Sanlitun é a região mais moderna e ocidentalizada de Pequim, ótima para compras e entretenimento noturno. A Xidan Street é uma avenida repleta de grandes lojas de marcas famosas. É nesta área a classe média e alta chinesa batem o cartão. Passeio interessante para quem tem tempo de sobra, pois são passeios rápidos de 1h a 2h, ideais para se encaixar ao final do dia. Aproveite para comer por ali.
Rua Wangfujing
Pequim possui várias feirinhas de comida de rua e um passeio pela cidade não está completo sem passar por uma delas. Quer ver os insetos bizarros comestíveis em menus exóticos? Siga para a famosa rua Wanfujing. Ali vendem-se de escorpião vivo no espetinho a outros seres que só os chineses conseguem saborear essas iguarias! Se não valem a degustação, nem de um Pato de Pequim, pelo menos garantem boas fotos! Porém, há diversas opções de lanches normais, como rolinhos primavera, arroz frito e noodles. Experimente um "Rou Jia Mo" (hambúrguer chinês). Um apetitoso sanduíche de carne picada e temperada em um pão pita, receita de 221 a.C. e considerado "o primeiro hambúrguer do mundo". Além dos insetos, a região é também um importante centro de compras em Pequim, com lojas como Nike, Gap, Apple e etc. Tempo do passeio: de 1h a 2h.
A GRANDE MURALHA DA CHINA, é o único monumento histórico destacado nos mapas mundiais
A MURALHA DA CHINA ou Grande Muralha, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987 e eleita em 2007 uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, foi assim considerada pela sua grandiosidade arquitetônica e história. É uma das principais atrações turísticas do país, recebendo mais de 4 milhões de visitas por ano. Com 8.850 km de extensão, começa na província de Gansu e termina no Golfo de Bohai. Changcheng, em mandarim, já foi chamada de "o muro das 10 mil milhas".
A obra descomunal atravessa vales e montanhas ao longo de 11 províncias do país, e das regiões autônomas da Mongólia Interior e da Nacionalidade Hui de Ningxia. A Muralha da China é tão extensa que pode aparecer em imagens de radar tiradas em órbita terrestre baixa. Porém, ao contrário do que já foi divulgado por muitos, ela não pode ser vista da Lua.
Antes de ter ganhado o controle da China, os estados chineses tinham cada qual sua muralha. Para mostrar que a China era uma só, o primeiro imperador, Qin Shihuang, ordenou a construção da Grande Muralha, a qual foi feita ao longo de quatro dinastias: Zhou (1046 a 256 a.C.), Qin (221 a 207 a.C.), Han (206 a.C. até 220 d.C.) e Ming (1368 a 1644). A imagem que temos atualmente é do período dos Ming, sendo sua idade máxima em de cerca de 500 anos. A Grande Muralha atingiu o auge no século 15, mas, a partir de 1664, quando os Manchus expandiram o território da China na direção norte, a obra acabou perdendo sua utilidade prática de um sistema militar integrado. Em 1677, uma ordem do imperador Kangxi (1654-1722) pôs fim à longa saga de construções e reformas de uma das mais impressionantes estruturas militares do mundo.
O imperador Qin Shihuang (259-210 a.C) foi o unificador dos sete reinos, criador do Império Chinês e dono do Exército de Terracota. Apaixonado por grandes projetos, foi o primeiro a tentar criar uma Grande Muralha que protegesse todo o norte da China contra invasores e garantir o comércio de Rota da Seda. Ele planejou as torres de vigilância, fortalezas para postos de comando e logística, torres de baliza para comunicações e etc.
Feita em segmentos, não é um muro único e contínuo. A erosão destruiu boa parte da muralha e, em alguns pontos, ela chegou a ser soterrada por tempestades de areia. Em algumas porções da construção, as pedras na cor marrom foram substituídas por gesso calcário. A medida fez parte da política das províncias de modernizarem a obra. Nos trechos mais antigos, da dinastia Qin (221-207 a.C), foi usada uma argamassa feita com arroz glutinoso e barro. Construídas para resistir ao ataque de armas leves, como espadas e lanças, muitas das paredes eram feitas principalmente por terra batida e cascalho entre as molduras das tábuas. A dinastia Ming (1368-1644), além de ampliar a barreira, criou tijolos resistentes, feitos de barro aquecido a 1.150ºC, em fornos que ficavam até 80 km do muro, sendo levados em carroças.
No início da construção, os trabalhadores enviados para a obra eram os considerados "desordeiros". Mais tarde, os postos de trabalho foram ocupados por quase 300.000 soldados, depois que a formação do Império pôs fim à guerra entre as províncias. Milhares de camponeses também trabalharam em troca de serem liberados do pagamento de impostos. Acredita-se que mais de 2.000.000 de trabalhadores foram necessários para concluir a obra grandiosa. Além de "Dragão de Pedra", a muralha ficou conhecida entre os chineses como o maior cemitério do mundo, devido ao número elevado de pessoas que morreram durante a sua construção. Alguns registros indicam que mais de 1.000.000 sucumbiram por frio e a má alimentação.
As portas e torres da Muralha mais conhecidas
As principais portas da Muralha da China são as de Shanhai, Juyong e Niángzi. As torres foram projetadas para servirem como depósito de alimentos e abrigo para os trabalhadores. A distância entre elas variava. Uma torre tinha que visualizar os sinais emitidos pela torre vizinha. Essa comunicação era feita com sinais de fumaça preta, produzida por esterco misturado com palha. Na falta de esterco, eram utilizadas bandeiras brancas e pretas. A passarela da Muralha tem 8 metros de altura e 6 metros de largura, suficiente para que os soldados pudessem se movimentar em caso de ataque inimigo das tribos nômades. A defesa contra os invasores também era feita a partir desse local privilegiado.
Em muitos lugares, o Muro duplica, triplica e até quadruplica sua altura, em fortalezas, quartéis e torres de vigia que perseguem as linhas principais.
A 70 km de Pequim está Badaling, a porção melhor preservada da Muralha da China, onde os degraus não são tão escorregadios e há corrimão em boa parte, atraindo mais visitantes que se juntam em imensas filas. A maior atração em Mutianyu, outra porção bem preservada, são as mais de 20 torres de vigia em um pequeno trecho (há um terraço na torre nº 6 com excelente vista). Em Juyongguan, a 60 km de Pequim, veem-se prédios e templos ancestrais. Jinshanling, a 130 km de Pequim, também foi restaurada e com teleférico, tem a melhor estrutura de visitação. Em Simatai, o foco de restauração foi apenas em obras essenciais, por isso dizem que é a mais original (pode-se visitar à noite na privamera/verão). Jiankou é a porção mais selvagem, perigosa e fotogênica da Muralha da China. Construída com uma rocha de cor mais clara, Jiankou salta aos olhos de longe, com 12 km de ziguezague a leste de Mutianyu, subindo-se a partir das vilas de Xizhazi ou Wofo.
Depois de uma hora e meia de transporte (seja num carro privativo ou num ônibus em grupo) chega-se à área rural nos arredores de Pequim. Ao pé da muralha para-se num café e para comprar os ingressos de entrada na área e mais o teleférico. Existem caminhos alternativos para subida a pé, para quem tem preparo físico. Há várias empresas no local que oferecem caminhadas guiadas de 3 a 5 horas de duração entre uma seção e outra. Uma das provas de corrida mais difíceis do mundo é a "Maratona da Muralha da China" (Great Wall Marathon), onde os corredores percorrem entre 8,5 km e 42 km, num percurso cheio de sobe-e-desce, em mais de três horas de esforço em todo o trajeto.
DATONG
É uma das 24 cidades de importância histórica e cultural da China.
- Grutas de Yungang são consideradas pela UNESCO como Patrimônio Histórico. A construção dessas grutas foi iniciada por volta do ano 450, durante a dinastia Wei do Norte. Localiza-se a 1 hora do centro da cidade. São inúmeras figuras de Buda e outras divindades budistas esculpidas na montanha se estendendo ao longo de 1 km, e há também um museu no complexo. Dependendo do seu nível de interesse e da quantidade de turistas presentes, você pode levar de 2h a 4h conhecendo o lugar.
- Monastério Huayan é o maior e melhor preservado da época da dinastia Liao. Além da bela arquitetura e da serenidade dos jardins, o complexo tem também uma pagoda que oferece uma bela vista da cidade. Por ali tem uma rua de pedestres com muitas lojinhas.
- Torre do Tambor na mesquita (vista externa, é fechada à visitação).
- Hanging - o "Templo Pendurado": A construção encravada na montanha data de 491, resistindo até hoje! O complexo está localizado aos pés do Monte Hengshan, apoiado na rocha a 50 metros do chão (não recomendável para pessoas com fobia de altura). É possível a visitação no seu interior. Dista a 1h30min do centro.
- Monastério Shanhua: localizado próximo ao portão sul da muralha da cidade. Originalmente construído na dinastia Tang, o o complexo passou por restaurações ao longo da história da China e hoje preserva majoritariamente o estilo das dinastias Liao e Jin. Os templos são imponentes com diversas esculturas impressionantes, assim como o jardim.
- Mural dos 9 Dragões: obra de arte retratando nove dragões coloridos, cobertos por azulejos esmaltados. Só existem outros dois murais como esse na China, um na Cidade Proibida e outro no parque Beihai, ambos em Pequim, mas o de Datong é o maior e mais antigo deles. Bem em frente ao lugar onde o mural está, uma obra gigantesca em andamento impressiona. Trata-se da reconstrução de um palácio real da dinastia Ming, algo equivalente à Cidade Proibida em Pequim (ainda que seja uma reconstrução completa, e não uma restauração). Aparentemente, o mural poderá ser transferido para lá depois que as obras ficarem prontas.
- A Muralha da Cidade cerca toda a parte antiga de Datong, mas há muita polêmica envolvida na existência da muralha, que não é original. No centro histórico têm construções típicas bem antigas. Várias lojas de souvenires com porcelanas, chás, bebidas típicas, dragões e budas de cobre entre inúmeras outras coisas. O restaurante Fenglin Ge, dentro da cidade velha, impressiona pelo tamanho, parecendo cenário de filme (pagamento só em dinheiro).
- Templo Fahua: embora menos turístico, ainda se realizam cerimônias budistas.
- Pagoda de Madeira
- Muralha da China: afastada da cidade, ao contrário das que podem ser visitadas a partir de Pequim, é constituída por ruínas que não passaram por restaurações recentes.
PINGYAO: o lado tradicional e colorido da China, uma pérola!
Tombada como Patrimônio Mundial da Unesco, desde 1997, é extremamente bem-preservada, um verdadeiro museu a céu aberto, tudo permanece intocável como na China antiga! É uma cidade amuralhada bem ao estilo burgo, com o toque oriental. A muralha tem mais de 6km de extensão, mais de 10m de altura e 6 grandes portões de acesso e dezenas de torres. Dentro da parte murada estão os prédios antigos, com fachadas de madeira cheias de detalhes entalhados e pintados a mão, iluminadas apenas por lanternas vermelhas, e pátios. É um mais lindo que o outro! Além disso, na maioria das ruas o calçamento ainda segue o estilo de construção antiga, o que torna um passeio por Pingyao uma verdadeira viagem no tempo, especialmente se conseguir visitar os 22 locais e atrações mais marcantes: City Tower (o ponto mais alto da Cidade Velha), Igreja Católica, South Gate, assistir um karaokê no Coreto do jardim, encenações das rotinas de outrora pela ruas de pedras, malabaristas, artesãos de antigos ofícios ainda consertando objetos. As motoretas (motos adaptadas) transportam de tudo!
Pingyao floresceu durante o reinado da dinastia Ming, a partir da segunda metade do séc. XIV, quando era um importante entreposto comercial na Rota da Seda. Em Pingyao foram criados o primeiro banco e o primeiro sistema de cheques do país. Por séculos a cidade adormeceu, permanecendo intacta. Parada no tempo, não se desenvolveu até o século 20 e acabou, por sorte, não sendo engolida pelo surto de desenvolvimento que tomou conta da China nas últimas décadas. Atualmente residem 40.000 habitantes.
- Museu do Banco de Remessas de Xietongqing: localizado no edifício do banco fundado em 1856, este museu tem várias salas decoradas com o mobiliário original e figuras em tamanho real, que permitem ter uma ideia de como era o funcionamento destas instituições. A zona mais interessante é a cave que funcionava como cofre, onde era armazenado o ouro e a prata dos depositantes. Estes metais preciosos eram moldados não em barras, mas numa forma semelhante a um barco (ou um chapéu). Os que se vê hoje são, obviamente, réplicas pintadas.
- Museu da Escolta Chinesa: também associado aos negócios bancários e ao transporte de valores, são apresentadas as técnicas de defesa, assim como de transporte e dissimulação dos metais preciosos. Para quem viaja com crianças, há uma área se pode fazer tiro com arco e experimentar réplicas das armas (cobra-se à parte).
- Museu do Mobiliário dos mercadores de Baichuantong: localizado no cruzamento entre a rua Sul e a rua YaMen, o destaque neste museu são os lindos biombos descorados com marfim e madre-pérola, móveis em madeira trabalhada e porcelanas.
- Templo do Deus da Cidade: passando sob o monumental pórtico de madeira e telhas coloridas, no primeiro pátio, será recebido por um corredor ladeado por estátuas dos animais dos anos chineses. São muitas as fitas de oração junto ao altar principal, num espaço bastante agradável. Porém, o que mais chama a atenção é uma sala onde são exibidas várias figuras, como demônios que torturam, e infernizam o pouco que restará da vida aos pobre mortais.
- Templo de Confúcio: o enorme complexo assemelha-se na arquitetura ao templo do Deus da Cidade. Aqui, para além dos altares, há uma zona que era dedicada ao ensino e ao exames para os funcionários imperiais.
- Museu da Câmara do Comércio Chinesa: edificio acanhado, lá dentro, a exposição foca-se nos negócios da China em tempos passados com vários países estrangeiros.
- Museu de Artes Marciais de Hui Wu Lin: este é um museu imperdível para os amantes das artes marciais, mas não só. São apresentadas armas, ilustrações de combates e outros objetos relacionados. Curiosamente há uma área dedicada à caligrafia chinesa, onde é possível adquirir notáveis painéis dos quais, nós ocidentais, não saberemos o significado.
- Museu do Banco Rishengchang: bem no centro da cidade, este museu ocupa o edifício onde, no início do século XIX, foi fundado o primeiro banco de cheques chinês.
- Palácio do Governador: com uma função administrativa, diferente dos templos e museus, o Palácio do Governador revela-se um dos mais interessantes locais de Pingyao. Para além dos vários salões para a recepção de convidados, reuniões de trabalho ou para a vida quotidiana do governador da cidade, comuns a outros palácios pela China, você gostará da área da prisão e da torre que fica sobre as ruas da cidade. Logo à entrada do palácio, esta torre permite subir ao nível dos telhados e oferece bonitas vistas sobre o colorido, a agitação e o comércio das ruas da cidade. Na parte dos calabouços encontram-se expostos os mais variados instrumentos de tortura e execuções públicas. Alguns estão mesmo acompanhados de fotografias do seu uso no início do século XX, lembrando que esta não é uma realidade assim tão distante.
- A Muralha da Cidade: percorra a parte da muralha que se encontra aberta, entre a porta Sul e o templo de Confúcio. Grande parte está fechada por estar em obras de restauro. Por fora, a muralha está quase toda num estado imaculado e rodeada de jardins e um pequeno fosso com água. Já no interior, há partes que nem estão forradas a pedra, mas sim mostrando o seu interior em terra.
- Igreja Católica de Pingyao: a fachada humilde contrasta com a riqueza que se vê nos templos taoístas. O muro em redor fecha um recinto onde se insere a igreja e parecem viver alguns dos cristãos da terra. As infiltrações nas paredes contam as dificuldades em que vive esta comunidade. A única riqueza é a espiritual, guardada num sacrário com a forma de um lingote de ouro chinês.
- Templo Shuanglin: templo budista situado na zona rural da aldeia de Qiaotou, a cerca de 6 km a sudoeste da antiga cidade de Pingyao. O complexo budista faz parte dos muitos monumentos culturais, com destaque aos seus guardiões misteriosos e assustadores. Pena que várias estátuas ficam atrás de grades, o que impede que se veja elas de uma forma mais detalhada.
- Templo Zhenguo: outro templo budista localizado a 10 km de Pingyao, na aldeia de Hadongcun. O mais antigo cômodo do templo é o Salão Wanfo, construído em 963 durante a Dinastia Han. Caracteriza-se por possuir grandes suportes dougong, que sustentam o telhado e os seus beirais. As esculturas nele existentes estão entre os únicos exemplos de escultura budista do século X da China.
- Templo Erlang: é o menor e menos atanete, comparativamente aos outros de Pingyao.
- Comer em Pingyao: almoce num pequeno restaurante familiar, acompanhado apenas pelos proprietários e por um filho que faz os trabalhos de casa numa mesa ao lado. Ninguém fala inglês, mas a comida será barata e deliciosa.
XI´AN.
O EXÉRCITO DE TERRACOTA
Autor: Jerry Camarillo Dunn Jr.
Visitar o Mausoléu do Imperador Qin Shi Huang e caminhar por entre os soldados de terracota é uma experiência incrível. Os soldados são impressionantes, os detalhes, as expressões nos rostos, parecem pessoas de verdade. Posicionados em formação de batalha, vários soldados de terracota e seus cavalos protegem o túmulo do Imperador. Apesar de ser de beleza impressionante, o exército não foi criado para ser visto por olhos de meros mortais. As figuras de argila foram enterradas mais de 2 mil anos atrás em catacumbas subterrâneas, prontas para escoltarem o imperador à vida eterna.
O esplêndido tesouro, legado do primeiro imperador da China unificada, foi descoberto em 1974 por camponeses que cavavam um poço. Entre os guerreiros de terracota descobertos até agora nas três catacumbas há arqueiros, cavalaria, cocheiros e soldados armados empunhando lanças e adagas. O escalão militar dos soldados pode ser determinado ao se examinar seus cortes de cabelo e sutis pontos em seus uniformes. Originalmente, suas roupas eram pintadas de verde, vermelho, roxo e azul, mas apenas alguns traços do pigmento permaneceram.
O interessante é que cada figura tem características faciais únicas e pode na verdade ser o retrato de um guarda imperial. Ainda assim, as estátuas eram de certa forma genéricas; as figuras, em sua maioria ocas, eram produzidas em massa, e depois recebiam cabeças e mãos modeladas individualmente.
Como soldados de verdade, os guerreiros de terracota originalmente carregavam arcos, espadas e lanças de verdade. Cerca de 10 mil armas já foram encontradas nas catacumbas. Como as superfícies de metal das espadas tiveram tratamento especial, desafiaram a corrosão com tanta eficácia que as lâminas ainda estão afiadas, mesmo após 2 mil anos enterradas. De certa forma ameaçadoras, as pontas de flechas encontradas ali foram feitas de uma liga venenosa de chumbo - a mesma das flechas que foram usadas como armadilhas no túmulo do próprio imperador.
Em uma catacumba, muitos guerreiros de argila foram encontrados fragmentados e quebrados, resultado dos séculos de vigília sob o solo. Descobertos agora, eles criam a impressão de um campo de batalha de soldados arruinados - uma recordação, talvez, da futilidade da guerra e da vaidade dos imperadores.
Não deixe de visitar um dos ateliers de terracota que ficam próximos ao museu. Lá você aprende como o exército foi feito e pode sujar suas mãos com argila e criar seu próprio soldado de terracota.
- Muralhas de Xi'an: a cidade histórica é cercada por uma muralha gigante, uma construção antiga e bem preservada, de onde se aprecia a cidade lá de cima. Pode-se alugar uma bicicleta e pedalar pelas muralhas da cidade, observar a beleza dos portões e a história das dinastias Ming e Tang.
- Museu de Arte Tang Bo: conheça um pouco da pintura e caligrafia chinesa. Aprecie quadros antigos, arte moderna e participe de um dos workshops, e quando a professora mostrar os símbolos da antiga escrita chinesa, e explicará a técnica, parecendo que tudo é muito simples e fácil, mas quando você pegar o pincel e começar a escrever, perceberá o quão difícil e artístico é a caligrafia chinesa.
- Villa Yuanjia: é uma reprodução da China no tempo da Dinastia Tang. Volta-se no tempo. As casas, ruas de pedras, becos estreitos, moradores cozinhando em fogão a lenha e névoa no ar, fazia parecer como se estivesse num filme. A vila foi construída para manter as tradições vivas, mostrando aos visitantes os trabalhos manuais, o artesanato e as comidas que foram esquecidas na China Moderna. Surpreenda-se: a maioria dos visitantes é de chineses, é uma atração popular entres os locais e não aos estrangeiros.
- Bairro Muçulmano e a rua Beiyuanmen são o marco físico do início da Rota da Seda, onde os comerciantes se encontravam e de onde partiam para o Ocidente. Em cada casa, nos detalhes das ruas e nos rostos das pessoas vê-se a influência árabe no meio da China. A mistura de culturas resultou em uma rua cheia de sabores e contrastes, onde você encontra comida chinesa servida com especiarias e sabores do Oriente Médio. Dica é ir pra lá no final de tarde. Alguns pratos parecem ser deliciosos como batata assada com páprica, tofu grelhado com pimenta e ervas, e casca de tofu servida com molho de amendoim, espetinhos de cordeiro, e outros nem tanto ...
- Torre do Sino e dos Tambores: todas as cidades chinesas têm uma torre para o sino e outra para os tambores. A arquitetura e os detalhes da torre são belíssimos. Vá às torres no final de tarde e espere pelo anoitecer, quando ficam ainda mais iluminadas.
- Montanha Huashan: conhecida como uma das montanhas mais perigosas da China, o Mt. Huashan tem 5 picos, sendo que o mais alto fica no lado sul com 2.154 metros acima do nível do mar. A jornada até o topo é longa, indo-se num ônibus até o pé da montanha, depois subir uma longa escadaria até o teleférico, que o leva ao topo da montanha, e, de lá, pode-se caminhar até os picos do Mt. Huashan.
GUILIN: a China rural.
Guilin significa "floresta de osmanthus", devido à abundância de tais flores na cidade. A dinastia Qin fundou esta cidade, no sul da China, há dois mil e trezentos anos! Guilin acumulou conflitos, virou um ponto estratégico na passagem entre sul e norte do país e atraiu moradores importantes. Com paisagem e relevo impressionantes em montes de calcário, formados pela ação das monções. No centro há dois lagos: Shanhu (Cedro) e Ronghu (Figueira), remanescentes de um fosso da era medieval que cercava a cidade. Os barcos navegam nesses e em outros lagos por meio de rios conectados, em meio aos arrozais.
Após a fundação da República Popular da China, em 1949, Guilin se tornou o primeiro destino do sul do país a ser alçado ao sucesso turístico. Primeiro foram os próprios chineses que descobriram a região, desembarcando por lá aos montes. Depois vieram os estrangeiros que se apaixonaram por uma cidade próxima chamada Yangshuo. Hoje, só o triângulo dourado chinês (Pequim, Xangai e Xian) tem mais importância turística na China. Vários dos canais de Guilin foram construídos no tempo do Império chinês, para facilitar o escoamento de mercadorias. Dá para fazer um passeio de barco apenas por esses canais e lagos de Guilin, em tour que dura 1h30min. Hoje, Guilin tem mais de 1.000.000 habitantes. Perambular pelo calçadão ao redor dos lagos, dos canais e do Rio Li (ecoturismo) é o ponto de partida. Não perca o espetáculo Impression de luzes, danças culturais e músicas locais à noite!
- Templos do SOL e da LUA: essas pagodas (torre com múltiplas beiradas) são obras típicas da arquitetura chinesa antiga, representam um marco na cidade. A Pagoda do Sol foi feita de cobre com 41 metros de altura, apresentada com iluminação amarela. A Pagoda da Lua tem 35 metros, é constituída de mármore e possui uma iluminação branca. Ambas estão conectadas por um túnel subterrâneo. É possível visitá-las, mas o mais bonito é mesmo vê-las a partir do lago, principalmente à noite, quando as pagodas são iluminadas.
- Colina do Elefante: o desgaste natural lembra um elefante bebendo água. Uma lenda local diz que um elefante, que era usado como montaria pelo Imperador dos Céus, apareceu ferido em Guilin, onde recebeu os cuidados de moradores locais. Apaixonado pela cidade, o animal resolveu não voltar para o céu, até que um dia ele virou colina. Um show noturno conta essa história.
- Caverna Ludi Yan, ou Reed Flute Cave (nome ocidental): tem 240 metros de profundidade, uns 180 milhões de anos. Colorida por luzes diversas, uma tendência por ali, a caverna pode ser visitada em cerca em duas horas. Outra caverna conhecida na região é a Seven-Star.
- Longsheng: vilarejo com mais de 800 anos, a 100 km, é conhecida pelos terraços (em degraus) de arroz, cultivados pela população local das etnias Miao, Yao e Zhuang. Dentro de Longsheng existem duas áreas: Ping'an, que tem mais estrutura turística e por isso mesmo é mais lotada, e a Jinkeng, que é mais rústica e vazia. Se sobrar tempo, explore os mercados de rua, como o Xicheng, faça passeios de bicicleta e visite plantações de chá e prédios históricos. Os menos sedentários podem fazer trilhas pelos picos que ficam nos arredores da cidade, como o Fubo e o Diecai.
- Yangshuo: a 60 km de Guilin, atrai estrangeiros por tantas atividades ao ar livre. Como a cidade é pequena pode ser facilmente conhecida a pé. Muitos turistas completam a exploração com bicicleta e até de moto elétrica, para ir até a Tem Miles Gallery (estrada nacional G321).
Atrações em Yangshuo:
- # O centro onde tudo acontece está na West Street, com vários restaurantes ocidentais, além de lojinhas e mais lojinhas.
- # Na East Street acontece todas as noites o show de luzes. Esta é outra parte turística da cidade, bem menor que West St. Além de restaurantes, a atração principal é o show contando histórias e contos chineses.
- # Yangshuo Park reúne os moradores que jogam cartas, e é muito comum ver grupos de senhoras dançando e pessoas cantando nas praças ao final do dia.
- # O passeio de barco no Rio Li é obrigatório para quem visita Yangshuo. É uma forma diferente de ver o fantástico cenário das montanhas da cidade. O barco imita uma jangada de bambu, mas tem motor e cadeiras para até 4 pessoas. Tendo tempo e se quiser ir até a "praia" terá que cruzar a Big Bridge, atravessar para o outro lado, descer a ladeira e escolher um local para ficar observando as idas e vindas dos barquinhos.
- # Butterfly Spring é um parque com 36.000m2, a apenas 4 km do centro do Yangshuo. Logo na entrada se vê uma borboleta gigante dando as boas-vindas. Há um hall de exibição com mais de 10 mil modelos de 300 borboletas diferentes. A gruta tem estalactites de vários formatos. É claro, que o jardim tem milhares de borboletas vivendo em harmonia com a natureza.
- # Silver Cave é a maior caverna de Guilin. Ela tem 2 mil metros e impressionantes 16 andares, repleta de estalactites de cristal que brilham prateadas com as luzes colocadas na caverna.
- # Passeio de jangada no Rio Yulong é uma segunda alternativa em barcos de bambu, sem motor, e o condutor usa uma vara de bambu para empurrar o barco durante todo o trajeto. A jangada é pequena e leva apenas duas pessoas por vez. Em todo o Rio Yulong há diversos pontos para fazer o passeio.
- # Jiu-Xian esta vila fica a uns 15 km do centro de Yangshuo. Num dia de sol é definitivamente uma ótima experiência para ver que o tempo quase parou por lá. Em uma ou duas horas dá para visitar e ver algumas casas antigas com arquitetura típica chinesa, plantações de batata doce e de outros legumes. Quem quer fazer uma pausa é possível almoçar em algum restaurante típico da região.
- # Moon Hill, o nome já explica o que se vê no cume com um grande buraco redondo: lua minguante, lua cheia, lua crescente e até eclipse lunar.
- Xingping: esta vila parada no tempo, numa "ilha", fica a 25 km de Yangshuo. As antigas casas e tradições estão preservadas. É uma miniatura da cidade de Yangshuo, com muito menos turistas. Uma das ruas de Xingping foi tombada e mantem a fachada como nos velhos tempos. Caminhe e observe o cotidiano e a simpatia dos moradores, que ficam com as portas abertas ou sentados de frente pra casa relaxando. O Rio Li, o mesmo rio que corta Guilin e Yangshuo, também passa por Xingping, onde é possível fazer um passeio de barco que se chama bambu rafting (yulonghe). Saiba que a vista no entorno do rio é muito mais bonita, estando sentado na beira do rio, num píer ou de cima de uma das montanhas (como a Laozhai).
Você já ouviu falar dos "pescadores Cormorant"? Eles utilizam o método que treina pássaros que pescam, mas como têm anéis no pescoço não conseguem engolir o peixe. Atenção: "guias" intermediários têm pescadores que fazem a encenação mediante gratificação ...
O Xingping Trail é a rua que segue pelo lado direito do Rio Li. O caminho é asfaltado, mas por ele é possível atravessar plantações de laranja e acessar o rio em partes bem desertas.
O mercado local de Xingping é um dos mais tradicionais que conhecerá na China. Acontece nos dias com final 3, 6 e 9 de cada mês. Nele encontra-se de tudo para comprar, comer e até cortar o cabelo no meio da feira, é curioso e engraçado pra nós ocidentais.
Festivais de Guilin:
- # Festival de Arte de Guangxi Zhuang (03 de março): em sua origem, o festival começou como apresentação de música da etnia Zhuang, e hoje é um grande Festival de Arte local.
- # Ano Novo Miao (outubro – data varia de acordo com calendário lunar e localização): a temática envolve o namoro juvenil. Os homens tocam flautas de bambu para atrair a atenção de jovens moças, que impressionam por suas vestes (essa é a etnia dos adereços de prata).
- # Festival dos Fogos de artifício (data móvel): pertencente ao povo Dong, as celebrações do festival, de acordo com a superstição da cultura chinesa, envolvem a soltura de três fogos: para a prosperidade, boa sorte e boa colheita.
HIDRELÉTRICA 3 GARGANTAS DO RIO YANGTZE
A Usina de Três Gargantas no Rio Yang-Tze, além de ser a maior hidrelétrica do planeta, tem duas importantes funções: primeiramente, ajuda no controle de enchentes causadas pela dinâmica fluvial da região, e, em segundo lugar, colabora para a facilitação do transporte hidroviário ao longo do Yang-Tze.
O início de suas obras foi em 1993 e a conclusão em 2012, com 19 anos de trabalho, participação de 40.000 trabalhadores, a um custo estimado em US$ 28 bilhões. Possui um reservatório de água de mais de 600 km, mais de 2,2 km de comprimento e o topo da barragem é 185 metros acima do nível do mar. O projeto utilizou 16 milhões/m3 de concreto e aço, suficiente para construir 63 torres Eiffel. É a estrutura de concreto de maior massa da Terra.
Para se ter uma ideia da capacidade de armazenamento desta barragem, se o seu lago artificial for totalmente cheio, aproximadamente 10 trilhões de galões (40 quilômetros cúbicos) de água, a duração de um dia na Terra seria prolongada em 0,06 microssegundos por conta do imenso deslocamento de massa causado. O povo, e principalmente o governo chinês, consideram a barragem um sucesso, pois seus 34 geradores, cada um pesando 6.000 toneladas, produzem uma capacidade total de energia de 22.500 MW, que é energia elétrica suficiente para 60 milhões de chineses, substituindo a queima de 30 milhões de toneladas de carvão por ano.
A visão desta barragem gigante apareceu pela primeira vez na mente de Sun Yat-sen em O Desenvolvimento Internacional da China, em 1919. No entanto, a construção real da barragem teve início em 1992, quando foi aprovada pelo Congresso Nacional do Povo. Em 1932, o governo nacionalista, liderado por Chiang Kai-shek, começou o trabalho preliminar em relação aos planos nas Três Gargantas. Em 1939, as forças militares japonesas ocuparam Yichang e fizeram um levantamento da área. Um projeto, o plano de Otani, foi concluído para uma represa na expectativa de uma vitória japonesa sobre a China. Em 1944, o engenheiro-chefe do Bureau of Reclamation dos Estados Unidos, John L. Savage, examinou a área e elaborou uma proposta de represa para o "Projeto do Rio Yang-tze". Cerca de 54 engenheiros chineses foram para os EUA para treinamento. Os planos originais citados para a barragem consistiam em empregar um método único para movimentar os navios. Alguma exploração, pesquisa, estudo econômico, e trabalho de design foram feitos, mas o governo, em meio à Guerra Civil Chinesa, interrompeu os trabalhos em 1947. Após a Revolução de 1949, durante o governo de Mao Tse-Tung, qualquer trâmite de desenvolvimento da obra foi interrompido. Entretanto, no poema "Tontura" (1956), gravado em 1954, no memorial em Wuhan, Mao Tsé-Tung prevê "paredes de pedra" a serem erguidas a montante.
A construção da Usina de Três Gargantas foi iniciada em 3 de dezembro de 1992. O construtor Wu Chuanlin, com cerca de 50 anos, começou a lidar com a obra em 1996. Segundo o cronograma de construção, em 2003, foi efetuada a segunda represa provisória, e em 2005, o reservatório começou a encher. A eclusa entrou em funcionamento e o primeiro grupo de geradores começou a funcionar, entrando parcialmente em funcionamento.
Ante às críticas de movimentos e personalidades ambientalistas, que supõem que a Hidrelétrica das Três Gargantas possa ter causado um aumento de atividade sísmica, ou que, por conta dessas atividades independentes, a estrutura possa ruir por si, causando impactos físicos no território chinês, ou que ainda a hidrelétrica possa estar matando os peixes da região, a equipe de engenharia responsável pela construção reagiu. Medidas preventivas foram tomadas. Comentando isso, um dos diretores do Projeto das Três Gargantas, Cao Guangjing, disse que a obra é umas das mais difíceis do mundo e da história. Ele explicou: "Temos um complexo controle de qualidade. Primeiro, as construtoras realizam um auto-avaliação; segundo, há empresas que fazem a supervisão; terceiro, a nossa corporação também vai verificar os resultados dos exames; e quarto, funcionam três centros técnicos e uma comissão de controle de qualidade para realizar o macrocontrole em toda a obra. Além disso, a construção está submetida à supervisão de um grupo especial do Conselho de Estado, que inspeciona o projeto duas vezes por ano".
Entre todas as medidas, a mais importante é a instituição de supervisão independente. Xu Chunyun, engenheiro que trabalha na entidade de supervisão disse: "Colocamos até 293 supervisores no canteiro da obra, que trabalham 24 horas por dia, assegurando que há sempre um supervisor acompanhando o processo de construção". Além disso, há quatro auditoras chinesas de prestígio trabalhando no setor, e outras empresas estrangeiras, entre elas a Electricité de France, o Bureau Veritas e a Empresa Spie, também da França e a empresa americana Harza.
A construção desta obra foi tão grandiosa que muitos se deslocaram para trabalhar nela, mudando de residência para lá e alguns trabalhadores até mesmo se sacrificaram durante o processo de desenvolvimento da Hidrelétrica das Três Gargantas. O esforço humano foi muito considerado pela Nação Chinesa, desde que a obra foi concluída e ainda é lembrado.
Fonte: Instituto de Engenharia de S. Paulo.
HANGZHOU
Esta cidade surpreende os viajantes ocidentais há bastante tempo. Reza a lenda que Marco Polo (1264-1324) chamou Hángzhōu de "a cidade mais charmosa do mundo". De acordo com um tradicional provérbio chinês, Hángzhōu é a representação do céu na Terra. Com uma população de aprox. 9.2 milhões, a maior cidade é capital da província de Zhejiang. A cerca de 200 km ao sudoeste de Xangai, Hángzhōu tem avenidas largas e bem arborizadas. Além disso, há bom sistema de transporte e muitas áreas verdes e jardins impecavelmente bem cuidados. Em 2016, a cidade sediou o encontro do G20, fato que contribuiu bastante para melhorar ainda mais infraestrutura urbana da cidade, que é considerada uma das mais prósperas da China.
- Lago Ocidental (Xihu): considerado Patrimônio Mundial da Unesco, o West Lake ocupa uma área de 3323 há, e inclui alguns dos mais notáveis lugares históricos e paisagísticos de Hángzhōu que, para muitos, é a representação perfeita do classicismo chinês. A maneira mais agradável para explorar é fazer um tradicional passeio de barco (procure os menores pra fugir das multidões de chineses).
- Baochu Pagoda: conhecido como um dos marcos do Lago Ocidental, o templo está localizado ao norte do West Lake, no topo da "Montanha da Pedra Preciosa". Lá de cima oferece uma vista panorâmica do lago e da cidade. Para se chegar lá existem inúmeros caminhos que levam ao alto da colina. Basta subir numa das trilhas que partem do lado direito da Beishan Road na porção setentrional do lago.
- Show "Impression West Lake": acontece diariamente ao anoitecer, o "Impressions of West Lake" conta a história de um amor impossível. O show é dirigido por Zhang Yimou, o famoso cineasta chinês, que também dirigiu a cerimônia de abertura das Olimpíadas de Pequim, em 2008. Este espetáculo absolutamente imperdível!
- Vilarejo Meijiawu: pitoresca paisagem com plantações de chá Longjing nas encostas, conhecido no Ocidente como Chá Verde.
- Museu Nacional do Chá: é o único museu estatal especializado no tema da cultura do chá na China. O museu está localizado no entorno das plantações de chá de Longjin, tendo um acervo interessante e uma atmosfera leve muito próxima com a natureza.
- Templo Lingyin (traduzido do chinês como "templo do retiro da alma"): é o principal templo budista de Hángzhōu, considerado um dos maiores e mais ricos templos da província de Zhejiang. Originalmente fundado em 326 d.C., ao longo de sua história, foi destruído pelo menos dezesseis vezes. Além do templo de Lingyin, há vários outros templos nas imediações que também merecem uma visita como o Yongfu Temple e Taoguang Temple.
- Guo´s Villa: concluída em 1861, esta elegante mansão/jardim foi construída como um retiro privado para um rico comerciante de seda da dinastia Qīng. Villa Guo é um belo exemplo de estética arquitetônica e paisagismo chinês em que o homem e o ambiente natural se misturam em equilíbrio harmonioso seguindo os preceitos do feng shui.
- Hefang Street é uma das ruas mais antigas e o único logradouro que preservou, praticamente, intacto suas características históricas da época da dinastia Qīng. Hoje, a rua é repleta de vendedores ambulantes e lojas que vendem artesanato chinês tradicional. Um ótimo lugar para comprar souvenirs.
- Floresta de bambus em Yúnqī: é bem conhecido por sua tranquilidade e beleza, fazendo-nos perceber o quão insignificante somos diante dessas gramíneas gigantes. Este local rende fotos lindas!
- Silk Market: a seda de Hángzhōu é considerada uma das melhores sedas do mundo, e tem sido assim desde os tempos da dinastia Tang e da dinastia Song. Ao longo de um período de mais de 1.000 anos, este é um dos melhores lugares para a compra de artigos de seda na China. Com mais de 600 empresas diretamente associadas à Sericultura na região, este é o local para comprar artesanato, echarpes, gravatas e outros artigos de seda.
- Pagoda Leifeng: torre octogonal de cinco andares, localiza-se em Sunset Hill, na porção meridional do Lago Ocidental. Originalmente construído no ano 975 d.C, ele desmoronou em 1924, e reconstruído aos moldes originais em 2002. Desde então se tornou uma das atrações turísticas mais populares da cidade.
- Xixi Wetland National Park: área alagada e muito pitoresca que, desde longa data, tem sido considerado por sucessivas gerações de intelectuais chineses como um lugar puro e de contemplação na terra. Uma das melhores maneiras de explorar o Xixi Wetland é fazendo um passeio de barco através dos inúmeros canais cercados por muito verde, pontes e construções históricas.
- City God Temple: templo de sete andares, foi construído no pico do monte Wu, destacando no horizonte da porção oriental do West Lake. O caminho até o templo no monte Wu está repleto de árvores centenárias de cânfora, além de alguns templos taoístas. No caminho, os visitantes podem visitar várias casas de chá ao ar livre, e observar o estilo de vida tradicional da população local enquanto aprecia um bom chá.
- Hu Qing Yu Tang Museum: estabelecido em 1878, o Hu Qing Yu Tang Museum é específico sobre a Medicina Tradicional Chinesa, exibindo uma série de relíquias culturais num local histórico, sob a proteção do governo na China.
- Lotus Qu Yuan Garden: considerado um dos dez melhores locais de vista sobre West Lake, Qu Yuan Garden é o maior parque de lótus na China. Com mais de 200 espécies de lótus e ninfeias, era um parque de uso exclusivo para o Imperador. A melhor época de visita-lo é ao final do verão quando as plantas estão no auge de sua exuberância.
SHANGHAI
Xangai, na costa central da China, é a maior cidade do país e um núcleo financeiro global. Há indícios de surgido no séc. 11 d.C. Até o séc. 19 era apenas uma vila de pescadores. Contudo, sua localização foi visada e era favorável ao comércio exterior. Nos anos 1930, a cidade cresceu se tornando um grande polo do comércio exterior. Foi apenas em 1990 que Xangai começou a se transformar e se tornar o que é hoje: o maior centro financeiro da China. Xangai possui o maior porto do mundo, fazendo a interligação da Ásia Oriental para o restante dos países ocidentais.
A saída do Aeroporto Internacional de Xangai Pudong (PVG) é uma atração à parte. Embarque no moderníssimo Maglev, o trem comercial mais rápido do mundo, em uma viagem que pode chegar até os 431 km/h. O trajeto de 30 km até o centro da cidade dura pouco mais de 7 minutos. Xangai parece muito mais com Nova York, Londres ou qualquer outra cidade global, com edifícios modernos, ruas largas e shoppings luxuosos, dignos da maior e mais rica cidade chinesa.
- The BUND (significa "aterro" ou "dique"): famoso calçadão à beira-mar repleta de edifícios da era colonial, no centro da cidade. É dali que se observa a versão moderníssima da China, onde estão os arranha-céus de Pudong. Pela ponte Waibaidu (de aço, construído no séc. 19) chega-se à Torre do Memorial aos Heróis do Povo de Shanghai (ideal para fotos). Huangpu Park tem estilo europeu também do séc. 19. Seguindo pela orla do rio veem-se os prédios com influências europeias e o Bund Bull (Estátua do Touro) que representa o poder financeiro da cidade, assim como o Charging Bull de Wall Street em Nova York. No zodíaco chinês, o boi é o símbolo da perseverança e riqueza. O touro foi encomendado para a Shanghai World Expo em 2010 e deveria ser inaugurado até fevereiro, quando terminou o ano do boi no calendário chinês. Infelizmente houve atrasos e o touro foi inaugurado um pouquinho depois.
Toda essa região foi revitalizada para a Exposição Universal de 2010. Para a ocasião, áreas públicas foram criadas, como a praça Chen Yi de frente para o rio, que funciona como mirante do The Bund. Dali é possível entrar num túnel que liga o Puxi (margem oeste) do rio Huangpu e onde o The Bund está, a Pudong (na margem leste). A travessia neste túnel de +-700 metros dura 5 minutos, feita num trenzinho de levitação e tem como ponto alto vários efeitos visuais, nas paredes do túnel.
- Rua Nanjing: é a Times Square de Xangai. O principal calçadão de Xangai fica lotado ao entardecer, com lojas de grife, eletrônicos, hotéis, restaurantes e até uma gigantesca Apple Store, tudo iluminadíssimo com letreiros chamativos de neon. São 5,5 km de extensão, ligando o The Bund ao Templo Jing'an, dos quais pouco mais de 1 km seja restrita a pedestres, para uma caminhada sem compromisso. Nas ruas transversais vendem-se de tudo, como as famosas "lépicas" (barganhar, sempre!).
- Cidade Velha: é o que sobrou dos tempos antigos, onde templos de talhados curvos, becos e casebres dividiam espaço com postes de bambu e muros erguidos para proteger contra a invasão de piratas japoneses. Deixe-se perder pelo ambiente caótico, com inúmeras lojinhas de souvenir vendendo imãs de geladeira, brinquedos, penduricalhos de Mao e todo tipo de lembrancinha Made in China. Quem chega cedo ainda tem a oportunidade de presenciar uma das cenas mais tradicionais das manhãs chinesas: dezenas de vovós e vovôs praticando os movimentos do Tai Chi Chuan. Tendo tempo vá à Huxinting, uma casa de chá secular no meio do lago artificial.
- Jardim Yu Yyuan: é o espaço verde da selva de pedra. É a prova que a China mostra que se preocupa com paisagismo e espaços verdes. O complexo, separado em seis pavilhões foi construído no ano de 1559, durante a dinastia Ming, rodeado de muros em forma de dragões postos pelas diversas dinastias que por ali passaram. Elevado ao status de Monumento Nacional em 1982, o jardim sobreviveu a diversas invasões, tendo partes de suas estruturas reformadas e atualmente abertas ao público. Sem dúvida uma das áreas mais ricas em história e beleza de Xangai. Termine a visita no Temple of the Town God, que deu início a tudo que a região tem e representa nos dias de hoje.
- French Concession: área cedida em 1849 a diplomatas franceses, tornou-se um exemplo de urbanismo, bem arborizado e com arquitetura ocidental, pouco alterada no último século e até hoje lar de muitos expatriados. Ideal para um jantar num dos antigos casarões coloniais convertidos em restaurantes, bares e boates.
- Old Street – Rua Fangbang: comece a visita fotografando o arco da entrada. Há comércio que funciona há mais de cem anos, passados de geração a geração. Prove os deliciosos pães fresquinhos feitos em fornos de lenha chamados Jin Yun Shao Bing.
- Yu Yuan Market: o mais antigo e conhecido mercado de Xangai, com lojinhas de artesanato, souvenir e muita comida. Ao redor do mercado há outras ruas de comércio e mercados, como o de pérolas.
- O rio Huangpu serve de via para os coloridos barcos que oferecem cruzeiros com jantar e música ao vivo — bom programa para a noite, partindo da marina Shiliupu. Aliás, chegue antes das 19:00 para ver a Oriental Pearl Tower acender! Leve sua câmera para fotografar o cartão postal de Xangai (Pudong), e esteja preparado para a aglomeração de turistas.
No distrito Pudong:
- # Oriental Pearl TV Tower (suba para ter a melhor vista panorâmica de Xangai).
- # Shanghai Ocean Aquarium: seu formato externo é de pirâmide, mas dentro é uma surpresa. Existem espécies marinhas de todo tipo e estão divididas em exibições separadas por zonas. São elas a zona da China, América do Sul, Austrália, África, Sudeste Asiático, Água Fria, Polar e do Oceano Profundo. Junto a tudo isso ainda há um túnel onde é possível caminhar e ver diversas espécies de peixes e animais aquáticos que vivem na zona do Oceano Profundo.
- # Shanghai World Financial Center (492 m, com observatório no 94º andar e no 97º andar a céu aberto, além do Skywalk no 100º andar), Jinmao Tower (420 m, com observatório no 88º andar) e Shanghai Tower (632 m, com deck de observação no 118º andar): são os maiores da China e na lista dos maiores edifícios do mundo.
- # Museu da Ciência e Tecnologia
- # Century Park
- Tianzifang não é um bairro cult, é um labirinto de becos estreitos no coração de Xangai, repleto de restaurantes, cafés, ateliês e lojas de artesanato. Destino preferido dos moradores descolados, Tianzifang oferece experiências gastronômicas e lembrancinhas bem mais autênticas e elaboradas do que as encontradas em outras áreas. Das tradicionais casas de chá às lojas de roupas vintage, há de tudo um pouco por aqui — para locais e turistas.
- Parque de Povo (a poucos minutos andando do Museu de Xangai) é uma das regiões mais centrais da cidade. Seus 30 acres de canteiros de flores, lagoas e árvores servem como quintal para milhões de moradores que vivem nos arredores. É ideal para caminhadas ou relaxar após passear pela Rua Nanjing. É nos finais de semana que o parque vira palco de uma das atrações mais bizarras: a "Feira do Casamento". Do meio-dia às cinco da tarde, pais desesperados de filhos solteirões se reúnem em busca de parceiros para seus rebentos. Vale de tudo: cartazes com fotos, peso, altura, currículo e até signos do horóscopo chinês para atrair pretendentes em busca de um match. Imperdível (dica da "Melhores Destinos"). Por ali ficam: a Prefeitura, o Grande Teatro e o Museu de Shanghai.
- Xintiandi: é um bairro moderninho, com bares e cafés abertos dia e noite sempre cheios. Abriga o local de fundação do partido comunista na China.
- Aos que apreciam arte: Shanghai Urban Planning Exhibition Hall com displays e miniaturas de toda a cidade, e o Museu de Arte Contemporânea de Xangai (MoCA, a Pagoda moderna vermelha é vista de longe.).
Templos:
- Jing´An: sua história reina há mais de doze séculos. O nome do templo em mandarim quer dizer "paz e tranquilidade" (harmonia é um dos pilares da cultura chinesa). É o mais bonito de Xangaicom telhados em tons de dourado. Suas salas são mini templos de meditação.
- Longhua: o que se vê hoje não é o original, porque já foi reconstruído várias vezes, mas a base da Pagoda tem uns doze séculos de existência.
- Buddha: data de 1882, é o mais bonito templo budista, com duas estátuas de Buda esculpidas em jade.
- De Confucio: do ano de 1368, é uma homenagem e tributo ao grande pensador e fundador do confucionismo.
- Bayun: difere dos demais pelo tamanho pequeno, e por ser taoísta, outra corrente religiosa da Ásia.
- Zhujiajiao: cidade com 1.700 anos de história, a 50 km do centro de Xangai (perfeita para um bate e volta), muito bem preservada. O local é cortado por canais, que faz valer o apelido de "Veneza da China", com direito a gôndolas inspiradas nos originais italianos. Dentre as diversas atrações, destacam-se a Ponte Fangsheng, a rua de compras Bei Dajie e o Monastério Yunjin. Os passeios de barco para até seis pessoas podem ser reservados na hora, variando por trajeto e duração.
- Qibao: o vilarejo centenário a 40 minutos do centro (visita-se num "bate e volta"), teve seu auge nas dinastias Ming e Quing. Sofreu algumas alterações durante os anos, mas continua sendo a China Antiga de Shanghai. Ruas estreitas repletas de lojinhas de artigos feito à mão, souvenirs, comidas locais das mais estranhas até as mais deliciosas e chineses sorridentes, especialmente nos finais de semana quando as ruelas ficam lotadas. O encanto é ver os barcos passando pelo rio no pôr do sol.
- Disneyland Park: já faz tempo que a Terra da Magia não se restringe mais aos Estados Unidos e está presente em diversos outros países. Na Ásia, além do Japão e Hong Kong, a China também possui a sua própria Disneylândia em Xangai. Inaugurado em 2016, o parque conta com restaurantes, hotéis e sete áreas temáticas, que vão desde a Avenida do Mickey até a Terra do Toy Story, que fazem a alegria da criançada e dos pais. Embora desconhecida para o público ocidental, a Disneyland Shanghai é muito procurada, por isso recomenda-se a compra antecipada dos ingressos e chegada cedo.
Fonte: diversos blogs de operadoras de turismo, sites oficiais das regiões.