Alpes Marítimos e Cote D'Azur - Romy Viagens
Dicas de Viagens

ALPES MARÍTIMOS & COTE D'AZUR

Romy Daher | Agosto, 2026

PROVENCE

MARSELHA (Marseille)

Marselha
O coração vibrante de Marselha e seu histórico Vieux Port.

Capital da província PACA (Provence-Alpes-Cote d´Azur), remonta à Antiguidade (600 a.C.). Foi a zona mais populosa da Gália (em latim: Massalia) pela estratégica localização, relevância militar e rota comercial, muito antes de Paris ter obtido a hegemonia militar e cultural da terra sobre o mar. É a cidade francesa mais antiga, tendo sido habitada pelos sobreviventes de Tróia, e que, devido à semelhança, Ródano (Rhône em francês) reparou e construiu uma nova cidade. Esta teoria é reconhecida como sendo a primeira colônia grega no Mediterrâneo. Sua cultura é gentil, romântica e com atenção à arte (como o tarô de Marselha, o hino francês A Marselhesa), preservadas pela sua independência econômica.

Há grandes fortunas e sua história contemporânea assemelha-se a Gênova, influenciada pelos estrangeiros, especialmente os Magrebinos (os nascidos na Argélia, Tunísia e Marrocos), que lhe deram o toque árabe pelas ruas, assim como outros europeus - os italianos da corrente de imigração anterior, formando uma cultura multirracial no período pós-guerra.

O centro da cidade destaca-se pela região portuária, abarrotada de embarcações de pescadores e de importados, em muito retratada nos filmes por contrabando e comércio ilegal, chamada de o Vieux Port. Por volta de 1840, as principais docas comerciais foram transferidas para outra região, Joliette, e por isso o calçadão do porto tem tantos restaurantes e bares, em área essencialmente turística. Dali, pode-se tomar uma balsa até o Chateau d´If, castelo que inspirou o romance O Conde de Monte Cristo.

Imperdíveis: caminhada na La Canebière (a Av. Paulista deles); o Palácio Longchamp, decorado em estilo renascentista, onde estão o Museu de Belas Artes e o Museu de História Natural; a Catedral de Marseille; a igreja Notre-Dame de la Garde (no topo da colina, tem a melhor vista da baía), seu campanário está 47m acima da estátua adorada (milagrosa Virgem de origem misteriosa) que protege a cidade. Segue-se à Abadia de St-Victor, o Parque Borély, Jardin de la Magalone. Preferindo os museus, comece pelo novo Museu da Civilização Europeia e Mediterrânea que se integra ao Fort St-Jean, e tendo mais tempo vá ao Cantini, Beaux-Arts e o Grobet-Labadié. Esticando sua estadia dá pra conhecer o golfo Calanque, a caverna Cosquer, Ratonneau e o arquipélago Frioul. As praias Catalans e Plage du Prado são populares (lotadas de residentes de classe média). Num tour gastronômico, saboreie o prato mais famoso da cidade: o Bouilabaisse (frutos do mar ensopados), preparado demoradamente (deve–se pedir com antecedência). Não saia da cidade sem comprar os sabonetes em miniatura.

AIX-EN-PROVENCE

Aix-en-Provence
O charme inconfundível de Aix-en-Provence, a "burguesa cidade das águas".

“A burguesa cidade das águas” sedia Aix-Marselle Université, a maior francesa (70.000 alunos e 4.500 doutorandos). Carrega no nome a herança romana dos primórdios da cidade, quando o império se expandia pela Europa afora. Aquae Sextiae foi o primeiro nome que a cidade recebeu na época, graças ao seu fundador, o romano Gaius Sextius Calvine, e à instalação de termas romanas, cujas ruínas ainda podem ser vistas na entrada do Spa que hoje funciona no local, Thermes Sextius. Mais tarde a cidade passou a ter seu nome atual.
Aqui foi o berço do pintor Paul Cézanne (sua residência fica na entrada da cidade) e do estilista Emanuel Ungaro.

Há dezenas de motivos para uma estadia prolongada em Aix! Recomenda-se visitar na cidade e arredores:

  • 1º dia: Fontaine de La Rotonde (a maior da cidade); o boulevard de la République, Ave Victor Hugo, Ave des Belges e Cours Mirabeau – aqui ficam restaurantes, sorveterias e cafés; o Quartier Mazarin com casarões de luxo, Tribunal do Comércio, a fonte dos 4 golfinhos, a Igreja St-Jean de Malte e o Museu Granet.
  • 2º dia: a Capela des Oblats, o Palácio de Justiça e Praça Prêcheurs, Hotel De La Ville (prefeitura), a torre do relógio, e o mercado dos grãos.
  • 3º dia: o Palácio do Arcebispado, a Catedral St-Sauveur e o Museu da Tapeçaria; as muralhas em Corus Sextius e o Pavillion de Vendôme; Allées Provençales, o Pavillion Noir, o Grand Théâtre, Praça des Augustins e Rue Verrerie.

Les BAUXS-de-Provence

Les Baux-de-Provence
A cidade medieval nas rochas de Les Baux-de-Provence.

Parte está em ruínas e outra metade conserva a cidade medieval. A antiga pedreira, hoje chamada Carrières de Lumières, é local de projeção de quadros de pintores famosos. Cenário de cinema no Vale do Inferno!

SAINT-REMY-de-Provence

Saint-Rémy-de-Provence
As ruelas pacatas e inspiradoras de Saint-Rémy-de-Provence.

Cidade plana e murada, tem ruelas e fontes, pequenos restaurantes. Nostradamus nasceu aqui. Van Gogh buscou inspiração em suas paisagens. Às quartas-feiras, tem feira matinal com produtos regionais.

GORDES

Gordes
A beleza espetacular da vila de Gordes encravada no topo da montanha.

Pequena vila com ruas de pedras (calades), onde viveu Marc Chagall. O castelo medieval no topo da montanha é imperdível, assim como o Museu da Lavanda.
Os campos de lavanda estão concentrados no Planalto de Valensole - o mais famoso, além de Sault, Gordes, Abadia de Sénanque. Na região do Luberon, o aroma (depende da altitude e variedade da flor) e a beleza roxa criam paisagens deslumbrantes ideais para fotos e experiências sensoriais. É essencial ter um carro para explorar essas áreas espalhadas, e a época ideal para visitar varia de meados de junho no Luberon, e de julho/agosto em Valensole e Sault.

ROUSSILLON

Roussillon
Os fantásticos tons terrosos e minerais das terras ocres de Roussillon.

A cidade ocre, extraiu o mineral por séculos, como se vê nas Minas de Bruoux na trilha Sentier des Ocres.

AVIGNON

Avignon
O poder da história visível ao redor da famosa Ponte de Avignon.

Localiza-se às margens do rio Ródano, no sudeste da Provence, a 80 km de Marseille. Entre os anos de 1309 e 1377, Avignon foi a residência dos papas católicos. A cidade continuou sob domínio papal até se tornar parte da França, em 1791. Esse legado pode ser visto no enorme Palácio dos Papas, no centro da cidade antiga, cercado por muralhas de pedra medievais. A entrada na cidadela é pela Ponte Saint-Bénézet com seis arcos, sem veículos (táxi lá dentro é numa bicicleta motorizada/elétrica). Apesar de sua rica história medieval e herança religiosa, também é um centro cultural vibrante. A maioria dos edifícios dentro da cidadela pertence ao campus da Université d´Avignon (fundada em 1303).

Porque o Papa foi para Avignon? O rei Felipe IV forçou a transferência do Papa Clemente V de Roma para Avignon, para manter um controle mais rígido sobre o papado, uma vez que o Colégio dos Cardeais tinha muitos membros franceses leais mais ao rei do que ao Papa. A nomeação de um cardeal implicava no recebimento de dotes, propriedades e negócios rentáveis, por isso tanta influência.

Palácio Papal
A grandiosidade do formidável Palácio dos Papas em Avignon.

O PALÁCIO PAPAL, começou por uma construção muito menor, conhecida como o Velho Palácio. O primeiro pontifício, Clement V, estava satisfeito em dormir no Monastério Dominicano em Avignon. Seu sucessor, entretanto, não estava disposto a viver de forma tão simples. A Igreja comprou a cidade da Rainha Jeanne de Nápoles, uma personagem notória na história do Mediterrâneo. Ela é mais conhecida por abrir um bordel em Avignon, em 1387. Seguiram-se cinquenta anos e quatro Papas para construir esta estrutura sólida, colocada em um pico de rocha natural, culminando em um edifício monolítico, que agora entretém milhares de turistas e fãs de história por ano. O palácio ostenta dois pátios, um salão de jantar que facilmente comporta uma partida de futebol americano, uma cozinha que foi uma vez capaz de servir a centenas e uma elevada capela gótica, onde os Papas eram coroados. Passe um tempo na capela, mas apesar de sua grande beleza, não tente tirar fotos. Há também a Torre dos Papas, uma casa de vários andares do Papa, onde ele tinha tudo, desde uma sauna primitiva a um sólido armário. Acima disto, suas tropas estavam estacionadas, prontas para a batalha para enfrentar quem tentasse invadir. Nos meses de agosto a outubro ocorre o Festival das Luzes no Palácio Papal.

As principais atrações são: os Jardins do Rocher des Doms (no ponto mais alto da cidade), a Catedral Notre-Dame des Doms, a Place des Papes, igreja St-Pierre (de 1385), Praça do Relógio, Museu Petit Palais, Rue du Vieux Sextier, Museu Lapidaire (numa antiga igreja barroca jesuítica), Museu Angladon. o Remparts d’Avignon é um dos principais monumentos históricos, com mais de 4 km de extensão, projetado para proteger os bens da igreja com uma série de muralhas de pedras construídas no século XIV.

No verão, o parque aquático Wave Island oferece mais de trinta atividades para famílias com crianças. Já o Parc Spirou Provence é do tipo tradicional com carrossel, montanha-russa, lojas e restaurantes.
Os produtos locais estão nas lojas de artesanato com lavanda e mercados como o Les Halles. Os vinhos são os melhores da região, e caros. No restaurante La Mirande (1* Michelin) funciona a escola de culinária da cidade.

ARLES

Arles
As imponentes ruínas romanas no famoso anfiteatro de Arles.

“Dos romanos a Van Gogh”. Com pouco mais de 50 mil habitantes, faz parte da lista de Patrimônios Mundiais da UNESCO desde 1981. Arles é conhecida, principalmente, pelo seu conjunto de construções Galo-Romanas, da época em que o Império Romano dominava a região. A história da cidade é bem mais antiga, pois há fragmentos de cerâmica de Marselha, que datam do século VI a.C., mostrando que as duas cidades (a primeira, Marselha, sob o domínio dos gregos e a segunda habitada pelos ligúrios) já realizavam trocas comerciais. Entrou para a História durante as campanhas de Júlio César na Gália. A sua posição estratégica, a economia sólida já existente e o apoio de grande parte da população aos romanos, fizeram com que César escolhesse o lugar para implantar a primeira colônia romana na região do Rhône. Embora essa época romana tenha sido próspera, ela não foi homogênea. Em alternância com os períodos de riqueza, Arles também enfrentou muitas crises, como incêndios, abandono de regiões e até doenças. Na época da Revolução Francesa, a pobreza era grande e, mesmo assim, a cidade ficou dividida entre os que defendem a monarquia e os revolucionários. Igrejas foram fechadas e até destruídas.

Em 1848, a chegada do trem e a industrialização vão mudar ainda mais a cara de Arles. Baseada na cultura fluvial (rio Rhône), torna-se cidade operária, pois muitas fábricas se instalam ali. É no final do século XIX e começo do XX, que o turismo começa a se desenvolver. Surge a ideia de reutilizar os monumentos da época do Império Romano para realizar festas e espetáculos, embriões das festas que vemos hoje: o Teatro, o ANFITEATRO (coliseu), o Fórum, as Termas de Constantino. Destacam-se: a Catedral St-Trophime do séc. 12 e a igreja St-Césaire do séc. 14.
Van Gogh ficou internado no Hôteil-Dieu, construído em 1573, o qual abrigou o hospital até 1970. A arquitetura clássica do Hôtel De Ville, do séc. 17, atrai a aristocracia ao centro da cidade, como Hôtel de Divone ou Hôtel du Roure, são palacetes emblemáticos. Preferindo admirar obras de arte, visite os museus Arlaten, o Réattu (este foi sede da Ordem de Malta) e o Musée Departamental de Arles. Nas manhas de sábado acontece o Marché de Arles, estendendo-se por mais de 2,5km, com alimentos provençais.

NIMES

Nimes
O majestoso e conservado Anfiteatro romano no centro de Nîmes.

Aqui também tem história romana, na região de Occitane, começando pela Ponte du Gard. Diz-se que seu Anfiteatro (coliseu) romano, do séc. I d.C., é o melhor preservado deste tipo, bem no meio da cidade. Hoje, é usado para shows e até touradas. Ali estão expostos objetos de gladiadores e toureiros, como roupas, acessórios e espadas. Lado a lado estão as Arenas (com áudio guia), a Maison Carrée (em estilo romano, com colunas típicas de um edifício clássico) e a Tour Magne (nos muros romanos). Descendo a colina vê-se o Jardin de la Fontaine, do séc. 18, envolvendo o Templo de Diana (período romano) e a Esplanada Charles-de-Gaulle.

ALPES MARITIMES

CANNES

Cannes
O glamour e os mega iates na charmosa marina de Cannes.

As marinas são lotadas de mega iates e na Boulevard de La Croisette desfilam celebridades em supercarros Ferrari, Mercedes ... O festival de cinema, iniciado em 1939, em resposta à influência fascista no Festival de Veneza, teve sua primeira edição oficial em 1946, após o fim da II Guerra Mundial. É no Palais des Festivals et des Congrès e na Esplanada Georges Pompidou que os festivais (mensais) acontecem. A cidade vive em função do glamour!
Na orla barulhenta veem-se imóveis em estilo belle époque e art decô, como no Hotel Carlton Intercontinental e no Martinez – ambos são os favoritos das celebridades. No espaço La Malmaison há mostras de artistas da Riviera. A vista do bar Le 360 (no Hotel Radisson Blu) é linda no pôr-do-sol. Evite os bares “pega turista” da La Croisette (Plage Macé), seguindo para o bairro antigo Le Suquet, frequentada por residentes. Veja, sinta os aromas e sabores no Marché Forville (área coberta). No topo da colina está o Musée de la Castre, com torre do séc. XI, com variada coleção etnográfica, e bela vista do mar, das praias, das colinas, dos telhados e das montanhas mais distantes. A culinária saborosa é variadíssima! As compras são na Rue d´Antibes, o “must” dos franceses, com artigos de decoração, vestuário, acessórios. Tendo tempo visite a Îlle Honorat, pra conhecer a Abadia de Lerins, medieval em estilo gótico.

Na ilha Sainte-Marguerite, perto de Cannes, está o restaurante La Guérite, um dos mais badalados da Riviera, com terraço charmoso e vista espetacular, acompanhado de música. La Petite Maison em Palm Beach, filial do clássico restaurante de Nice, rivaliza com o Lucia, empreendimento do grupo Nikki Beach à beira mar. Restaurante Marea está no rooftop do Canopy by Hilton Cannes. Restaurante Zuma é coqueluche desde 2024, com sabores de inspiração asiática, num ambiente moderno e elegante, com amplo terraço e bares, com DJ pra animar.

Curiosidade: o novo resort Nammos tem a primeira piscina de água salgada à beira mar da Riviera, com vistas magnificas da baia de Cannes.

St TROPEZ

Saint-Tropez
O sol dourado iluminando os barcos luxuosos na marina de St Tropez.

Foi uma fortaleza militar e vila de pescadores até o início do século XX. Foi a primeira cidade costeira a ser libertada durante a II Guerra. A origem do nome deriva de São Torpes de Pisa, o mártir cristão. Com menos 10.000 habitantes, nos anos 1960 tornou-se o ponto mais hedonista (doutrina filosófico-moral, que afirma ser o prazer o supremo bem da vida) da Europa. As celebridades que cultuam o sol e as festas, encontram nestas praias o lugar ideal para relaxar e depois se esbaldar na dança até o sol voltar a raiar. Nas praias de St. Tropez há sempre algum DJ embalando a noite local, juntamente com as ondas. Desfrutem das praias da baía de Pampelonne e a Plage Tahiti, que são as mais belas entre todas da cidade.
Não são só as praias e festas. Visitem os museus e fortalezas: o porto, o Museu Naval, o Museu de Arte de l´Annonciale, e o exótico Musèe des Papillons (dedicado às borboletas), que são incríveis! A culinária das barraquinhas e restaurantes das praças Place de Lices e Place aux Herbes são outra atração de St.Tropez.

Dê uma esticada a Le Lavandou, que além das praias também tem o centro histórico. Os melhores restaurantes estão na região do porto e a especialidade é o peixe grelhado. Em frente, está o arquipélago de Îles d’Hyères.

No Jacquemus La Renaissance é o novo restaurante da marca, com café e brasserie, servindo produtos exclusivos.
Os beach clubs atuais são: Shellona, Gigi, Loulou, Le Club 55 e Casa Amor. No entanto, o super badalado é o Verde Beach, em ambiente descontraído, música ao vivo, e saborosa culinária.

RAMATUELLE

Ramatuelle
As colinas pacíficas e exclusivas na bela Ramatuelle.

Aqui, refugiam-se os que preferem o anonimato, alto estilo e requinte. O restaurante Kinugawa, ao ar livre e cercado de vegetação exuberante, oferece pratos de fusão mediterrânea e japonesa, além coquetéis criativos.

ANTIBES

Antibes
O fascínio medieval das fortalezas e pedras na romântica Antibes.

Tem atmosfera medieval, com fortalezas e ruelas de pedra. Na parte velha da cidade há praias pequenas e com areia dourada, como Gravette . Já no outro extremo da cidade, com faixa de areia maior, estão La Salis e Plage du Ponteil. O passado greco-romano de comércio foi superado com as férias de celebridades como Charlie Chaplin, Marlene Dietrich, F. Scott Fitzgerald, após os anos 1950.
No lado da praia Juan-les-Pins está o moderno Palais des Congrès, e do outro a Catedral de Antibes. A culinária popular é famosa pelo ratatouille (legumes e caldo de peixe). Passeio de barco a partir de Port Vauban. Visitem: Cap d’Antibes, o Museu Picasso (no castelo), o Mercado Provençal e o Farol de La Garoupe. Evitem Juan-Les-Pins que tem praias lotadas de turistas. No restaurante Eden-Roc Grill, do Hotel du Cap, do terraço desfruta-se da vista ao mar, é lugar pra ver e ser visto! Jantar no famoso e badalado Mamo, também está no auge.

CAP D´ANTIBES

Cap D'Antibes
Luxo, privacidade e as praias de pedras intocadas de Cap d'Antibes.

É uma península (quase uma ilha) de luxo e natureza na Riviera FR, longe dos holofotes de Cannes e Nice. Famosa por suas vilas suntuosas, o lendário Hôtel du Cap-Eden-Roc, enseadas rochosas, praias escondidas - como a Baía dos Bilionários, e a trilha costeira cênica Sentier Littoral, oferecendo uma mistura de exclusividade e beleza natural preservada. É aqui onde o m2 é o mais disputado e caro da Riviera FR!

Em St-Jean-du-Cap-Ferrat está o restaurante Paloma Beach, acessível somente por mar (com lancha ou iate), junto com a praia Plage de Passable, contam com atmosfera descontraída e charmosa.

Beach Club Baba, do Cap d´Antibes Beach Hotel, está ao lado do restaurante Les Pêcheurs (1* Michelin) - fundado em 1960 e frequentado por Brigitte Bardot, Sophia Loren e Cary Grant - em ambiente elegante cercado por palmeiras. O Baia Bella Beach Club, em Beaulieu-sur-Mer, é voltado para família e tem proposta slow food.

SAINT-PAUL-de-VENCE

Saint-Paul-de-Vence
As encantadoras ruelas artísticas de Saint-Paul-de-Vence.

Cidadela fortificada é a mais fotogênica do Sul da França! Pertence à região administrativa PACA (da qual Marseille é a capital). Descoberta por artistas e intelectuais nos anos 1920, se hospedavam no La Colombe d´Or, como Picasso, Colette, Signac, Miró, Soutine, Matisse ... muitos não tinham dinheiro e pagavam a estadia com suas obras. Chagall morou ali por uns anos, cercado por amigos como Isadora Duncan, Yes Montand, Greta Garbo, Sophia Loren. O legado artístico está nas lojinhas de antiguidades e ateliers no entorno da Grande Place e Rue Grande. Observe os jogadores de petanca (parecida com a bocha italiana). Suba ao Chapelle de Penitents Blancs ao lado de Le Donjon (presídio até séc. 18) e o Museu de História local.
Fora da cidadela, tente uma mesa no restaurante de Alain Llorca (2* Michelin).

Gourdon: cidade a 760 metros acima do nível do mar, oferece uma vista impressionante da Côte d'Azur. Na sequência, aprecie as fascinantes vistas das cascatas de Saut du Loup. Siga para Tourrettes-sur-Loup, vila popular visitada por vários músicos, pintores e escritores na década de 1950. Famosa por seus campos de violetas, este paraíso provençal francês é o lugar ideal para relaxar e esquecer da agitação da cidade grande.

GRASSE

Grasse
Grasse e seus campos espetaculares de flores que embalam a perfumaria mundial.

Localizada nas colinas, com variações de altitude, paisagens de oliveiras e flores, é chamada de "varanda do Mediterrâneo". Desde o séc. XVI, são cultivadas flores como Rosa de Maio e Jasmim, essenciais para grandes fragrâncias, tendo desenvolvido know-how único em perfumaria reconhecido pela UNESCO. É lar de grandes casas de perfumaria como Chanel, Dior e outras. Visitar o Museu Internacional do Perfume e fábricas históricas como Fragonard, Molinard e Galimard, é um mergulho no processo de extração dos óleos básicos, química aplicada para obtenção dos perfumes. Atualmente, também são importadas flores de outros continentes. Siga ao centro medieval, para conhecer a rica história do séc. XVII e XVIII, com ruas estreitas e vistas panorâmicas, especialmente em sua Catedral.

COTE D´AZUR

NICE

Nice
O mar inesquecível de Nice beijando a imponente Promenade des Anglais.

Centro da Riviera FR, é a quinta maior cidade do país, tendo um dos aeroportos mais movimentados da França. A cidade é a convergência da cultura italiana e francesa, resultando em uma arquitetura que harmoniza o opulento com o mediterrâneo. A elegância do neoclássico, belle époque e art noveau, de 1824, se vê nos edifícios ao longo dos 7 km da Promenade des Anglais, com o patrocínio de nobres ingleses que passavam as férias de inverno ali. O charme fica entre a Place Masséna {onde estão as 7 figuras humanas coloridas, sobre pedestais, iluminadas à noite, chamadas Conversation à Nice} até o Hôtel Negresco; assim como nas igrejas barrocas e na Catedral Sainte-Réparate, sob forte influência genovesa e piemontesa, refletindo sua história como parte da Saboia, antes da França.

As raízes romanas em Cimiez (como era chamada) estão nos vestígios de termas e anfiteatros. Até 1860, Nice era chamada Nizza, pois pertencia à Itália. Giuseppe Garibaldi - que lutou na Guerra dos Farrapos no sul do Brasil, nasceu em Nice, em 1807. Na cidade antiga há uma praça chamada Garibaldi em sua homenagem.

A cidade antiga de Nice, Vieille Ville, é completamente diferente da nova, com ruas estreitas e labirínticas, prédios baixos de cores fortes, ferrosas (terracota), tudo muito bem preservado, cuidado e limpo. Do alto da colina do Castelo (ruínas) se vê claramente o limite entre uma e outra (pode-se subir por elevador ou rampas/escadas, ao lado do Hôtel Suisse), sem deixar de ver a cascata. O Château de Crémat, antigo castelo e renomado, exemplifica a arquitetura histórica e a produção de vinhos.

Destaque para a Rue du Pont Vieux e a Rue de la Préfecture, onde está o Palais Royal - construído no séc. XVII para abrigar governadores e os príncipes da Savóia, quando estavam em Nice. Incrivelmente, algumas lojas ainda têm arcos ogivais nas suas fachadas, restauradas (é claro), que datam de tempos medievais. No Le Port, o colorido do bairro é espetacular, com fachadas perfeitamente conservadas. A marina é meticulosamente organizada, entre barcos de pesca, iates com bandeiras inglesas e francesas que dão um charme especial ao local. A dica aqui é fazer o city tour num tuk-tuk (bicicleta), tendo como guia um residente, provavelmente, de família provençal.

Caminhar pelo calçadão, entre a Colina do Castelo (Colline du Château) e o porto, até a beira do mar de Nice é ver tons de azul diferentes dependendo da hora do dia. Na Promenade du Paillon, o parque com belo projeto paisagístico, é conhecido por se caminhar entre os chafarizes e jatos d´água (à noite tem iluminação especial). O edifício do Museu de Arte Moderna contrasta com os imóveis do entorno. Le Cours Saleya e Marché Aux Fleurs: todas as manhãs (exceto às segundas-feiras) é montada uma feira, a partir das 8:00h, de antiguidades, flores, artesanato, comidas típicas e artistas locais. Aqui estão os residentes nativos. A loja A L´Olivier é pra quem gosta de produtos gourmet.

Nice é conhecida como um museu a céu aberto, pois seu projeto artístico conta com 223 obras ao ar livre (de 13 artistas diferentes), colocadas perto das paradas de bonde (tram). É impossível resistir às compras nas centenas de lojas da Avenue Jean Medecin, ou no quadrilátero das ruas de pedestres! São boutiques com artigos regionais, lojas de grife, magazines famosos, salões de beleza, restaurantes ... tem de tudo para todos os bolsos e gostos.

Para regrar e ordenar o volume exponencial de veículos atuais no centro comercial, a prefeitura colocou barreiras (tipo sarjeta) entre a calçada e a via, para proteger os ciclistas (muito comum nas cidades europeias) e os carros estacionados nas ruas (vagas são cobradas com parquímetro). Há um século, os edifícios eram para uso residencial, sem carros. Pedestre cruzando faixa tem preferência e os motoristas param mesmo, e sem buzinar! Quase não se vêem veículos avariados trafegando em ruas estreitas e lotadas. Ver a manobra para estacionar o carro numa vaga (rara) é assistir um show de direção.

Num dia ensolarado, a praia badalada Ruhl Plage se transforma em elegante local para tomar uns drinks ao pôr do sol com música ao vivo. O beach club Bocca Mar, tem cena social agitada com DJ, decoração de vime e bambu.

EZE

Eze
Eze e a sua vista cinematográfica no alto da montanha.

O vilarejo medieval fica a 9 km do luxo de Mônaco e quase 500 metros acima do mar. Apenas 3 mil habitantes vivem ali. Suas ladeiras íngremes, com piso de pedra desgastadas e escorregadias, estão repletas de bougainvilles e aroma de jasmim. O filósofo Nietzche residiu na aldeia no séc. 19, onde escreveu “Assim Falou Zaratustra”. Carros não passam pelo portão do séc. 14. Durante o dia, os turistas visitam as ruínas do antigo Castelo, igreja Notre-Dame, as casas medievais e lojinhas de artesãos. À noite, volta a calma da pacata aldeia. A “cabra dourada” é venerada na região (pesquise sobre a lenda). Walt Disney tornou esse vilarejo conhecido, seguido por Marlene Dietrich, Elizabeth Taylor, Lauren Bacall, Robert de Niro e mais recentemente por Jennifer Lopes.
Restaurante Gourmet La Chèvre D´Or (2* Michelin), no exclusivo hotel Relais & Chateaux, exalta os produtos regionais. No restaurante do Chateau Eza será servida gastronomia provençal.

Villefranche-sur-Mer, baía em forma de ferradura, fica abaixo de Eze. Anjuna Plage é praia privativa. Tem restaurante famoso, onde também ocorrem festas com DJ durante o verão.

MENTON

Menton
As casas espremidas na colina e o sol constante em Menton.

Esta cidadezinha ao lado de Nice, é destino de veranistas de classe média de cidades grandes da FR, devido ao seu microclima ensolarado. Menton fica quase na divisa com a Itália (Ventimiglia) e é conhecida por ser a cidade dos limões. Suas construções estão apinhadas numa colina com vista para a marina – importante renda econômica da cidade. Em fevereiro acontece a Fête du Citron (festa do limão) quando outros lugares do mundo, pessoas e objetos são retratados com limões. Há vários restaurantes na orla, assim como o Museu Jean Cocteau. Na Promenade du Soleil os banhistas aproveitam a praia de cascalho! Nas ruas estreitas do centro histórico, com prédios em tons pastel com toque italiano, há lojas variadas.

MONACO

Montecarlo
A exclusividade e o altíssimo padrão na incrível Montecarlo.

É o segundo menor país do mundo, com apenas 2km2 na Riviera Francesa, a 20km (30 minutos) de Nice (FR). O acesso por voo ao Principado de Monaco é só pelo aeroporto Cote d´Azur de Nice.

Com belíssima vista da encosta, pela Via Grand Corniche, passando pela cidadezinha La Turbie, segue-se pela Corniche Moyenne (acesso a Eze), até Basse Corniche (acesso a Saint-Jean-Cap-Ferrat - onde ficam os jardins Ephrussi de Rothschild. Muitos residentes chegam de helicóptero, privilegiados com a vista do mar espetacular da Riviera Francesa. O idioma oficial é o francês, mas italiano e inglês também são línguas comuns no Principado. Montecarlo é um dos 10 distritos do Principado de Mônaco - a terra dos Grimaldi. Os emblemáticos Hôtel Hermitage (com as termas), em estilo belle epoque, de 1890, e o Hôtel de Paris (onde está o restaurante 3* Michelin, Louis XV, dirigido por Alain Ducasse), são os cartões postais do auge da nobreza.

Mônaco está dividida em 4 distritos (bairros) principais:

  • Montecarlo: só a fachada do Casino já impressiona pela semelhança com o edifício da Ópera de Paris, ambos construídos por Charles Garnier, estando ao lado a Salle Garnier (teatro). No saguão circular da entrada estão 28 colunas de ônix e belos vitrais. A visita guiada é diária por cerca de 40 minutos, das 9h às 13h (compra-se o ingresso na entrada). O casino abre às 14h00 para os jogadores, por isso as fotos não são permitidas.
Curiosidades: Normalmente, cassinos não trazem relógios para que os visitantes não se deem conta da hora e queiram ir embora. Mas antigamente, os frequentadores do Casino não tinham opções de hospedagem em Mônaco. Por isso, relógios eram úteis para quem as pessoas não perdessem a hora dos trens. Outra curiosidade é sobre um quadro, que contém a imagem de três mulheres nuas. Nossa guia nos explica que a figura do meio era uma frequentadora assídua, mas que acumulou muitas dívidas. Para pagá-las, os responsáveis pelo Casino sugeriram que ela posasse nua. Além de pagar a dívida, ela ainda virou uma celebridade do local.

No boulevard Louis II, pertinho do Casino de Montecarlo, há várias obras de arte, com destaque para a estátua Adão e Eva de Fernando Botero e para o admirável mosaico de Victor Vasarely, localizado no topo do Auditório Rainier III.

Ville Monaco
O palácio do príncipe erguido sobre o imponente rochedo de Monaco-Ville.
  • Monaco-Ville se situa sobre o rochedo de 141 metros de altura (não é permitido o tráfego de veículos). A caminhada da subida é cansativa (aprox. 20 minutos para os mais preparados fisicamente), pela rampa de Porte Neuve ou por uma rua lateral (menos íngreme). Valerá o esforço, pois nos vários mirantes veem-se a Port Hercule e a baía de Monte-Carlo.
    O Palácio do PRÍNCIPE, residência oficial, tem algumas áreas abertas à visitação (compram-se os ingressos no local), como Les Grands Appartements. Todos os dias, às 11h55, ocorre a Troca da Guarda dos Carabineiros. Circule pelas ruas estreitas do bairro e siga até a Catedral de São Nicolau - é nesta igreja que estão os restos mortais da Princesa Grace (na lápide está Gratia Patricia) e do Príncipe Rainier. Caminhe pela borda da muralha na Ruelle Sainte-Barbe, só para pedestres com vistas cinematográficas para o Port de Fontvieille. Por ali estão os Jardins Saint Martin, construídos em 1816, com obras de arte espalhadas nas alamedas. O Museu Oceanográfico de Mônaco foi construído em 1910, dedicado às artes e para a ciência. A construção tem 85 metros e hoje conta com o maior recife de corais do mundo, com 400 m3 de água e mais de 6.000 espécies. Do terraço panorâmico se tem vista incrível para todo o Principado. Siga para o Jardin Exotique, que abriga coleção de plantas suculentas de todo o mundo, construído em 1922. Villa Paloma é o novo Museu Nacional de Mônaco.
  • Fontvieille: é onde os monegascos (residentes) vivem sua rotina mais tranquila que na super turística Montecarlo. Um dos conceitos do Principado de Mônaco é que as obras de arte ocupam lugares públicos, nas ruas ou nos jardins. São mais de 100 obras de artistas contemporâneos, como o de Marcos Marin. É neste distrito que fica o Roseiral da Princesa Grace - criado pelo Príncipe Rainier III em homenagem à sua esposa, composto por mais de 300 espécies diferentes de rosas, nos 5.000 m² de área do parque. No Port de Fontvieille tem o melhor visual do país. Seguindo o caminho, há mais esculturas no Jardim da Unesco e mais à frente (ou melhor, acima com elevadores e escadas rolantes) se encontra a coleção de Carros do Príncipe.
  • Condamine: visite o Mercado na Place d´Armes, onde tem várias opções de refeições leves.

Boulevard Albert 1er é a famosa avenida onde acontece a largada do Grand Prix de Mônaco. Essa estância luxuosa e glamorosa, recebe celebridades que estão nas capas das melhores revistas mundiais, frequentam as praias, o casino e bares da alta sociedade, por isso esse país reúne os atrativos ideais para realização de Fórmula 1 no Circuito do Mônaco. Uma estátua em homenagem ao piloto Airton Senna é visitada pelos aficionados pelo esporte automotivo.

Para chegar à única praia do país, Larvotto, pode-se visitar o pequeno Jardim Japonês, criado em 1994.

Outro programa diferente e cinematográfico é alugar um carro antigo e conversível, como um chique Rolls Royce Corniche, e circular pelas ruas de Mônaco como nos filmes, a procurar o ponto exato onde foi filmada a cena do Ladrão de Casaca (“To Catch a Thief”, 1955), em que Grace Kelly e Cary Grant fazem um pic-nic com uma vista incrível de Mônaco ao fundo. Foi no mesmo ano da realização desse filme, que Grace Kelly conheceu o Príncipe Rainier no Festival de Cannes e se tornou a Princesa de Mônaco. Hitchcock não gostou muito de perder uma de suas atrizes favoritas ... Outra parada interessante e cinematográfica é na Route de La Piscine. Ali é o exato ponto onde foi rodada uma das cenas de Iron Men 2, em que o Homem de Ferro duela com o vilão interpretado por Mickey Rourke.

Alguns restaurantes: La Vistamar (1* Michelin) no Hôtel Hermitage; Blue Bay (1* Michelin, no Monte-Carlo Bay Hotel) é uma jornada sensorial entre o caribenho e mediterrâneo; The Grill (no topo do Hôtel de Paris); saboreie frutos do mar no Twiga, onde está o Crazy Frish, criado em 2017 por Flavio Briatore, daí a influência italiana; La Maree prepara frutos do mar com vista impressionante da marina; Para os mais descolados, o Coya Resturant, funde a gastronomia peruana com asiática.

  • Para obter a residência em Monaco é necessário ter empresa registrada no país, com capital social mínimo de EUR 5,000.000,oo , duplicando o valor a depender de cada tipo de negócio, sendo obrigatório o depósito de 25% em banco local. Portanto, os estrangeiros residentes são CEO (presidentes de corporações multinacionais).
  • Só é cidadão monegasque o nativo e descendente de família tradicional local.
  • Filhos nascidos em Monaco de residentes de outras nacionalidades não têm direito à cidadania!
  • A renda do Príncipe Albert II é oriunda dos impostos (10%, sendo que metade vai para o Estado e a outra metade revertida em manutenção das áreas públicas e imóveis governamentais.
  • A maioria dos trabalhadores em hotéis, comércios e serviços veem diariamente da França ou da Itália.
  • O país é seguro, tendo a menor criminalidade do mundo, devido ao controle estatal via câmeras espalhadas em todos os quarteirões, checagem de passaportes (é obrigatório levar o seu quando for visitar o Principado).
  • Pelo restrito território, as residências são apartamentos em edifícios verticais, a maioria com sacadas voltadas para o mar.
  • O custo de estadia de um super yacht na marina pode variar de EUR 150,000 a EUR 500,000 por dia, dependendo do comprimento da embarcação.

Transcrição e dição: Romy Viagens
Fontes: experiência em viagem, e organismos oficiais de turismo de cada cidade.
São Paulo, dez/2025.