Alemanha de Norte a Sul - Romy Viagens
Dicas de Viagens

ALEMANHA DE NORTE A SUL

Romy Daher | Agosto, 2026

ALEMANHA

Entre o Mar do Norte e o Mar Báltico (pontilhado de ilhas), segue-se uma vasta planície entrecortada por colinas e lagos; em prosseguimento tem-se uma região montanhosa central, coberta por densas florestas e cortada por grandes vales fluviais, para finalmente terminar ao sul com a cadeia montanhosa dos Alpes. Seus onze estados (Alemanha Ocidental) formam a República Federal da Alemanha: Baden-Württemberg, Baviera, Berlim, Bremem, Hamburgo, Hessen, Niedersachsen (Baixa Saxônia), Nordhein-Westtalen (Renânia do Norte-Vestfália), Rheinland-Pfalz (Renânia-Palatinado), Saarland (Sarre), Schleswig-Holstein; que juntaram-se, graças à reunificação, aos cinco novos estados do leste: Bradenburg, Mecklenburg-Vorpommern, Sachsen-Anhalt, Thüringen (Turingia) e Sachsen (Saxónia) - estes últimos ainda se encontram em processo de modernização.

Desde o início foi um país federalista. O desenvolvimento em um estado nacional centralizador - como é o caso de numerosas nações vizinhas - nunca foi totalmente alcançado. No início, há 2.000 anos existiam apenas povos germânicos isolados: saxões, francônios, suábios e bávaros, que até hoje determinam o caráter popular das regiões alemãs. Em seguida vieram os romanos, que incorporaram as partes ocidentais e meridionais da Alemanha ao seu próprio império. Quando o poder de Roma se desintegrou, surgiu há cerca de 1.000 anos, após o período intermediário do império carolíngio, o "Sacro Império Romano da Nação Alemã" -uma coligação flexível de senhores feudais, que elegiam um imperador. Dentro deste império os principados alemães se fracionaram cada vez mais. Por fim, havia cerca de 350 estados isolados, a maioria dos quais constituída de "estados-anões". Como consequência da Revolução Francesa e das guerras napoleônicas, este império teve seu fim em 1806. A nova ordem do séc. XIX levou a uma união nacional: em 1871 os 25 estados alemães remanescentes foram unificados sob a direção da Prússia, formando o Império Alemão.

O fim da I Guerra Mundial ocasionou a divisão do território alemão em leste e oeste. Como consequência, surgiu no lado ocidental a República Federal Alemã, constituída por 11 estados, e a República Democrática Alemã na parte oriental. Em 1990 os dois países foram reunificados, com a anexação dos cinco estados pertencentes à ex República Democrática Alemã à República Federal, que assim totalizou 16 estados federais. A história federalista da Alemanha oferece numerosos núcleos culturais, que tiveram origem nos inúmeros palácios, castelos, belas residências, cidades menores e maiores que nos foram legados pelos condes, príncipes, duques, bispos e reis de eras passadas, podendo-se contemplar este passado através de ruínas romanas, igrejas, mosteiros e catedrais da época imperial, fortalezas da época dos cavaleiros, orgulhosas cidades medievais, castelos principescos e parques da época barroca, além dos inúmeros museus que reúnem desde os fatos mais longínquos da nossa história até a atual realidade europeia.

HAMBURGO

Hamburgo
Os belíssimos canais e a vibrante atmosfera de Hamburgo.

Segunda maior cidade da Alemanha, às margens do Rio Elba, daí tantos canais e 2.500 pontes, e as atrações principais para visitarem são: Warehouse Speicherstadt (distrito dos armazéns, maior complexo contínuo do mundo), Museu Wunderland de Miniatura (o maior do mundo), fotografar o novo Music Hall, Mercado de Peixe St Pauli (entre 4h30 e 9h00 da manhã), igreja St Michael, edifício da Prefeitura (Rathaus), igreja luterana St Catherine, Museu Marítimo, ver o pôr-do-sol no parque Planten um Blomen no lago Alster/Binnenalster, Beatles Tour (às 17h00) pelo Star-Club.

LUBECK

Lubeck
O charme inconfundível de Lubeck, Patrimônio da Humanidade.

Listada como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, está a 65 km de Hamburgo. É vigiada por torres e cercada de água. O portão medieval de Holstein, na cidade amuralhada do séc.15 é uma das heranças. O centro histórico é dominado por prédios em arquitetura gótica e tijolos vermelhos à vista. Caminhem pelos corredores do Gangbuden, no intacto bairro de Koberg do séc.13, a Prefeitura e as montanhas de sal, saboreie um autêntico marzipan.

BERLIM

Berlim
O grandioso e histórico Portão de Brandemburgo em Berlim.

Antiga capital do império é a maior cidade alemã, é o maior símbolo desta nação reunificada. As partes ocidental e oriental fundiram-se em 1989, transformando-a na Metrópole da Europa e capital da Alemanha. A porção ocidental é cosmopolita, com ruas comerciais.

Conheça:

  • Av. Kurfürstendamm, um dos grandes bulevares da Europa. Pare em um café-terraço ou em uma taberna típica.
  • Reichstag - o edifício do Parlamento da Alemanha.
  • Há muitos museus: a Nationalgalerie (Nova Galeria Nacional), Gamäldegalerie Dahlem (Galeria de Pinturas Dahlem), o Agyptisches Museum (Museu Egípcio), a Antikensammlung (Coleção de Antiguidades).
  • A mundialmente famosa filarmônica de Berlim, a ópera e os inúmeros teatros oferecem um vasto leque de espetáculos desde o clássico, ao moderno e avant-modernista.
  • Nos extensos parques e no Jardim Zoológico, os visitantes poderão encher os pulmões com o decantado ar puro de Berlim.
  • Reserve um tempo para visitar o Palácio Charlottenburg, com seus tesouros artísticos e as lembranças da época dos Reis da Prússia.
  • Não deixe de observar as inúmeras construções modernas como o Centro de Congressos ICC, junto à Torre de Rádio, ou o imenso KaDeWe - o maior magazine da Europa.
  • O Portal de Brandemburgo, marco da cidade por 200 anos, hoje é o símbolo da nova Unidade Alemã.
  • Passando-se pelo portal, na ex-Berlim Oriental vê-se a Gendarmenmarkt, Potsdamerplatz e o Pergamon Museum, com seu riquíssimo acervo.
  • Ali, tem início a Avenida Unnter den Linden", histórico e importante boulevard de Berlim, ao longo do qual encontram-se muitos monumentos e obras arquitetônicas os séculos 18 e 19, e a Universidade Humboldt.
  • Junto à Catedral de Berlim, com sua imponente cúpula, aguarda o Museums-Insel (Ilha dos Museus) no rio Spree. Lá, encontra-se uma coleção de museus famosos, tais corno o Altes Museum (Museu Antigo), Alte Nationalgalerie (Galeria Nacional Antiga), Bode-Museum e o Pergamon Museum. Seus valiosos tesouros e raridades valerão sua visita.
  • Às margens do rio Spree encontra-se também o bairro Nikolai-Viertel, o núcleo mais antigo de Berlim.
  • Ao redor da igreja medieval Nikolaikirche há vielas, praças e pátios com casas históricas da burguesia reconstruídas, além de restaurantes.
  • Contrastando com isso, encontramos nas proximidades a praça Alexanderplatz, as construções modernas e a Torre da Televisão de 360 m de altura, assim como a Praça da Academia, com as catedrais alemã e francesa.
  • Pra relaxar, Berlim lhe oferece inúmeras possibilidades em seus pitorescos arredores, com bosques e lagos circundam a cidade, e nos rios Havel e Spree convidam para passeios de barco.
  • East Side Gallery é uma galeria de arte ao ar livre (a de maior duração no mundo) situada em uma seção de 1.113 metros no lado leste do antigo muro de Berlim, que foi preservado da demolição, na rua Mühlenstraße em Friedrichshain-Kreuzberg, ao longo das margens do rio Spree.
  • Sugere-se um tour by night, apreciando os monumentos iluminados, indo à histórica região Potsdamer Platz onde está situado um dos ícones de Berlim, o Sony Center.

POTSDAM

Potsdam
O palácio Sanssouci e a opulência dos jardins de Potsdam.

A 40 km da capital, Berlim é uma atração imperdível ! Além dos palácios, Potsdam também têm uma grande importância para a história mundial, pois foi aí que houve a Conferência de Potsdam, onde os grandes líderes dos países vitoriosos da II Guerra iriam decidir como administrar a Alemanha e tentar contornar os efeitos da guerra. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade, Potsdam foi palco do encontro de Truman, Stalin e Churchill para discussão do famoso "Tratado de Potsdam".

Conheça:

  • Parque Sanssouci (do francês: sem preocupação): considerado o "Versalles alemão", este majestoso complexo tem vários prédios e jardins, localizado num grande parque e foi criado no século XVIII por Frederico o Grande, e aumentado no século XIX por Wilhelm IV.
  • A construção mais famosa é sem dúvida é o Castelo Sanssouci, marcado pela personalidade de Frederico, com 12 cômodos era usado no verão. O sonho do rei era cultivar ameixas, figos e uvas nas suas escadarias. Devido ao clima relativamente frio, todas as plantas têm uma proteção de vidro para o inverno. A "Estufa de Laranjas" ou no original La Orangerie, também é outra bela construção que serviria a princípio como palácio para os hóspedes, mas a seguir foi usada como estufa para plantas exóticas. Este palácio de arquitetura renascentista italiana também possuí uma galeria e vale a pena subir nas torres para se ter uma linda vista do parque. A Casa de Chá Chinesa prova a fascinação do rei pela cultura chinesa. Apesar de que este pavilhão também apresente elementos do estilo rococó. Inspirado na arquitetura de palácios italianos, o rei também mandou construir os Banhos Romanos, com seus jardins, arcadas e um lago artificial. Abaixo mais uma construção do complexo: os Novos Aposentos que era um palácio para os hóspedes do rei com seus cômodos suntuosos e salões de festa com estilo rococó.
  • Moinho Histórico em estilo holandês.
  • No Novo Palácio encontra-se a residência real, o teatro, a galeria Pesne e o salão de festas, além da famosa Grottensaal (um luxuoso hall ) . Sua opulência e grandiosidade serviriam como um aviso de que os prussianos estavam mais poderosos do que nunca, depois da vitória da Guerra dos "Sete Anos", na qual eles saíram vitoriosos.
  • Castelo Charlottenhof, um pequeno, mas luxuoso palácio para o príncipe herdeiro Wilhelm IV e sua esposa, com os belíssimos jardins.

COLÔNIA (Köln)

Colônia
As deslumbrantes torres góticas da Catedral de Colônia (Köln).

Entre a Renânia e Norte-Vestfália, no oeste da Alemanha, o Rio Reno despede-se das montanhas Siebengebirge - onde se encontra a conhecida ruína de Drachenfels; as montanhas do Eifel – do passado vulcânico foram cobertas de florestas ricas em caça; e o Bergisches Land - arquitetura em ardósia e enxaimel. Seguindo a planície, a maioria das cidades às margens do Reno foram fundadas pelos romanos. O exemplo máximo é a cidade de Colônia, com tesouros de mais de 2.000 anos.

Fundada pelos Úbios no séc. I d.C., desde os tempos medievais e renascentistas Colônia foi uma das maiores cidades do norte dos Alpes. Colônia foi uma das cidades mais fortemente bombardeadas na Alemanha durante a II Guerra Mundial, com quase 35 toneladas de bombas jogadas sobre seu território, o que reduziu a população em 95%, tanto pela evacuação quanto pela destruição de quase toda a cidade. A reconstrução pós-guerra foi bem-sucedida tendo-se restaurado o maior número de edifícios históricos, resultando numa paisagem urbana mista e única. Com 1.000.000 habitantes é a quarta maior cidade da Alemanha.

Conheça:

  • Kölner Dom, a famosa Catedral tem 157m de altura, em estilo gótico, levou 632 anos em construção. São mais de 10.000 m2 de vitrais coloridos. É local de guarda do precioso relicário dos Três Reis Magos.
  • Museu Romano-Germânico, ao lado da Catedral, é um museu arqueológico com grande coleção de artefatos romanos da época do assentamento romano na cidade.
  • Museu Ludwig: o nome pode lhe remeter ao passado, mas é um museu de arte moderna, com obras de Pop Art, arte abstrata e surrealismo, e tem uma das maiores coleções de Picasso na Europa. Ele também possui muitas obras dos artistas norte-americanos Andy Warhol e Roy Lichtenstein.
  • Centro de Documentação Nazista (NS-Dokumentationszentrum der Stadt Köln) é maior memorial do país para as vítimas dos nazistas. Fundado em 1979, por muitos anos, as atividades do centro eram restritas à pesquisa e acadêmicos. Em 1987, foi aprovada uma resolução apelando para a abertura ao público e o centro tornou-se gradualmente a instituição global que é hoje. Aqui foi a sede da Gestapo - polícia secreta nazista. Surpreendentemente, o edifício sobreviveu ao bombardeio durante a II Guerra Mundial. Após os atentados, os porões do edifício, que tinham sido usados como celas e salas de tortura para trabalhadores forçados e inimigos políticos, foram usados para armazenar arquivos em tempo de guerra e papelada. Ainda podem ser vistas as inscrições feitas nas paredes das celas da prisão por detentos. O edifício foi o local de muitas execuções, bem como mortes devido à superlotação e más condições de higiene.
  • 4711 – Água de Colônia: quem tem mais de 50 anos, certamente, o conhece e já usou! Há várias versões ... Criada em 1792 pelo perfumista Wilhelm Mülhens, ele batizou o perfume "4711" porque a cidade foi ocupada por franceses que mudaram o número das casas. A de Mülhens passou a ser 4711. Assim, 4711 ficou como a água de Colônia. A marca foi expandida para outros produtos para além do original Echt Kölnisch Wasser - que usou a mesma fórmula por mais de 200 anos. Atualmente, a famosa loja tornou-se uma atração turística.
  • Museu do Perfume na Casa Farina: a história diz que em 1709 Johann Maria Farina, um italiano que viveu em Colônia, criou uma fragrância, chamada Eau de Cologne ("Água de Colônia") em homenagem à cidade em que residia. Foi a Água de Colônia criada por esse italiano, que fez a cidade ficar conhecida mundialmente como a "cidade do perfume". Segundo a versão da família Farina, no século XVIII ainda não existiam direitos autorais, portanto, muitas pessoas começaram a copiar a invenção do italiano. A antiga fábrica de perfumes (a mais antiga do mundo) agora abriga o Museu do Perfume, instigando o visitante a sentir aromas variados.
  • Zona arqueológica Praetorium: descobertas no processo de reconstrução após a II Guerra, as escavações mostram ruínas de antiga prefeitura do período romano.
  • Rathaus: o gabinete do Prefeito fica num edifício de 900 anos! Cada adição de estrutura tem estilo da época: salão principal do séc. XIV, torre gótica de séc. XV, pátio renascentista séc. XVI e átrio séc. XX.
  • Praça Alter Marquet é a maior da cidade, com casario todo colorido, e mesas no calçadão de diversos bares e restaurantes.
  • Praça Fischmarkt, às margens do Reno, tem casinhas estreitas, coladas umas nas outras, e muito coloridas. Num destes bares dá pra tomar a Kölsch - cerveja local de cor amarela-palha (parecido com tipo lager pálido), com sabor mais amargo do que estamos acostumados, servida numa caneca de vidro enorme!
  • Na Praça Heumarkt está a estátua do Rei Friedrich Wilhelm III da Prússia, montado em seu cavalo. No período do Natal diversas barracas são montadas e até uma pista de patinação no gelo.
  • Gross Sankt Martin
  • Museu do Chocolate: aberto em 1993, mostra a história do chocolate, desde o início com os olmecas, maias e astecas (ameríndios) até os produtos contemporâneos e métodos de produção. É possível degustar alguns tipos, ver o chocolate ser produzido, e até pedir uma barra customizada com os ingredientes que você prefere (custo extra ao ingresso da entrada). Imperdível é a fonte de 3m de altura onde waffers são mergulhados! A loja dos Lindt fica bem no meio do espaço.
  • Ponte Hohenzollernbrücke: tem 409m de extensão sobre o Rio Reno, tendo sido reconstruída após a II Guerra. É daqui que os turistas tiram fotos inesquecíveis com a Catedral do fundo.
  • Observatório KölnTriangle: do outro lado da ponte, o prédio tem 103m de altura sediando a Agência Europeia para a Segurança da Avição (EASA). No andar superior tem uma plataforma envidraçada que dá vista de 360º da cidade.
  • Passeio de barco no Rio Reno: há diversas opções de navegação panorâmica, ou até com refeição incluída.

O carnaval de Colônia é um dos maiores festivais de rua na Europa, com quase um milhão de festeiros. Começa oficialmente em 11 de novembro às 11h11 e continua até Quarta-Feira de Cinzas (a mesma celebrada no Brasil lá por fevereiro ou março). A Zülpicher Strasse e seus arredores, Praça Neumarkt, Heumarkt e todos os bares e pubs da cidade ficam lotados com pessoas fantasiadas, dançando e bebendo nas ruas.

NUREMBERG

Nuremberg
Nuremberg: A preservação do estilo medieval e pontes cênicas.

O museu histórico mais vivo da Alemanha. Imperadores e príncipes, líderes e seguidores, inventores e eruditos. Protegidas pelo castelo, as atividades de artesãos e artistas floriram na Idade Média. Quem faz esse passeio surpreende-se com a quantidade de construções e monumentos importantes que a cidade tem a oferecer: a vultosa muralha da cidade, igrejas maravilhosas, ricamente decoradas, fontes cheias de fantasia, testemunhos do comércio mundial de épocas passadas.

O que ver e fazer:

  • Castelo Tucherschloss: sua construção iniciou por volta de 1140, sob a regência do Imperador Konrad III, sendo ampliada repetidamente até o século XVII, as muralhas dominam a imagem da cidade. Tão autêntico, parece que os seus moradores acabaram de sair só para dar um passeio.
  • Fembohaus com o museu municipal Nürnberger Stadtmuseum.
  • Já há séculos Nuremberg tornou-se um centro da mecânica de precisão. Os cidadãos ricos podiam até usar os primeiros relógios de bolso, os famosos "Ovos de Nuremberg".
  • Datam dessa grande época também a casa Albrecht-Dürer-Haus, onde o artista passou muitos anos
  • As duas prefeituras belíssimas da cidade.
  • Centro de Documentação Reichsparteitagsgelände, onde os nazistas celebravam suas assustadoras marchas em massa, lembram falsos ideais de grandeza.
  • A sala 600 do Tribunal do Júri no Palácio da Justiça, desde 2010 o museu "Memorial dos Julgamentos de Nuremberg", onde os principais responsáveis pelos crimes nazistas foram julgados e condenados em 1946. Lembranças de manchas negras no passado de Nuremberg, que precisam ser preservadas e sempre serão parte de sua história.
  • Mercado de Natal, o Christkindlesmarkt, em dezembro, há mais de 400 anos faz o centro histórico brilhar com milhares luzes, fascinando crianças e adultos.
  • Museu dos Brinquedos, cujos objetos expostos remontam até a Antiguidade.

ROTHENBURG OB DER TAUBER

A cidade mais simpática, misteriosa e, sim, romântica da Rota Romântica. Uma verdadeira joia. Na minúscula Weikersheim, onde as grandes atrações são seu castelo e o jardim que o cerca a la Versailles. Atravesse as muralhas de Rothenburg, sob a sensação de adentrar um set de filmagens. Erguida há mais de 1.000 anos, a cidadela preserva o clima medieval em suas torres, nos canteiros floridos e nas imponentes fontes, outrora essenciais para proteger a vila dos incêndios. Sabe aquelas pecinhas de madeira com as quais você brincava para criar vilarejos? Pois Rothenburg é uma cidadezinha de armar. Embaixo da torre do relógio há um portão arcado, dois museus chamam atenção: o do Crime, que expõe objetos utilizados para castigar infratores no passado; e do Natal, com os primeiros cartões e enfeites natalinos, alguns do século 15. Mas é a loja do museu, recheada com tudo o que se imagina para decorar a casa, que causa furor aos compradores.

Se um alemão em Rothenburg mandar você para o inferno ("Fahr zur Hölle!"), não tome como xingamento. O Zur Höll é uma taverna tradicional com boas pedidas de slow food (salsichas, costelinha, kebab) para acompanhar os vinhos locais. Na cidade, não deixe de saborear ainda o Schneeballe, bolota de massa frita coberta com chocolate, nozes ou açúcar.

WURZBURG

Wurzburg
Os icônicos vinhedos e a Fortaleza de Marienberg em Wurzburg.

Cercada por parreirais, a capital vinícola da Francônia, produz bons vinhos brancos da uva silvaner, envasados nas Bocksbeutel ("saco de bode", referência ao bojo redondo das garrafas). O Rio Main corta a cidade, e é às suas margens que estão os melhores bares e restaurantes para apreciar o far niente alemão.

O que ver na Alemanha Bachiana: igrejas góticas e barrocas, a Fortaleza de Marienberg, o Palácio Residenz, obra-prima de Balthasar Neumann, o Beckenbauer do barroco germânico. Patrimônio Mundial, o palácio impressiona do teto à escadaria, adornado com um monumental afresco de Tiepolo. Não parece, mas quase tudo o que se vê de antigo em Würzburg, inclusive o Residenz, é reconstrução do que sobrou da II Guerra. Para ver quão bom ficou o trabalho, suba o morro ao lado do forte e visite a Käppele, pérola rococó de Neumann, com rica decoração e uma vista poética do casario cingido pelo Main.

MUNIQUE

Munique
O coração pulsante de Munique e a imponente Prefeitura Neues Rathaus.

Capital da Baviera, se sua estadia aqui for mais longa, prepare-se para se movimentar bastante, entre praças, monumentos, museus de arte, de história e temáticos, teatros, além de uma grande concentração de igrejas.

Conheça:

  • Marienplatz/Neues Rathaus: A bela e vibrante praça que leva o nome da Virgem Maria, localizada no bairro de Altstadt, também é considerada o coração de Munique. Isso porque a maioria dos pontos turísticos interessantes da cidade estão concentrados nas imediações do local. No lado norte dela, por exemplo, você vai encontrar o prédio da Nova Prefeitura da cidade (Neues Rathaus), uma imponente construção gótica do século XIX. O relógio mecânico (Carillon), que fica no alto da torre, executa a disputa (e dança) de bonecos em miniatura em determinadas horas do dia: 11h, 12h e 17h. Nesse momento, todas as atenções e máquinas fotográficas existentes na praça se voltam para o funcionamento do objeto, digamos, um pouco superestimado. Uma boa dica é subir na torre da Nova Prefeitura e se deleitar com a bela vista da cidade, especialmente em um dia de sol. Também não deixe de visitar o prédio da Antiga Prefeitura (Altes Rathaus), que fica do lado direito. O local foi destruído pelo fogo em 1460, reconstruído no estilo gótico entre 1470 e 1480, e completamente destruído novamente durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Odeonsplatz: Essa belíssima e movimentada praça para pedestres, repleta de restaurantes e cafés em seus arredores, abriga o Felderrnhalle, o hall dos heróis, uma imponente construção com três arcos em homenagem ao exército da Baviera. Estátuas de bronze representando os generais mais importantes da época também estão expostas no local, além das esculturas de dois leões rosnando, um de cada lado da escada central (diz a história que um deles rosna em direção ao Palácio da Monarquia, enquanto o outro o faz na direção da igreja Theatiner).
    • Já na parte leste da praça você vai encontrar o Hofgarten, um jardim renascentista que foi erguido durante o reinado do duque Maximiliano I. Fique atento, pois durante o mês de julho alguns concertos musicais a céu aberto costumam ser realizados nesta que é uma das praças mais famosas da capital da Baviera.
  • Viktualienmarkt: é um local supervibrante, repleto de pedestres indo e vindo e de barraquinhas posicionadas umas ao lado das outras. Flores, frutas e legumes frescos são vendidos em grande quantidade nessa charmosa feira, mas o visitante que só estiver de passagem por Munique pode aproveitar a atmosfera do local, além de saborear queijos e vinhos, doces, os famosos pretzels (tradicional pão alemão que tem formato de nó), baguetes e uma infinidade de outras delícias. É nessa praça que também se encontra um dos biergartens mais movimentados da cidade = são jardins voltados para a degustação da cerveja, onde é possível experimentar a bebida, além dos variados tipos de salsicha que fazem parte da culinária da região. A feira fica em uma praça bem no centro de Munique, a 550 metros da Marienplatz.
  • Igreja de Nossa Senhora (Frauenkirche): Este é, com certeza, um dos cartões-postais mais conhecidos de Munique. Isso porque as duas torres da catedral gótica podem ser vistas de diversas partes da cidade e, por isso, são tidas como pontos de referência. A pedra fundamental da igreja foi instaurada em 1468 e o prédio todo foi construído em um período de 20 anos (um recorde para a época). As duas torres medem 99 metros e, segundo informações obtidas, nenhuma nova construção da cidade pode atrapalhar a visão da catedral sob determinação prevista na lei local.
    • Apesar de ter sido seriamente danificada por ataques aéreos durante a Segunda Guerra Mundial, boa parte do acervo artístico da Frauenkirche permaneceu intacta. É lá que o visitante irá encontrar o belíssimo túmulo do imperador Ludwig IV da Baviera, além de algumas obras de arte interessantes, como uma pintura de Jan Polack (1510) e um retábulo feito por Friedrich Pacher (1483). A Catedral de Nossa Senhora fica nas mediações da Marienplatz. Fique atento, pois em algumas épocas do ano é possível subir até o topo da torre sul.
  • Igreja de St. Peter (Alter Peter): Os mais de 300 andares que levam o visitante até o topo da torre da igreja de São Peter parecem árduos, porém a belíssima vista de Munique sob os mais diversos ângulos compensa cada minuto de esforço. Se as condições climáticas estiverem favoráveis, é possível visualizar até a região dos Alpes da Baviera (Zugspitze). Chegue cedo, a fim de evitar filas, e tenha um pouco de paciência ao subir e ao descer as estreitíssimas escadas.
  • Igreja Theatiner (Theatinerkirche): A imponente construção localizada a oeste da Odeonsplatz começou a ser erguida em 1663 e no local encontram-se os restos mortais da família Wittelsbach, governante da Bavária de 1385 a 1918. A fachada amarela, em estilo rococó, foi criada por François de Cuvilliés, enquanto o belíssimo interior, todo na cor branca, está repleto de colunas coríntias, elementos em estuque e obras de arte diversas. A igreja está aberta à visitação durante o ano todo, porém a cripta real só pode ser visitada de maio a setembro.
  • Jardim Inglês (Englischer Garten): Se você adora estar em contato com a natureza, não pode deixar de conhecer o Jardim Inglês (Englischer Garten). O belíssimo parque, um dos maiores em área urbana do mundo, é dividido em duas partes: a norte, com três quilômetros de extensão, e a sul, com um total de dois quilômetros. Além de belas paisagens naturais, repletas de verde, o visitante irá encontrar uma extensa área onde estão restaurantes e os tradicionais biergartens (jardins onde é possível degustar a tradicional cerveja alemã). Um desses biergartens, por exemplo, está localizado no belíssimo Chinesischer Turm, uma estrutura de 25 metros de altura similar aos templos do império chinês. O local foi destruído na Segunda Guerra Mundial, mas reconstruído logo em seguida. Uma casa de chá japonesa também pode ser vista no parque, onde tradicionais cerimônias são realizadas regularmente. Outro local imperdível é o templo em estilo grego Monopteros, onde as pessoas costumam fazer uma pausa para admirar o pôr do sol.
  • Campo de Concentração de Dachau: Foi na pequena Dachau, cidade que fica a cerca de 20 km de Munique, que os nazistas implementaram um dos primeiros campos de concentração da Europa, em 1933. Os números são assustadores: em 20 anos de existência, mais de 200 mil pessoas vindas de todas as partes da Europa foram encarceradas e 41,5 mil foram mortas. Em 29 de abril de 1945, os sobreviventes das atrocidades cometidas no local foram libertados por tropas dos Estados Unidos.
    • A visita ao campo de concentração de Dachau é um mergulho na parte mais triste e sombria da história da Alemanha, mas vale a pena. Durante a visita, é possível conhecer toda a história do campo de concentração, como viviam e eram tratados os prisioneiros, depoimentos de sobreviventes, textos e vários objetos da época. Um memorial judeu, além de templos pertencentes a outras religiões, também foi instalado com o intuito de homenagear aqueles que padeceram no local.
  • Hofbräuhaus: A mundialmente famosa cervejaria alemã foi fundada pelo Duque William V em 1589. Localizada no coração de Munique, muito próxima à Marienplatz, a Hofbräuhaus é parada obrigatória para aqueles que desejam experimentar cerveja de qualidade em um ambiente altamente típico, com decoração rústica, garçons e garçonetes vestidos a caráter, muita música alemã e animação. O estabelecimento que reúne bar, restaurante e ponto turístico em um só local tem capacidade para 3 mil pessoas e, inclusive, tem em seu histórico o registro da visita de clientes muito famosos, como Mozart e Lenin. A comida é um capítulo à parte e vale a pena ser experimentada; além disso, os preços são bastante acessíveis. Delícias da culinária da Baviera, como a carne e o joelho de porco, além das salsichas, são imperdíveis. Alguns destaques do cardápio são as Weisswurst, ou salsichas brancas, que são fabricadas no local. A porção com duas (acompanhadas de um delicioso molho de mostarda) sai por 4.90€. Já o Suckling pig, carne de porco crocante servida com o típico bolinho de batatas, custa 10.90€. São sete tipos de cervejas ao todo, servidas em tradicionais e enormes canecas de vidro (sempre à venda).

GARMISCH e Partenkirchen

Garmisch e Partenkirchen
As casas com afrescos e ruas preservadas em Garmisch-Partenkirchen.

Originalmente, eram duas cidades separadas que se uniram para sediar as Olimpíadas de Inverno da Alemanha, dando origem a Garmisch-Partenkirchen, chamadas localmente de GaPa. No entanto, ainda pode-se conhecer o centro histórico de cada uma, pois eles ficam bem separados (vá de carro porque a caminhada é longa).

Conheça:

  • Kurpark = caminhe nos calçadões e ruas antiquíssimas, com casas perfeitamente conservadas e lindos afrescos nas fachadas.
  • Ludwigstrasse (em Partenkirchen) = casas com fachadas decoradas com temas religiosos – Oberamergau.
  • Frülingstrasse = algumas casas são do ano 1298. Na fachada de uma das casas dessa rua há uma lista com o ano de nascimento e morte dos seus moradores, desde o ano de 1436! Já a rua Loisachstrasse tem uma moradia com a fachada mais florida que vimos até hoje. Por sua vez, a rua Fürstenstrasse, tem casas do ano de 1600, com as fachadas pintadas lindamente. Uma, de cor cinza, é especial: uma das janelas não é de verdade. É uma pintura com dois homens debruçados.
  • Estádio Olímpico De Esqui, onde ocorreram as olimpíadas de inverno em 1936 e 2008.
  • Nos arredores: Alphach Gorge (garganta escavada pela natureza, com quase 700 m de altura/profundidade; leve capa de chuva, calçados adequados e câmera fotográfica), Eibsee e o Zugspitze (a mais alta montanha da Alemanha).

FUSSEN

Castelo de Neuschwanstein
O conto de fadas em forma de arquitetura: Castelo de Neuschwanstein.

CASTELO NEUSCHWANSTEIN: a última extravagância construída pelo Rei Ludwig II da Bavária, fica situado no topo da colina e cercado pela floresta, podendo-se subir de charrete, a partir da Ponte Marienbrüke, onde há uma vista espetacular para a construção. A decoração com as paredes cobertas de ouro e os belos afrescos produzidos por famosos pintores da época, são impressionantes e de tão maravilhosos que inspirou Walt Disney a construir o Castelo da Cinderela, erguido em 1955 na Califórnia. o Castelo de Neuschwanstein parece um transatlântico ancorado nos Alpes, mas é dentro que se tem a noção de sua preciosidade. Mármore, porcelanas, pedrarias, ouro e pinturas baseadas nas óperas de Wagner decoram as salas.

Ludwig morreu antes de ver o Neuschwanstein pronto. Considerado louco, foi destronado em 1886 e, no mesmo ano, encontrado morto. Também produtos de sua excentricidade, o Castelo de Linderhof e o Palácio de Herrenchiemsee, ambos a leste da Rota Romântica, teriam levado o reino à falência. Ironicamente, o espólio do rei é hoje a principal fonte de renda da Baviera.

STUTTGART

Stuttgart
A cidade dos automóveis e da Schlossplatz em Stuttgart.

Capital do estado alemão Baden-Württemberg, sexta cidade mais importante do país, é o berço das Mercedes-Benz e Porsche (para os amantes de veículos as visitas aos museus é imperdível!). Há muitos atrativos além do centro industrial, como: agitado centro cultural pela famosa companhia de ballet e a orquestra da cidade.

  • Na Schlossplatz fica o palácio (com belíssimo jardim projetado no séc. XIX) e o Jubiläumssäule, uma coluna erguida em 1846 para comemorar os 25 anos do reinado de Guilherme I.
  • O Neues Schloss, Novo Palácio, foi construído entre 1744 e 1793. Hoje, o Neues Schloss abriga os ministérios do governo estadual e não é aberto para visitação. O Altes Schloss, Palácio Antigo, ganhou a forma que tem hoje com uma ampliação do antigo castelo que existia no local, em 1325. Outra reforma realizada entre 1553 e 1578, originou um pátio cercado por 3 andares. Hoje, o Altes Schloss abriga o Württembergisches Landesmuseum.
  • A rua principal, könistraBe, de pedestres, é cheia de de lojas, tendo sido estabelecia no início do séc. XIX. Neste local, ficado o antigo portão da cidade: Königstor.
  • Rathaus, onde fica a Câmara Municipal de Stuttgart, tem arquitetura pós-guerra, construída em 1956. A atração deste edifício é o elevador sem porta.
  • Em janeiro de 1914, foi inaugurado o mercado de Stuttgart – Markt Hall - com mais de 400 barracas, no mesmo local que já existia comercio de alimentos desde meados de 1300. Rapidamente se tornou o centro comercial central da cidade.
  • O bairro Bohnenviertel é ótimo lugar para passear, entre restaurantes e lojas. O bairro está cheio de lojas de antiguidade, artesanatos, joias exclusivas, e até um hospital de bonecas. O bairro foi criado em 1415, na parte mais pobre de Stuttgart. Nele viviam artesãos que precisavam de água para trabalhar, como curtidores, tintureiros, açougueiros, e os artesãos que trabalhavam com risco de fogo, como ladrilhadores e ferreiros. A dieta dessa parte da população era basicamente, feijão, daí que vem o nome do bairro Bohnenviertel, que significa bairro do feijão. Por volta de 1970, a população expressou um interesse em recuperar essa área sem destruir seu caráter único e típico. Hoje é uma área onde não se pode fazer nenhuma alteração de fachada.
  • Stadtbibliothek, a biblioteca modernista, teve prédio construído em 2011, do projeto de arquiteto coreano. Do lado de fora, o prédio parece um cubo, sem graça, mas por dentro, tem um vão de 14 metros de altura iluminado apenas por uma janela de cima, cercado por livros e escadas, fazem o espetáculo.
  • A torre de TV de Stuttgart - Fernsehturm –– foi inaugurada em 5 de fevereiro de 1956, e impressiona com seus 217 metros, numa parte alta da cidade, distante do centro. No topo da torre tem um café e restaurante, bastante concorrido.
  • É por ali a região de vinhedos, que produz ótimos vinhos os melhores vinhos brancos da uva Riesling.

Fontes: experiências de viagens, e órgãos de turismo das cidades.