Costa Amalfitana e Campania - Romy Viagens
Dicas de Viagens

COSTA AMALFITANA E CAMPANIA

Romy Daher | Agosto, 2026

COSTA AMALFITANA

RAVELLO

Ravello
As deslumbrantes paisagens e jardins de Ravello com vista para o mar Tirreno.

O flagelo das invasões bárbaras, que chegou na Itália durante o V d.C., em seguida à queda do Império Romano do Ocidente, provocou nessa zona a fundação de Ravello, pois os cidadãos fugiam da costa e da capital, Roma. Ali chegaram várias famílias de nobres romanos que, com a construção de palácios e muralhas formaram o primeiro núcleo de Ravello. A cidade chega no máximo esplendor entre o séc. X e o XII, tornando sede episcopal em 1083 e, seguindo o desenvolvimento comercial da vizinha Amalfi, foi saqueada pelos pisanos em 1135.

Ravello passou por um período de decadência que durou até o séc. XVII quando foi redescoberta e incluída como meta importante entre os viajantes da época. Na segunda metade do 1800 esteve Richard Wagner, que ali obteve inspiração para compor algumas de suas obras, fazendo nascer uma forte ligação entre Ravello e a música, que era renovado pelas visitas nos séculos passados de Giuseppe Verdi e Arturo Toscanini, e com a presença de um Ravello Festival (música clássica, artes e cinematografia) que se realiza na Vila Rufolo a cada ano. Em Ravello bastam o próprio lugar e o esplêndido panorama sobre mar Tirreno para gozar de deliciosos momentos.

Imperdível visitar: o Complexo Francescano, com a importante biblioteca anexada, fundado pelo mesmo santo na visita em Ravello e Amalfi no séc. XIII, e as igrejas de Santa Maria a Gradillo (XI), de San Giovanni del Toro (XI) e da Annunziata. Também, merece uma visita na Vila Rufolo, um templo que se abre até o mar, atualmente sede do Centro Universitário Europeu pelos Bens Culturais, onde se realizam importantes concertos dedicados a Wagner.

POSITANO

Pela sua posição protegida pelos Montes Lattari e pela sua beleza, era conhecida, desde o tempo dos romanos, como demonstram os restos de algumas vilas romanas. Durante o Medievo, Positano sofreu por causa das numerosas invasões dos sarracenos, que obrigaram a população a refugiar-se nas partes mais altas dos relevos, dando vida aos vilarejos de Montepertuso e Nocelle. Três torres de vigias construídas durante aquele período existem ainda: Torre Fornillo, Trasira e Torre Sponda. O vilarejo passou sob a influência da República Marinara de Amalfi, tornando-se um importante porto, seguindo mais tarde o mesmo percurso de Napoli até o momento da unificação da Itália (1860). Merecem uma visita a Igreja da Madonna dell’Assunta (XII d.C.) que ali vêm celebrada a cada ano no 15 de agosto.

AMALFI

Amalfi
As cores e o charme da lendária República Marinara de Amalfi.

Como relembrado no símbolo da cidade pela escrita “Descendit ex patribus romanorum”, Amalfi foi fundada por alguns romanos que se dirigiam a Costantinopoli. Surpresos por uma tempestade no golfo de Policastro, ancoraram fundando Melphe, da qual se distanciaram, e fundaram Amelphes, isto é, vindos de Melfe. Na mitologia, o nascimento do burgo se coliga com as investidas amorosas de Hércules, o qual amou uma mulher de nome Amalfi, e, que morreu muito cedo. O herói quis então para ela uma sepultura encantadora, escolheu então esta parte de costa e fundou Amalfi.

É de 533 o primeiro testemunho histórico: durante a guerra greco-gótica, Narsete derrotou Teia e Amalfi, passando então ao domínio do Império Romano do Ocidente. Conquistou importância ao tornar-se sede episcopal no VI d.C., permanecendo centro das lutas entre longobardos e bizantinos. Foi nesse âmbito que o último duque, Benevento Sicardo, saqueou a cidade em 836. Como frequentemente acontece, do pior, às vezes, nasce uma das histórias mais magníficas, como a de Amalfi. Em poucos anos entre os dois estados (longobardo e bizantino) relações diplomáticas e com a vitória sobre os saracenos, o burgo conseguiu conquistar a própria independência em 850, com a Proclamação da República.

Amalfi, mesmo sob a influência do Império Romano do Ocidente, foi realmente autônoma como comprova o fato da própria produção de moedas e fazendo as próprias leis. O seu poder marítimo aumentou assim como as próprias riquezas até o séc. VI quando passou para a administração do duque de Salerno (1039) e sob os normandos (1073), chamados pelos amalfitanos contra os salernitanos. Se inseriram na história, chamados a fim de ajudar contra a invasão normanda também os pisanos (1135) que, traindo o pacto, a saquearam. Em 1343 a cidade foi devastada por um maremoto que destruiu grande parte da antiga Amalfi, cancelando a grandeza do passado. O poder marítimo de Amalfi é certamente testemunhado pela Tábuas Amalfitanas. Adotadas no período das nações marinheiras - regulamentava as relações entre armadores, marinheiros e mercantes. Amalfi renasceu graças ao turismo na metade do 1800 e ao turismo de massa desde o século passado e pelo atual a mantiveram no centro de toda a Costa Amalfitana.

Visitem: o maior monumento de Amalfi, depois da beleza da sua baía e do mar, é o Duomo de Santo Andrea em estilo árabe-siciliano, com lindos portais em bronze (1066) com a fachada feita de mosaicos, reconstruída em 1861 após um desmoronamento. Ao lado da igreja está o bonito campanário (1180).

SALERNO

Salerno
O pitoresco golfo e litoral da importante cidade de Salerno.

Principal cidade da Campania, a 54 km de Nápoles, surge sobre o esplêndido golfo ao qual dá o nome. A sua origem se liga às primeiras comunidades helênicas, que chegaram na Itália no VIII a.C. por causa das guerras micênicas com Esparta, ou pela presença dos etruscos que teriam fundado um centro com o nome de Irna. A cidade passou aos romanos em 276 a.C., com a vitória sobre a liga dos povos itálicos durante as guerras santas sucessivamente, ao contrário das outras cidades da região, permaneceu fiel a Roma durante as guerras púnicas, garantindo a si a fidelidade demonstrada pelos muitos direitos administrativos adquiridos que a levaram a um período de desenvolvimento. É nessa fase que se constrói o primeiro castelo por parte dos veteranos de guerra. Depois da queda do Império Romano e das invasões bárbaras, Salerno fez parte do Reino Ostrogodo da Itália, estando no centro da guerra grego-gótica combatida por Bisâncio (535-53), depois da qual o território passou em mãos bizantinas por 14 anos, antes da chegada dos longobardos em 568, que a juntaram ao Ducado de Benevento (646 d.C.).

Mesmo que inicialmente os novos governantes fossem recusados pela população, foi sob os longobardos que Salerno passou por uma fase de esplendor e desenvolvimento econômico que artístico. No ano de 774, o príncipe de Benevento, Arechi II, decidiu transferir a sua corte a Salerno. Para se proteger da chegada de Carlos Magno, fez construir muralhas de defesa. Dessa fase também, a construção da sua realeza e da Igreja de San Pietro a Corte. Em 839, após o confronto interno entre Radelchi e o príncipe herdeiro Siconolfo, foi criado o principado de Salerno, independente de Benevento e confiado ao príncipe com a designação do Imperador Ludovico II, il. Germânico. Desse momento em diante a cidade se desenvolveu ainda mais, tanto que foi cunhado nas moedas “Opulenta Salernum”.

Com vinda dos normandos na Itália meridional, Salerno teve que ceder ao assédio de Roberto, il Guiscardo de Altavilla (1077), o qual tinha antes se casado com a princesa longobarda de Salerno, Sichelgaita (1058), filha de Guaimario e irmã do assediado, o príncipe Gisulfo II. Com Roberto a cidade floreceu novamente tornando-se capital do Reino normando que, depois da conquista da Sicília pelos árabes (1068) e a conquista de Bari pelos bizantinos (1071), se abria rumo ao sul. Nessa fase foram construídas a nova realeza, o Castelo Terracena e o Duomo árabe-normando. Em 1127, a capital do Reino foi deslocada para Palermo. Com a vinda dos svevos, Salerno foi devastada por mão do Imperador Enrico VI (1194), filho de Federico Barbarossa. O motivo de tudo isso foi que os salernitanos, que não nutriam simpatia pela casa sveva, sequestraram Costanza d’Altavilla, futura esposa do Imperador e mãe de Federico II, o stupor mundi. A antipatia prosseguiu sob Federico II, e apenas com o filho Manfredi, o qual fez o engrandecimento do porto, foi curada a ferida.

Com a queda dos svevos e a chegada dos Angioini, Salerno fez parte do Reino de Napoli, que nasceu em seguida à chegada dos aragoneses na Sicília (1282) e à seguinte divisão do Reino da Sicília. Com a queda dos Angioini por mão aragonesa (1442), a cidade foi administrada pela casa dos Sanseverino (XV-XVI), de origem normanda, até a revolta popular chefiada pelo vendedor de peixes Ippolito di Pastina (1647). Seguiram o grande flagelo de peste e um terrível terremoto, em 5 de junho de 1688, que reduziu a cidade a um pequeno vilarejo. O reerguimento chegou com a dominação hispânica e com a difusão dos ideais republicanos, que se concluiu com a unificação da Itália (1860), pela qual os cidadãos participaram ativamente aumentando o número de filas garibaldianas. Durante a II Guerra Mundial, Salerno foi bombardeada pelas forças aliadas, as quais desembarcaram nas praias no dia 8 de setembro de 1943. Logo, a cidade obteve um novo aspecto, hospedando a sede do governo entre 10 de fevereiro a 15 de julho de 1944 (quando Badoglio era o primeiro-ministro).

Veem-se no centro histórico (não tão bem cuidado como em outras cidades): ruelas sem o turismo massivo, caminhem na Corso Vitorio Emanuelle pra ver a Catedral (Duomo) e Templo de Pomona; o no Lungomare (calçadão à beira mar) pode-se pedalar e observar as dezenas de embarcações de passeios (minicruzeiros) e pescadores.

CAPRI

Capri
A deslumbrante Ilha de Capri, refúgio de imperadores e artistas.

A pérola do Golfo, com a forma de uma mulher grávida estendida no mar, é a mais famosa das três ilhas da baía de Napoli. No decorrer dos séculos conquistou imperadores, diretores, políticos, filósofos, atores e gente comum pela sua selvagem beleza e pela sua “dolce vita” que ainda se respira no ar. O seu nome deriva do latim “caprae”, pois ali um tempo as cabras pastavam em grande quantidade. Habitada desde o tempo dos gregos, Capri torna-se famosa durante o Império Romano com Ottaviano, que em 29 a.C. quis para si, roubando-a de Napoli e dando em troca Ischia. Também o imperador Tibério se apaixonou pela ilha, chegando até mesmo a mover a sede administrativa do império, restando por ali 10 anos, desde 27-37 d.C. O medievo foi caracterizado pelas invasões dos sarracenos que de consequência provocaram a construção das muralhas e do castelo a fim de defender os próprios habitantes.
A ilha seguiu o mesmo destino histórico de Napoli, passando aos svevos, Angioini, Borboni até a anexação ao Reino da Itália (1860). Capri é o lugar ideal para quem deseja também uma viagem cultural. A fase grega deixou as suas marcas com as muralhas poligonais, perto da famosa Piazzetta e as escadas Fenice, que coligam Anacapri com Marina Grande. O período romano se nota através das esplêndidas vilas e entre as quais Vila Jovis e Vila Damecuta.

Merecem uma atenciosa visita o Arco Natural e a Certosa de San Giacomo (séc. XIV). O cartão postal da ilha é a Grotta Azzurra (Gruta Azul), “descoberta” no séc. XIX, tornando-se famosa através das inumeráveis descrições feitas por artistas, poetas e escritores que a visitaram.

CAMPANIA

Campania

NÁPOLES

Capital da região da Campânia, é conhecida por ser rica em história, artes, cultura, arquitetura, música e gastronomia. Há mais de 2800 anos que desempenha um importante papel na península italiana. Na costa oeste de Itália, está no meio de duas importantes áreas vulcânicas: o monte Vesúvio e Campi Flegrei, o super vulcão adormecido no golfo de Pozzuoli.

Visitando a cidade não deixe de ver:

  • Duomo: Consagrado a São Genaro, o Duomo de Nápoles foi construído entre 1294 e 1323, mas a sua fachada é quase totalmente datada do século XIX. A nave central é delimitada por antigas colunas, sobressaindo diversos monumentos evocativos de antigos governadores e pinturas de Lanfranco e Domenichino. Aqui repousam as relíquias de São Genaro, o protector da cidade e mártir no ano 305: a sua cabeça, num busto de prata dourada, e também pequenos recipientes com o seu sangue congelado (que se liquefaz milagrosamente três vezes durante o ano). O túmulo do santo está colocado na capela Carafa, construída de 1497 a 1506.
  • Monte Della Misericordia: nesta igreja octogonal, datada do século XVII, está uma das obras mais importantes de Caravaggio, Sete Obras de Misericordia (1607). Na sua galeria de arte encontram-se, ainda, obras de Luca Giordano e de Mattia Preti.
  • Sansevero: pequena capela do século XVI que serve de sepulcro aos príncipes de Sangro di Sansevero. Com simbolismo cristão e maçónico, abriga notáveis esculturas do séculos XVIII, como A Modéstia, de Antonio Corradini, A Ressurreição do Príncipe, de artista desconhecido, ou O Cristo Morto, de Giuseppe Sanmartino, uma figura em alabastro sob um véu de mármore. Na cripta podem, também, ser vistos os resultados de alguns dos estudos do príncipe Raimundo, um alquimista do século XVIII, que realizou terríveis experiências em seres humanos, devido às quais foi excomungado.
  • Santa Chiara: fortemente bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial, esta igreja do século XIV revelou, durante a sua reconstrução, uma estrutura provençal-gótica. Aqui estão os túmulos dos monarcas angevinos: Roberto, o Sábio (1343), e Roberto Carlos de Calábria (1328) e da sua esposa, Maria de Valois (1331).
  • San Lorenzo Maggiore: construída durante o reinado de Roberto de Anjou, no século XIV, possui uma nave e uma abside ambulatória caracterizadas pela simplicidade gótica. Nesta igreja estão albergados alguns túmulos medievais, de onde se destaca o sepulcro de Catarina da Áustria, falecida em 1323, da autoria de um aluno de Giovanni Pisano.
  • Gesù Nuovo: igreja jesuíta do século XVI, originalmente construída por Valeriano e continuada por Fanzago e Fuga. A decoração interior apela mais ao fervor colectivo do que ao recolhimento, usando mármore de várias cores e algumas pinturas de Ribera. A actual cúpula data do século XVIII, pois a original desabou em 1688, durante um terramoto.
  • Castel Nuovo: fortaleza angevina, construída para Carlos de Anjou no século XIII. Exceptuando as torres e a Cappella Palatina, a maior parte da estrutura da antiga residência real é aragonesa. Na Sala dei Baroni, Fernando I de Aragão eliminou brutalmente os líderes da Revolta dos Barões, em 1486. O edifício é parcialmente ocupado pelo Museo Civico.
  • Galleria Umberto I: construída em 1887, as suas arcadas foram reconstruídas após a Segunda Guerra Mundial. À frente, está situado o Teatro San Carlo, a maior sala de ópera de Itália. Erigido para Carlos de Bourbón, em 1737, o interior tem um luxuoso auditório, que chegou a provocar grande inveja nas cortes europeias.
  • Palazzo Reale: é um magnífico edifício, com sumptuosos corredores, decorados com móveis, tapeçarias, pinturas e porcelanas, construído em 1600, por Domenico Fontana, para os vice-reis espanhóis. Actualmente, o edifício é quase todo ocupado pela Biblioteca Nazionale. A Piazza del Plebiscito é inteiramente reservada aos peões e, em frente, fica San Francesco di Paola, igreja do século XIX, que evoca o Panteon de Roma.
  • Castel Dell ´Ovo: iniciado em 1154, o castelo ocupa uma pequena ilha, onde funcionava o mercado de marisco de Nápoles; foi residência real, mas agora pertence ao Exército italiano; por baixo das muralhas abundam restaurantes.

SORRENTO

Sorrento
As encostas icônicas de Sorrento banhadas pelo Mar Tirreno.

A charmosa “cidade das sereias” é pequena e pode ser explorada a pé. Recebeu este apelido do poeta Homero, em sua obra Odisseia indica Sorrento como a terra onde Ulisses encontra as sereias, as quais tentam atraí-lo com o canto para a ilha Li Galli (uma das ilhas que ficam de frente para Sorrento). A literatura, a história, o cinema e a música contribuíram para fazer com que o nome de Sorrento ficasse famoso no mundo inteiro. Uma das canções italianas, ou melhor, da tradição napolitana, mais famosas é justamente Torna a Sorrento, interpretada pelos mais célebres cantores líricos, por exemplo Luciano Pavarotti.

A praça principal, Piazza Tasso, é o ponto de partida para começar o passeio. De lá é só prosseguir pela via San Cesareo, antigamente a rua principal da cidade, onde ficavam as casas das famílias nobres, como na Via Corso D´Italia. No centro de Sorrento você encontrará ótimos restaurantes e muitas lojas de artesãos, desde sapateiros que produzem sandálias feitas à mão, a rendeiras, escultores e lojas onde quase tudo é feito com limão. Marina Grande foi onde começou Sorrento. Este pequeno porto fica a uma curta caminhada do centro da cidade, com atmosfera genuína e autêntica de uma vila de pescadores cheia de personalidade e charme; há pequena faixa de praia ali. Villa Comunale é um dos melhores lugares para admirar o pôr-do-sol, ou no bar de um dos hotéis chiques.

Limoncello: Os limões são um grande negócio em torno de Sorrento. Eles crescem em vasos ou jardins, onde quer que haja espaço na cidade, bem como em enormes pomares tanto no centro da cidade quanto nos arredores. Há muitos produtos à base de limão, mas seu uso mais famoso é o licor limoncello, cujas garrafas amarelas brilhantes estão por toda a parte. A partir da imersão de casca de limão em álcool, o limoncello é geralmente servido fresco como um digestivo após o almoço ou jantar. Se a bebida for forte demais, pode-se saborear um gelato com sabor limoncello mais suave.

O solo vulcânico da região produz produtos frescos e saborosos, como azeitonas, tomates, pêssegos, cerejas, além dos limões, claro. Estes são usados em deliciosos pratos simples, como salada caprese, pizzas, pratos à base frutos do mar e a famosa Delizia al Limone, um bolinho coberto com creme. Você já deve ter ouvido falar do “Sentiero degli Dei“, uma trilha que tem uma das vistas panorâmicas mais impressionantes da Costa Amalfitana. O percurso completo tem cerca de 7km, realizável em aproximadamente 4 horas, com paradas para fotografias e até pausa para um lanchinho. Não é uma trilha difícil, apesar de alguns trechos bastante acidentados, vendo-se pelo caminho pessoas de todas as idades. Mesmo não sendo um caminhante expert pode fazê-lo!

Vesúvio: de vários lugares de Sorrento é possível admirar de longe o vulcão, descansando no Parque Nacional, declarado em 1995. A erupção do Monte Vesúvio se deu em 79 d.C, quando destruiu as cidades romanas de Pompeia e Herculano. O vulcão ainda está ativo, dormindo, na verdade. Há uma estrada que vai até próximo ao cume, sem precisar necessariamente “escalar” o vulcão.

Praias? Com seus penhascos íngremes, Sorrento não tem uma praia clássica, com longas faixas de areia. É uma cidade litorânea sem praia. Não desanime. Lá pode não ter grandes praias de areia fininha, mas foram criados alguns piers de madeira, onde é possível nadar ou tomar sol durante os meses de verão. A maioria é propriedade de hotéis ou beach clubs, podendo-se comprar uma bebida ou alugar espreguiçadeiras para usar os serviços. Complete sua exploração da Costa Amalfitana apreciando-a do mar num passeio de barco!

POMPÉIA

Pompéia
As imponentes ruínas arqueológicas de Pompéia aos pés do Vesúvio.

As ruínas arqueológicas de Pompei são famosas em todo o mundo, por serem o único exemplo de uma cidade romana de 2000 anos atrás, paralisada no tempo por uma terrível catástrofe natural que aconteceu no dia 24 de agosto de 79 d.C. A cidade foi coberta pelas cinzas de uma imprevista erupção e permaneceu impenetrável até o XVIII quando pouco a pouco foi trazida à luz. A cidade foi provavelmente fundada pelos Osci no VII a.C. pela sua posição estratégica, estando no centro de lutas entre os antigos habitantes da região. Foi conquistada pelos etruscos e sucessivamente pela cidade grega de Cuma (525-474 a.C.). Depois das guerras sanitas passou a Roma. Durante as guerras púnicas permaneceu fiel a Roma, conquistando importância e independência da capital. Contrariamente, durante a guerra civil, tentou resistir a Roma, mas Silla a derrotou (89 a.C.). A história antiga acaba em 29 de agosto de 79 a.C., enquanto a fase moderna se inicia com a operação de escavação dos Borboni, em 1748. Depois da unificação da Itália (1860), o trabalho de escavação foi dado a Giuseppe Fiorelli, que teve também a ideia dos calços, enchendo de gesso as cavidades uma vez ocupada pelos corpos dentro da rocha vulcânica solidificada.
Pompei atualmente recebe mais de 2,5 milhões de visitantes a cada ano. Monumentos como o Fórum, a Basílica, o Anfiteatro, as vilas privadas e as casas e todos os outros achados, demonstram não apenas os lugares onde a vida daquele tempo se desenvolvia, mas permitem a realização de estudos interdisciplinares que satisfazem a curiosidade dos hábitos e costumes daquela sociedade que era incrivelmente moderna. Foram encontrados também grafites que relembram slogans eleitorais e sátiras aos personagens políticos e ricos da época.

HERCULANO (ERCOLANO)

Herculano
O extraordinário estado de conservação das ruínas de Herculano.

De acordo com a lenda, Herculaneum foi fundada sobre o mar há mais ou menos 3000 anos atrás por Hércules, na vertente meridional do Monte Vesuvio, enquanto o herói retornava da Espanha, onde havia realizado um dos seus memoráveis trabalhos. Provavelmente, prosaicamente falando, Ercolano foi fundada pelos Osci (uma população itálica) no VIII, passando ao domínio etrusco e sanita. Pompei para os romanos era conhecida e apreciada como lugar de veraneio. Ercolano também foi destruída pelo Vesúvio em 79 d.C., mas Pompeia foi incendiada, e Ercolano foi sufocada por uma nuvem piroclástica com fumaça venenosa, que encheu a cidade de 20m de cinzas e lama que se solidificou posteriormente. Ercolano foi a primeira cidade a ser descoberta no início do XVIII, pelo príncipe d’Elboeuf, quando os seus homens estavam escavando um poço profundo nas suas terras no lugar do antigo templo romano. Diferenças e particularidades de Ercolano, em relação a Pompeia, a tornam única e importante ao mesmo tempo.

Fonte: experiência de viagem, organismos de turismo das localidades e operadores italianos.