De Phuntsholing, no Sikkim, a THIMPU, no Butão (cruzando-se a fronteira terrestre entre Jaigaon e Phuntsholing)
Parte-se pela manhã para Thimphu, a 2.700 m de altitude, a capital do Butão. É este um dia especial na vida de qualquer viajante. Proibido desde sempre, semi liberado apenas, há bem pouco e para muito poucos, o Butão é o fruto proibido da árvore do turismo de aventura. Todo mundo quer e pouca gente pode.
Hoje, você quebra o mito e invade o Butão por terra - rota nobre - penetrando 100 km país adentro, até seu núcleo mais importante: Thimphu (percurso de 6 horas). A estrada serpenteia encosta acima, já na periferia de Phuntsholing, mergulhando horas mais tarde no vale, sede do país.
Inicia-se a exploração pelo Takin Zoo. Vamos ver um takin, que só existe naquela região? Pesa 350 kg, parece um cruzamento de gnu com vaca, cabra e yak. Segue-se ao Tashichho Dzong, que serve como sede do governo do Butão. O Dzong é lindamente iluminado à noite.
Além de tudo isso, o primeiro dia no Butão revela outro fator, por sua vez marcante a extremos, que será verificado dia após dia ao longo da jornada pelo interior do país: o povo butanês parece viver uma harmonia simples, quase teórica. Tradições e modos de vida estão razoavelmente intactos. Budismo e monarquia parecem se entender bem. O país é lindo. O desenvolvimento parece coerente e construtivo, e o povo parece feliz. Terá o isolamento total por séculos o seu porquê?
Outro dia na capital butanesa, é totalmente dedicado à exploração a pé de Thimphu. Serão vários os locais visitados: estátua Buddha Dordenma, Memorial Chorten, Museu de Herança Popular, Biblioteca Nacional, Instituto de Artes e Ofícios Zorig Chusum e bazar de artesanato local.
PUNAKHA
Um explorador não se satisfaz com a sala de visitas, tem que ir Butão adentro. Partida de Thimpu para a antiga capital, Punakha, a 73 km (2 horas). O caminho é permeado de bosques de magnólias, rododendros, e a estrada tem um ponto culminante: o passo Dochu La (3.140 m), que nos remete de volta ao Himalaia. Dele se vê 8 montanhas de primeira grandeza, 7 delas maiores que o Aconcágua. Dalí, a estrada mergulha para o vale de Punakha, onde a "baixa altitude" (1.350 m) permite o cultivo de frutas, não condizentes com os picos nevados logo ali. Coisas da face sul do Himalaia.
A confluência de dois rios cria, no vale, a situação perfeita para o Punakha Dzong. Fortalezas típicas do Butão, os dzongs são a própria alma arquitetônica do país. Sempre em posições estratégicas de controle regional, os dzongs atestam o passado litigioso dos diversos principados de outrora. O Punakha Dzong é dos melhores, se não o melhor. Foi sede do governo durante muito tempo, e ainda é residência de inverno do clero de Thimphu.
À tarde, caminhada leve por uma aldeia local. Tenham as câmeras em punho!
BUMTHANG (Jakar)
Partida de Punakha para Bumthang (2.600 m), a leste, por 213 km (aprox. 7 horas). Para passar de um vale a outro, a estrada volta a galgar para o passo de Pele La (3.150 m), com nova foto do Himalaia e mais magnólias e rododendros.
Descendo para o vale de Trogsa (2.200 m), o dzong (do mesmo) nome rouba toda a atenção. Imponente fortaleza por fora e labirinto de templos e prédios administrativos por dentro, Trongsa Dzong também foi sede do governo e até hoje está intimamente ligada à família real: o príncipe herdeiro é, tradicionalmente, o "senhor" do dzong.
Continuação da viagem até Bumthang via mais um passo, Yotang La (3.400 m).
Literalmente no centro do Butão, o vale de Bumthang é de grande importância religiosa. Abriga os templos mais antigos do país e merece ser explorado em detalhes. Por isso, os destinos de hoje no vale serão múltiplos e visitados a pé.
Inicia-se a visita pelo Jambay Lhakhang, construído no século VII, pelo rei tibetano Songtsen Gampo, considerado um dos 108 templos erguidos para subjugar os espíritos malignos. Em seguida, visita ao Kurjey Lhakhang, que abriga uma caverna, onde o Guru Rinpoche, no século VIII, deixou a marca de seu corpo enquanto meditava.
Continuação até o mosteiro Tamshing, conhecido por suas antigas pinturas-murais e por ser um dos mais importantes mosteiros da tradição Nyingma no Butão. Visita ao Jakar Dzong - o “Castelo do Pássaro Branco”, que oferece uma vista panorâmica do vale.
Opcionalmente, visita à Fábrica de Queijos Suíça, empreendimento local singular; e à Cervejaria Red Panda.
PARO
Do interior do país à porta de entrada e saída do Butão, é feita por voo de Bumthang até Paro.
Em vale amplo, Paro abriga o segundo mais importante núcleo populacional do Butão, além do único aeroporto internacional. Não é de hoje, o controle de Paro sobre a comunicação física do Butão com o mundo exterior, já que está numa antiga rota preferencial entre a Índia e o Tibete, policiada por dzongs dignos de tal importância.
À tarde, saia para visitar: Rimpung Dzong, Museu Nacional, com seu vasto acervo sobre as diversas nuances da história e cultura do país, e ao Kyichu Lhakhang, um dos templos mais antigos do Butão, construído no séc. VII, que marca a introdução do budismo no país.
Em outro dia, pela manhã, subida ao Taktsang Monastery. Alojado de forma desafiadora e inacreditável na face do rochedo, o Ninho do Tigre, como é chamado o monastério, está no local onde Padmasambhava aterrissou, tendo voado nas costas de um tigre, para fundar o primeiro monastério budista do Butão. Subir ao Ninho do Tigre significa 2 (duas) horas de subida a pé (ou a cavalo - opcional, não incluso), além do tempo de descida. Se vale a pena? E você, por acaso, resiste à provocação de vê-lo lá e não subir?
Fonte: HIGHLAND ADVENTURES, turismo de aventura internacional https://highland.com.br